segunda-feira, 6 de julho de 2015

O DESPOJAMENTO DO DISCÍPULO QUE SEGUE JESUS



“JESUS NOS ENVIA A ANUNCIAR A BOA NOVA DA SALVAÇÃO”.


A experiência de amizade com Jesus é sempre transformante. Muda os valores que seguimos. Ele sempre nos desacomoda para a missão. No momento em que conhecemos quem é Jesus somos interpelados constantemente a sairmos de nosso comodismo para anunciarmos o Evangelho. Somos peregrinos nesta vida e onde passamos anunciamos, pela nossa vida, a grande realidade de que estamos a caminho do Pai. Nós somos os discípulos de Jesus. Não devemos carregar nada em nossas malas a não ser o desejo profundo de conversão e prática do bem. O verdadeiro discípulo de Jesus faz uma profunda experiência de sua divina providência unida a sua divina misericórdia.


EVANGELHO (Mc 06, 07-13):

Naquele tempo, Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsaram muitos demônios e curaram numerosos doentes, ungindo-os com óleo.





“Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois”.


A vocação dos primeiros discípulos de Jesus é um grande mistério. Deus ama, chama e envia. São três realidades que compõem este grande mistério vocacional.  A resposta ao chamado e a perseverança exige doação e alegria. Tudo é visto na dimensão da fé. Sem ela não teremos coragem de deixar o superficial para nos apegarmos ao essencial. O ato de fé está sempre unido ao ato de obediência. Esta terá como consequência o desapego de algo que nos impede de termos liberdade para seguir ao Senhor.
O mundo moderno sofre as consequências do egoísmo. As pessoas que vivem presas em seu próprio egoísmo não descobrem o sentido profundo de suas existências. Os cristãos são chamados a colocar no mundo uma nova ordem de amor, de paz, de justiça e solidariedade. A conversão nunca acontece de forma isolada, mas envolve toda pessoa e a comunidade. Deus se serve de pessoas de boa vontade e humildes para manifestar o seu imenso amor por nós. O que seria do mundo se os primeiros discípulos de Cristo não tivessem dado o seu sim para serem os primeiros missionários da Boa Nova da Salvação? Ainda é para nós hoje um grande mistério a resposta positiva que estes homens e mulheres deram a Jesus e pelo Reino. Seguir a Cristo sempre nos exige “deixar tudo para alcançarmos o Tudo”. A tarefa dos discípulos de Jesus não foi nada fácil diante do grande desafio de se tornarem a extensão de Jesus dentro da história. Após Pentecostes eles irão receber a força do amor dado pelo Espírito Santo de Deus para evangelizar de acordo com o que sentem dentro de si movidos pela graça de Deus.


O seguidor de Jesus precisa aprender a ser despojado. Despido de qualquer apego tanto material como espiritual para estar livre em relação à missão que deve ser executada. Por esta razão os níveis de amor dos que seguem a Cristo devem ser reforçados a partir de uma grande intimidade com Ele. Sem oração não iremos saber o que o Senhor quer de nós no meio do mundo. Precisamos cultivar nossa amizade com Jesus para termos força de introduzirmos o bem dentro do mundo.
Estamos carentes de pessoas que vivam com seriedade o mistério do chamado de Deus. Podemos ser até bons teóricos da Fé. Falta-nos a experiência de amor que é capaz de detonar o egoísmo vigente no mundo contemporâneo. Nós batizados (consagrados) somos enviados a irmos até as águas mais profundas, dentro e fora de nós mesmos. É desta verdadeira profundidade que a humanidade carece em relação aos que acreditam na Boa Nova da Salvação. O cristão se separa do mundo pela sua consagração batismal. Esta separação faz que ele entre no mundo com uma grande carga de amor que é capaz de transformar o egoísmo vigente.
O mal penetra em nossos corações através dos nossos apegos desordenados e pelo mal uso de nossa liberdade. Pelo “imediatismo” somos conduzidos ao “relativismo” que nos arrasta automaticamente para o “egoísmo”. O verdadeiro antídoto para este caminho de morte é a vivência da Fé, na Obediência a Deus, da Esperança, na Pobreza do despojamento e da Caridade na Castidade na vida Nova no Espírito Santo. Cada virtude é uma força nova para vencermos o mal que nos afasta da verdade de que fomos criados por Deus para um eterno convívio com Ele. 


