segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ler os sinais dos tempos

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“NOSSO MAIOR DESAFIO É SABER LER OS SINAIS QUE DEUS NOS MOSTRA DURANTE NOSSA VIDA”.

A vida do cristão é uma constante luta contra seu próprio egoísmo. Estamos para celebrar o 3º Domingo do Advento, conhecido como o domingo “Gaudete” (domingo da alegria e esperança). No evangelho Jesus elogia João Batista e o sentido verdadeiro que dá para sua vida. Não podemos pensar que todos irão nos valorizar no seguimento de Cristo. Seremos muitas vezes perseguidos e desprezados. João nos deixa um exemplo a ser seguido de entrega total a Deus sem buscar uma valorização social ou puramente humana. Ler os sinais de Deus é um grande desafio de uma postura forte na fé. Precisamos ser “sábios”, ou seja, sabermos exatamente aonde estamos e para onde iremos para não nos deixarmos manipular pela falsa mídia.

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EVANGELHO (Mt 11, 02-11):
Naquele tempo, João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, para lhe perguntarem: “És tu, aquele que há de vir, ou devemos esperar um outro?” Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!” os discípulos de João  partiram, e Jesus começou a falar às multidões, sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Então o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante  de ti’. Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no reino dos céus é maior do que ele”.

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“Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”.

A pergunta encomendada por João Batista a Jesus recebe uma resposta que significa o sentido do que é e será o Reino de Deus. A pessoa humana deve ser vista como um todo. Somos criaturas de Deus. Somos dotados de uma profunda capacidade de receber e dar amor. Quando Deus reina em nossa vida somos curados no sentido físico e espiritual. Jesus vem trazer a verdadeira libertação aos filhos de Deus. Quando Ele ocupa o centro de nossa existência estamos muito felizes por nos sentirmos amados e termos a capacidade de vencer nosso egoísmo e amarmos os nossos semelhantes.
Podemos estar cegos dentro de nossos sistemas. Inventamos muitas coisas que podem nos desviar do eixo de nossa vida. Podemos estar surdos ao que Deus nos apresenta pela sua Palavra, podemos estar paralisados pelo nosso próprio egoísmo.
A figura de João Batista nos surpreende. Especialmente pela afirmação que o próprio Jesus faz sobre ele. João não se deixa manipular pelas vantagens que teria se colocando ao lado dos poderosos. É coerente com sua missão até o fim. Muitos hoje estão se agitando com o vento como caniços porque não tem uma expressão de fé ligada ao que se professa no batismo. Deixam-se levar pelo imediatismo às vezes até renunciando a sua fé original e adotando outras religiões e filosofias. O católico que não reza e não estuda muda de religião e quem não é católico e começa a entender o que é a Igreja se torna católico.
Devemos ser assim como João Batista, mensageiros da boa nova do Evangelho. Colocar todo o nosso esforço na concretização dos valores que o Senhor nos deu. O amor não é fácil de ser vivido na realidade. Amar significa sofrer ou despojar-se de tudo que temos para sermos instrumentos do Senhor na construção do seu reino.
Não podemos nos deixar quebrar pelos ventos da sociedade, precisamos nos manter firmes dentro da instabilidade da nossa vida. Só o amor é capaz de construir. O homem isolado se perde e faz os outros se perderem. João nos ensina pela sua vida a vivermos uma conversão diária, cheia de humildade e abertura ao que Deus nos pede.
O reino de Deus está no meio de nós. Jesus deixou tudo para construirmos um mundo novo cheio de solidariedade. O homem continua sofrendo as consequências de seu próprio egoísmo. Através da oração feita com o coração e da ação evangelizadora o cristão vai transformando a realidade.
Somos convidados a sermos como João Batista. Não podemos nos conformar com a nossa realidade. Devemos lutar para que a realidade nova trazida pelo Evangelho seja implantada dentro do mundo.

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 “Senhor Jesus vem renovar a vida de cada um de nós”.





domingo, 27 de novembro de 2016

Voz que clama no deserto

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“OS CRISTÃOS DENTRO DO MUNDO SÃO A VOZ QUE CLAMA NO DESERTO”.


A conversão é meta de todo cristão. Quando fomos batizados iniciamos nosso processo de conversão que perdura toda nossa existência. Neste segundo Domingo do Advento nos é apresentada a figura de São João Batista que veio preparar os caminhos do Senhor. A nossa tarefa é muito semelhante à dele: anunciar a verdade da presença de Deus em nossa vida, na sociedade e no mundo. Devemos estar atentos aos sinais dos tempos e não nos preocuparmos por sermos a minoria que procura ressaltar os valores do Evangelho através de nosso testemunho. O deserto representa toda secura produzida pelo relativismo que precisa ser regada com o amor real e absoluto de Deus que perpassa nossa existência.


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EVANGELHO (Mt 03, 01-12):

Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”. João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!” João usava uma roupa feita de pêlos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo. Os moradores de Jerusalém, de toda a Judéia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: “Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? Produzi frutos que provem a vossa conversão. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’, porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo. Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.