“Senhor Jesus! Que tenhamos sempre coragem de lhe dizer sim em meio aos desafios da nossa história.”

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O PROFETA EM SUA CASA

 


“DEUS NOS AMA INDEPENDENTE DE NOSSA ORIGEM OU CONDIÇÃO SOCIAL”.


A Palavra de Deus exige de nossa parte uma aceitação plena. O plano de Deus sempre será um grande mistério para nossa vida enquanto estivermos neste mundo. Jesus não é valorizado em sua terra porque as pessoas não estavam olhando para o bem que realizava, mas sim para sua origem e condição social. Ele está presente nas nossas comunidades e em nossa vida. Precisamos reconhecê-lo para fazermos a sua vontade que é fonte da verdadeira felicidade para nós.

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EVANGELHO (Mc 06, 01-06):
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

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“Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.

A pregação da Boa Nova de Cristo é um grande desafio para nós em todos os ambientes, especialmente entre aqueles de maior convivência conosco. Somos desafiados mais em nível de “ser” do que “fazer”. Devemos dar um verdadeiro testemunho do que acreditamos a partir de nossa vida, da forma como vivemos aceitando o que Deus nos pede. O cristão muda a realidade através da alegria de ser consagrado pelo santo batismo sentindo-se profundamente amado por Deus.
A afirmação de Jesus pode nos parecer inicialmente dura demais considerando a força e o poder que ele tinha por ser o Filho de Deus. Dentro do contexto do cristianismo é mais fácil de entendermos sua missão. Mas no judaísmo não é fácil compreender que Jesus seja o verbo encarnado, a segunda pessoa da Santíssima Trindade com a missão salvífica universal. Ele é verdadeiramente Deus e homem. Seremos felizes convivendo com ele como nosso verdadeiro amigo. Precisamos de um encontro pessoal com o Senhor. A partir daí irá nascer um cristianismo autêntico.
Deus se serve da simplicidade para se manifestar. Não deseja o luxo e as aparências externas que infelizmente muitas vezes arrastam a humanidade a sua própria destruição. Jesus trabalhou antes de sua vida pública. Foi uma pessoa comum dentro de sua cidade. Sua fama cresceu com os milagres que realizava e sua infinita sabedoria que era capaz de confundir as pessoas mais preparadas intelectualmente da época.
Os irmãos e irmãs de Jesus eram os seus parentes, que conviveram com sua vida simples e alegre em meio a sua família. Não podiam compreender os seus concidadãos que este jovem simples fosse verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Este é o centro de nossa fé cristã. Aceitar Jesus como sendo o Cristo (Ungido), é fundamental para a doutrina cristã. Através de sua aceitação descobrimos o Pai e vivemos a vida nova no Espírito Santo.
Somos desafiados hoje e sempre a trazer Jesus para a realidade em que vivemos. Cremos verdadeiramente na sua presença no meio de nós, nos Sacramentos, na Palavra e na comunidade dos que acreditam na Boa Nova? Será que a nossa atitude não é semelhante à atitude dos que rejeitaram a Cristo? Aceitá-lo de verdade é estarmos atentos a nossa conversão. Abertos ao que ele nos ensina através de sua Igreja.
Só poderemos “conhecer” a Cristo através da dimensão transformante do amor. Deus se revela aos humildes de coração. Aos que desejam a verdadeira felicidade que se encontra na coincidência da Vontade de Deus com a nossa vontade.

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“Senhor Jesus que possamos aceitá-lo em nossa vida e em nosso coração.”


segunda-feira, 22 de junho de 2015

FESTA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO



 


“SÃO PEDRO E SÃO PAULO SÃO EXEMPLOS DE FIRMEZA NA FÉ”.

O exemplo de Pedro e Paulo, grandes expoentes do cristianismo, nos motivam a continuarmos firmes na fé. Até hoje a amizade destes dois homens com Jesus, embora em níveis diferentes, tem uma repercussão de grande vulto na história da humanidade. Percebemos em suas vidas duas formas distintas de seguimento de Jesus Cristo: Pedro foi discípulo direto de Jesus. Teve uma experiência de amizade e convivência com o Senhor. Paulo de “perseguidor” se torna anunciador da doutrina de Cristo através de sua experiência no caminho de Damasco. O Espírito Santo transformou sua vida. De grande conhecedor da lei judaica e de sua ortodoxia passa a ser um anunciador assíduo da verdade da presença de Jesus Ressuscitado. Os dois foram martirizados por se entregarem totalmente no seguimento do Senhor. Deus não escolhe os melhores, mas melhora os escolhidos. Vai modelando a vida daqueles que querem segui-lo com coragem e alegria.



EVANGELHO: (Mt 16, 13-19)
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou alguns dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz é tu, Simão filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei a chave do Reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.


“Feliz é tu, Simão filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”.

Esta afirmação do Senhor Jesus a Pedro nos dá uma grande alegria e segurança e ao mesmo tempo um grande comprometimento com a realidade do seguimento de Cristo. Pedro recebe uma missão impossível pela sua capacidade e fragilidade, mas possível pelo poder do Espírito Santo que faz nova todas as coisas. Sua afirmação: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” confirma sua unção e sua futura missão de chefe da Igreja. Ela não tem origem humana, mas sim divina. A partir deste momento Pedro é escolhido para dar continuidade ao anúncio do Evangelho de Cristo em sua missão. O cristianismo se caracteriza pela tomada de consciência da importância da vida comunitária com a presença do Senhor Ressuscitado que a fomenta no amor. É um mistério pessoal de encontro com Cristo que se estende a toda comunidade dos que professam a fé no Ressuscitado.
A Igreja é uma sociedade dos que acreditam no mistério da presença de Deus Trindade dentro da história. O processo de aceitação do mistério cristão acontece dentro de uma relação comunitária. Aí encontramos o fato de que a Igreja de Cristo sempre será “perseguida” especialmente pela grande mídia que tem como característica o individualismo anti comunitário querendo levar as pessoas ao relativismo para que se tornem consumidoras de produtos que levam à alegria superficial. Os valores cristãos não são aceitos pela sociedade de consumo porque levam a partilha e a solidariedade. A Igreja sempre será uma pedra no sapato daqueles que se deixam guiar pelas suas paixões.
Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos. Já ouvimos muitas vezes este ditado e podemos perceber que é real tratando da vocação de Pedro. Era um pescador com pouca cultura, um homem simples. Sendo que possuía uma característica essencial para os que querem seguir a Cristo: era sensível ao plano de Deus, cultivava em profundidade a sua crença e sua amizade. Percebeu aos poucos e especialmente após a experiência de Pentecostes que somos realmente amados por Deus. A nossa vida não é uma mera coincidência. Há muitos intelectuais na Igreja e poucos que cultivam uma amizade profunda com Cristo que leva automaticamente até uma profunda conversão.