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“Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”

A missão de João Batista consistia em anunciar a vinda do Reino de Deus que seria implantado a partir da pregação da Boa Nova de Jesus. João é extremamente coerente com sua missão. Ele não se importava com os elogios e ainda menos com as vaiais que estava sujeito. A sua única preocupação era anunciar a verdade que vai nos tornar livres por dentro. O que adianta as honras da sociedade em razão da paz  no coração e a nossa  felicidade eterna?
Estamos em um processo de conversão, de retorno à fonte que é Deus. Não seremos felizes sem nos comunicarmos com o nosso Criador que nos criou para Ele. O homem vive criando coisas para substituir sua grande realidade: ser amado por Deus.
Devemos estar atentos ao que o Senhor nos pede no meio da história. O cristão não é um alienado. Busca soluções no sentido comunitário iluminado pelos valores do Evangelho. João Batista é uma voz que clama no deserto. Hoje somos sufocados pelos meios de comunicação que reduzem o homem como meio de consumo, de compra e venda. As relações comerciais tomaram o lugar das relações afetivas. Necessitamos cada vez mais de cristãos que levem a sério suas existências. A radicalidade de João Batista hoje se faz necessária num mundo marcado pelo individualismo. Não podemos viver uma duplicidade de vida. Ou somos de Deus ou somos do mundo individualista.
Precisamos preparar os caminhos do Senhor. Melhorar a concepção sobre o sentido de nossa vida. Sabemos do final que João irá ter por levar a sério os planos de Deus. Se quisermos fazer a vontade de Deus seremos automaticamente rejeitados. A maioria das pessoas buscam alegrias momentâneas sendo que o projeto de Deus é um projeto de Felicidade que se é construída pelo processo de conversão que se faz durante toda  vida. O caminho da oração sistemática é o único meio que pode nos aumentar a fé e nossa decisão por Deus.
A nossa conversão só será possível pela aceitação do mistério de Deus em nossa existência. Precisamos da efusão do Espírito Santo para que isto aconteça. Devemos invocar sempre esta graça que recebemos no dia de nosso batismo para optarmos sempre pelo bem.
Para pertencermos ao Reino de Deus devemos viver uma experiência de solidariedade. Todos os bens sejam eles materiais ou espirituais devem ser colocados em comum para que todos possam experimentar com antecipação o que viveremos na eternidade.


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“Ajudai-nos Senhor Jesus a buscar cada vez mais uma conversão profunda”.

domingo, 20 de novembro de 2016

Estar preparados


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“DEVEMOS ESTAR PREPARADOS PARA A VINDA DE JESUS NA TENTATIVA DE CONCRETIZAR NO MUNDO OS VALORES DE CRISTO”.

Estamos iniciando um novo ano litúrgico. O tempo do advento nos prepara para a grande finalidade do cristianismo: receber o Cristo Glorioso com as mãos cheias de bondade vividas em nossa breve existência. Neste tempo também nos preparamos para o Santo Natal onde recordamos o grande gesto de humildade de Jesus que vem habitar no meio de nós. Devemos estar sempre preparados. Esta preparação consiste na associação dos valores do Evangelho com o que vivemos em nosso dia a dia. Jesus neste primeiro Domingo do Advento nos convida a estarmos atentos. Prontos para recebê-lo com aquilo que construímos auxiliados pela graça de Deus. Devemos negar todo materialismo e assumir os valores de Cristo sendo seus verdadeiros discípulos. O mundo já está derrotado em suas próprias ilusões quando deixa de lado o Criador para se apegar as criaturas caindo no relativismo.

EVANGELHO (Mt 24, 37-44):
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: “A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. Pois nos dias antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. E eles nada perceberam até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem. Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e outro será deixado. Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e outra será deixada. Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

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“Ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.
O que significa estar preparado? Podemos perceber no Evangelho que não são todos que irão participar do Reino de Deus. Na realidade, não é Ele que faz esta seleção, mas somos nós que podemos, através de nossa liberdade, direcionar a nossa vida no sentido errado. O amor de Deus tem a mesma intensidade para todos. O que faz a diferença é a maneira como o recebemos e cultivamos em nossa vida. Somos desafiados a termos uma sensibilidade profunda que é capaz de ler os sinais de Deus. Quando nos isolamos no materialismo passamos a amar mais a criatura do que o Criador. Começamos a viver de fábulas ilusórias. A pessoa quando foge do essencial começa a criar substitutivos alienantes para sua vida. Daí percebemos a cegueira que as pessoas vivem ao serem dominadas pela mídia.
Cristo quer de nós uma vida sadia, cheia de solidariedade no amor. Vivida na participação de todos os dons que recebemos de Deus. Muitas vezes vamos criando ídolos pessoais que nos afastam do objetivo de nossa vida. O ídolo é uma auto mentira que fazemos para nós mesmos. Adoramos quem não merece ser adorado. O pior é que quando vivemos neste estágio de vida queremos que outras pessoas também o vivam. Achamos que estamos totalmente certos.
Estamos em um processo de conversão. Devemos aceitar esta realidade se queremos ser felizes. Deus nos criou para Ele, não podemos nos afastar desta realidade. Estamos marcados por um grande relativismo que nos afasta do sentido mais profundo de nossa vida.
O cristão deve estar atento ao bem e ao mal. Através de sua vida vivida na prática do bem não se deve iludir com os bens imediatos. Não sabemos a hora que o Senhor irá vir. Não podemos nos preocupar com esta realidade, mas sim nos preocupar com o que fazermos em nossa vida concreta. A essência da mensagem de Cristo é o amor. Quem procurar permanecer neste amor estará isento do medo da verdade que vai nos libertando. A nossa luta deve ser no aumento da sensibilidade do amor imenso que Deus sente por nós.
Hoje existem muitas pessoas perdidas em uma busca de prazeres momentâneos que vão simplesmente esvaziando os seus corações. Cada um de nós deve tentar fazer a sua parte. Através do testemunho de sermos felizes por conhecermos a proposta de Jesus e procurarmos, dentro de nossas limitações, a sua concretização vamos mudando os corações endurecidos das pessoas que não se abrem a Deus.
A preparação para a vinda do Senhor deve ser diária. Cada passo deve ser assumido na prática do bem. Não podemos nos deter em nossa satisfação pessoal, mas sim no que Ele nos pede.

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“Vem Senhor Jesus restaurar a nossa vida para podermos esperá-lo com muita alegria”.