O mistério vocacional de Pedro se perde na história. Não sabemos o que motivou este homem a deixar tudo e seguir ao Senhor. Provavelmente, ele teve muitos momentos de dúvidas e sofrimentos sendo que jamais errou em suas decisões em relação à Igreja depois que recebeu o Espírito Santo a partir de Pentecostes. Ele soube deixar tudo para assumir o Tudo. Deixou o perecível para abraçar o imperecível.
Junto a Pedro celebramos a festa de Paulo. Um homem completamente diferente do primeiro, mas que soube acolher a vontade de Deus com a mesma sensibilidade. De perseguidor se torna anunciador de Cristo. Ele irá anunciar destemidamente a Boa Nova do Reino. É ele que dará corpo a toda à doutrina sobre o entendimento da pessoa de Jesus e sua missão. As pessoas que se fecham em suas ideologias materialistas jamais irão ler o que Paulo escreveu, pois ele nos apresenta a pura verdade em relação a nossa salvação. Jamais a grande mídia vai apresentar Paulo, porque sabe de sua importância e da verdade que escreve. Percebemos muitos escritos hoje que procuram desfazer a Igreja. Os individualistas jamais irão escrever algo sobre Paulo e sua conversão, pois ele atinge o cerne dos problemas da pessoa humana. Sua doutrina leva a verdadeira libertação dos apegos humanos para a valorização do essencial.
Quando buscamos humildemente a verdade somos tomados pela força de Deus nos tornando livres para anunciá-lo. A liberdade está unida a verdade juntamente com a Graça de Deus. Paulo também abandona seu “prestígio” para concretizar a vontade de Deus. Perde sua vida física pela coerência com a mensagem de Jesus. Hoje estamos carentes de pessoas que levam a sério a mensagem de Cristo em nível de experiência e não como mera teoria. O seguimento envolve toda vida da pessoa. Não é uma parte intelectual ou social, é um todo que absorve toda nossa ação.
O compromisso com a verdade pode nos levar a morte física, mas nos torna livres na eternidade. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo no monte Vaticano em Roma. Paulo foi decapitado fora dos muros de Roma. Tanto Pedro como Paulo foram pessoas limitadas, mas que levaram a sério o sentido de sua vocação. A humanidade precisa dos santos. De pessoas que levem até as últimas conseqüências a sua opção fundamental. Seu ideal de concretização da vontade de Deus em suas vidas.
Estamos numa grande crise de Fé que desemboca numa crise de relacionamento. O homem caminha para sua própria ruína quando pensa só em si mesmo sem partilhar sua vida com os demais. O “individualismo competitivo” pregado pela maioria dos meios de comunicação mina as bases do relacionamento humano. O exemplo destes dois homens deve nos arrastar a prática solidária do bem dentro da comunidade.
A busca da verdade e do bem faz que percebamos o quanto somos amados por Deus. Passamos a ter certeza que esta nossa existência é uma preparação para a vida definitiva. É o Divino Espírito Santo que nos dá o contato com esta realidade.


“Nós te pedimos Senhor a coragem e a alegria dos Apóstolos para vos seguir com alegria dentro das trevas do individualismo moderno”.








segunda-feira, 15 de junho de 2015

JESUS ACALMA A TEMPESTADE


“O SENHOR ESTÁ SEMPRE PRESENTE EM NOSSA VIDA. ELE TEM UM PLANO DE AMOR PARA NÓS SERMOS FELIZES ETERNAMENTE COM ELE”.

Jesus nos acompanha na caminhada de nossa vida. Ele permanece conosco nos ajudando a chegar até o Pai. No evangelho deste 12º domingo do tempo comum, percebemos que ele acalma a tempestade e exige uma atitude de fé da parte de seus discípulos que devem confiar e seguir em frente na missão. A humanidade caminha a passos lentos para uma verdadeira evolução porque se esquece com facilidade dos valores que Jesus nos deixou. Hoje temos muitas tempestades interiores e exteriores que só com uma profunda amizade com Deus poderemos acalmá-las fora e dentro de nós. A grande crise que a humanidade atravessa acontece dentro do coração da pessoa que não se sente amada e não sai de si para amar os seus semelhantes.

 


EVANGELHO (Mc 04, 35-41):

Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”




“Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”

O cristianismo nasce com o testemunho dos apóstolos. Eles tiveram uma experiência profunda com Jesus que mudou a direção de suas vidas. Jesus não é só um homem comum. Ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Tem as duas naturezas. Este é o diferencial que fez e que faz que milhares de pessoas do mundo inteiro reflitam sobre o verdadeiro sentido da vida. Se seguirmos Jesus que é o Cristo (Ungido), teremos a graça da vida eterna que todo ser humano almeja por perceber as limitações da existência presente que estamos vivendo.  
Muitos fatos aconteceram na vida de Jesus que confirmam sua missão salvífica. A tempestade acalmada é um dos exemplos dos fatos testemunhados pelos apóstolos durante a existência histórica de Jesus. Este fato pode ser interpretado hoje da seguinte forma: Ele vem para acalmar os corações daqueles que se perdem em seu próprio egoísmo. Percebemos um imenso avanço tecnológico com uma imensa crise afetiva dentro do coração das pessoas. É esta crise a que Jesus vem mudar através da concretização da fraternidade dentro do mundo.
Os discípulos são “testados” em sua fé no momento que mesmo estando com Jesus eles tem medo de perecer na agitação das ondas do mar. O que jamais seria possível pela própria presença do Filho de Deus. Muitas vezes somos tentados a temer as intempéries de nossa vida. Pensamos que Jesus está dormindo e não se preocupa com nossas fragilidades e medos.
Como cristãos somos chamados a viver em comunidade. Dentro desta vivência comunitária vamos crescendo na fé e na certeza da presença de Deus em nossas vidas. Não estamos abandonados pelo nosso Criador. Ele nos ama ao ponto de dar seu Filho para nos salvar. O medo é a característica daqueles que não experimentam o amor de Deus em suas vidas.
A barca representa a Igreja composta de pessoas pecadoras e limitadas, mas que está a caminho da santidade. O Senhor está presente nela e é melhor permanecer nela do que sair, pois desta forma seríamos facilmente afogados pelo mal. Aqueles que abandonam a Igreja estão pondo em risco a sua salvação.
A tempestade hoje pode ser vista como a própria instabilidade da vida. Os momentos de muita alegria e momentos de profunda tristeza que passamos em nossa peregrinação. O que importa é que o Senhor jamais nos abandona em nenhum destes momentos. Para termos mais segurança diante de nossas fraquezas precisamos cultivar a fé através da oração e da nossa ação solidária.
As provações que passamos não são obstáculos para chegarmos ao essencial. Muitas vezes elas nos ajudam a percebermos o quanto somos amados por Deus e que existem muitos valores que na realidade não tem valor algum para a nossa finalidade última.
Precisamos de uma luta constante na aceitação do mistério de Deus em nossa vida. Ter a certeza de que nunca estaremos sós e que por mais difícil que sejam as situações da nossa vida Ele jamais nos deixará órfãos.

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“Senhor Jesus acalme as tempestades que existem em nosso coração para percebermos o quanto somos amados.”


segunda-feira, 8 de junho de 2015

O REINO DE DEUS É COMPARADO A UMA SEMENTE


“RECEBENDO COM ALEGRIA A SEMENTE DO AMOR DE DEUS IREMOS EXPERIMENTAR AINDA NESTA VIDA A VERDADEIRA ALEGRIA”.


Como a semente cresce de uma forma independente do agricultor, assim é o amor profundo e estável que Deus sente por nós. É o grande mistério da vida. Deus nos ama dentro de nosso coração e nos envia ao essencial. Muitas vezes enfrentamos lutas interiores, sofrimentos em diversos níveis que podem ser aproveitados para reconhecermos o amor que Deus sente por nós. Antes de nós existirmos Deus já tinha um plano de amor. O nosso desafio é fazer coincidir sua vontade com a nossa que muitas vezes é fragilizada pelos gostos das coisas do mundo. Quando procuramos uma vida de oração vamos nos transformando naquilo que Deus em seu infinito plano de amor pensou sobre nós.



EVANGELHO (Mc 04, 26-34):

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: “O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? O reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. Jesus anunciava a palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.




“O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece”.

A vida é um grande mistério que só pode encontrar resposta no fato que fomos criados de uma forma diferente de todos os outros seres. Não estamos aqui neste mundo por acaso. Não somos uma mera coincidência que uniu todo nosso organismo nos transformando em seres humanos. Por de trás de nossa existência está o Criador de todas as coisas que nos fez de uma forma toda especial: podemos nos comunicar com Ele no íntimo de nosso ser, podemos ter consciência do que somos e nos voltar para nossos irmãos. Nenhum outro ser criado possui as características que possuímos. Infelizmente a sociedade nega constantemente sua realidade preferindo a mentira difundida pela mídia.
A semente que cresce é o amor fortíssimo que Deus sente por nós. O materialismo alimentado pelo relativismo e pelo imediatismo faz que esta semente fique esquecida dentro de nosso coração. A nossa tarefa é fazer que este amor germine em nossa vida apesar de nossas limitações. Se formos movidos pelas alegrias momentâneas não poderemos experimentar a felicidade profunda que a comunicação com Deus nos apresenta. O Divino Espírito Santo quando favorecido pela nossa liberdade vem em favor de nossa fraqueza e faz que tomemos consciência do amor de Deus depositado em nossos corações.
A maioria das pessoas estão muito longe de si mesmas. São verdadeiros “cadáveres ambulantes”. Perdem-se em ilusões, vaidades, orgulhos. A vida neste mundo passa rápido, mas ninguém quer se abrir para esta realidade preferem ser dominados pela “grande mídia” que as alimenta com superficialidade. Aqueles que são amigos do relógio, ou seja, sabem da brevidade da vida, estão prontos para se afastarem das coisas que passam para assumirem os bens eternos. Os que têm medo do relógio, ou seja, os que amam as coisas do mundo, tem medo das horas que passam, pois começam a ter consciência de que suas alegrias momentâneas estão findando.
Nós temos a certeza que este momento que vivemos é uma peregrinação para o eterno. Por esta razão a nossa única preocupação deve ser fazer que a semente do reino de Deus germine em nossa vida e na história. Que os valores deixados por Cristo sejam assumidos para que o mundo seja melhor. A humanidade já experimentou a tristeza de uma vida sem Deus. Chegou o momento de nós cristãos buscarmos o essencial e mostrarmos ao mundo a nossa alegria que tem base no profundo relacionamento com Deus. O mundo segue seus instintos e sofre com as consequências com uma dor permanente por se afastar do Criador.
O mundo carece de afeto e carinho. As pessoas, mesmo tendo os melhores meios possíveis, não estão se comunicando mais. Está chegando o momento em que a própria humanidade vai se autodestruir. Isto porque o valor monetário assumiu uma posição que não lhe pertence.  Precisamos reverter esta situação a partir do amor. É no relacionamento com Deus, conosco mesmos e com o próximo que iremos mudar o mundo perdido em falsas ilusões.


“Senhor nosso Deus, renove a face da terra que precisa encontrar o essencial para ser feliz”.



sexta-feira, 5 de junho de 2015

NOS TORNAMOS PARENTES ÍNTIMOS DE JESUS SE OBEDECERMOS A DEUS



 


“FAZER A VONTADE DE DEUS NOS TORNA ÍNTIMOS DE JESUS”

O maior desafio que enfrentamos nesta vida é descobrirmos qual é o plano de Deus em relação a nossa vida e termos a coragem de concretizar seu plano dentro da realidade que vivemos.
Aos poucos devemos descobrir que somos amigos de Jesus. Os amigos partilham suas vidas. Um ensina ao outro aquilo que sabe. Jesus tem a sabedoria divina e nos indica o que devemos fazer para sermos mais felizes. O diálogo (oração) com Jesus vai nos mostrando uma nova realidade que nos leva a praticarmos o bem dentro de um mundo movido pelo egoísmo e pela vaidade.

Evangelho (Mc 3,20-35):

Naquele tempo, Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.
Os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.
Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela nos poderá manter-se. Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído.
Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”.
Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. Ele respondeu:
Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

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Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

O inimigo de Deus é astuto e sabe que um reino dividido é fácil de ser dominado. Percebemos na natureza que um animal quando se afasta do rebanho se torna uma preza fácil para o seu predador. Esta realidade da divisão presente no mundo moderno é algo de grande seriedade. O problema ecológico já reflete o desrespeito do ser humano as coisas criadas e ao seu Criador.
O plano de Deus manifestado em Jesus Cristo é um plano de unidade. O Reino de Deus é um desafio constante, pois nele não há egoísmo e vaidade tão valorizados pela sociedade. A situação da humanidade tem base em uma grande mentira: o ser humano pode produzir sua própria felicidade longe do Dínamo responsável por tudo que é Deus. A iniquidade reina na filosofia atual. A religião deve servir ao que preciso e eu não posso servir a religião. O verdadeiro cristianismo é um grande desafio, pois se resume em uma luta contra nós mesmos para cumprirmos com a vontade de Deus.
O nosso desafio é obedecer a Deus e nos tornarmos íntimos de Jesus. Chegarmos às 24 horas de contato com o Senhor impedindo o efeito das tentações em nossa vida. Cada tentação vencida é uma graça recebida. Saímos do egoísmo para o altruísmo que nos dá a verdadeira realização. Não adianta termos tudo e não termos nada. A alegria da pessoa humana está na partilha de sua existência com os demais.
Só o amor pode construir algo em nossas vidas. Somos imitadores de Jesus Cristo através do nosso batismo. Queremos ser como ele no meio do mundo.

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“Senhor Jesus queremos ser teus amigos e ajudarmos a todos a serem mais felizes”.







segunda-feira, 1 de junho de 2015

CORPUS CHRISTI



“O SENHOR JESUS CRISTO OFERECE SUA VIDA EM CADA SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO”.



Com muita alegria celebramos nesta quinta-feira a festa que comemora a “Presença” Real de Jesus na Eucaristia. Jesus se dá em cada Eucaristia celebrada com seu infinito amor. Ela é uma fonte inesgotável de misericórdia por nós que somos limitados pelas nossas fraquezas. O amor verdadeiro exige presença. Só amamos o que percebemos no fundo de nosso coração. Jesus entra no profundo centro de nossa humanidade e comunica o seu amor misericordioso. Esta festa recorda que jamais Deus abandona suas criaturas. Nunca estaremos órfãos porque o Senhor está conosco em sua Igreja.
A festa de “Corpus Christi” é um momento forte de oração e louvor a Jesus presente no meio de nós no Santíssimo Sacramento. Ela foi instituída em 1264 pelo Papa Urbano IV que desejava que houvesse uma solenidade para glorificar a “presença real de Jesus Cristo na Eucaristia”. A festa do Corpus foi marcada oficialmente na quinta-feira depois da festa da Santíssima Trindade. Onde está o Filho, está o Pai e o Espírito Santo a nossa disposição para sermos melhores.



EVANGELHO (Mc 14, 12-16.22-26):
No primeiro dia dos ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?” Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos? Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Ali fareis os preparativos para nós!” Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e prepararam a Páscoa. Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: “Tomai, isto é meu corpo”. Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele. Jesus lhes disse: “Isto é meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Em verdade vos digo, não beberei mais o fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no reino de Deus”. Depois de terem cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras.

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: ‘Tomai, isto é meu corpo’. Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele. Jesus lhes disse: ‘Isto é meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos’”.

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A presença de Jesus na Eucaristia é a principal graça que temos como herança para a nossa salvação. Quando aceitamos a Cristo, precisamos aceitá-lo como um todo. Jesus é o novo cordeiro que tira os pecados do mundo. A Páscoa toma um novo sentido. É a passagem da morte para a vida. A passagem de Jesus é permanente em nossas igrejas.
Deus deseja se unir a nós, mesmo sabendo de nossas fraquezas. É através da Eucaristia        que vamos nos fortificando em nossa vida de Fé. Preparando-nos para a nossa futura união definitiva com Deus. A celebração eucarística é um pré-anúncio do que iremos viver na eternidade.
A Eucaristia serve como alimento salutar, como sacramento de cura para nosso egoísmo, ela é vida que se reparte. Por esta razão precisamos nos tornar a extensão da Eucaristia que celebramos. Ela serve para conservar e cultivar a Graça de Deus em nós. Ela exige de nós uma verdadeira abertura de coração, vencendo toda a nossa racionalidade, purificando todo o nosso egoísmo. A presença de Jesus na Eucaristia é remédio para a humanidade, ela nos ajuda a sermos solidários, a repartirmos nossa existência com nossos irmãos.
Nesta quinta-feira em várias comunidades teremos a procissão com Jesus Sacramentado. Não podemos esquecer do sentido espiritual que tem esta procissão por nossas ruas que são preparadas para a passagem de Jesus sobre a espécie Eucarística. Este momento é um momento de muita devoção. Nele acontece a cura dos corações de muitas pessoas que não tem a real consciência deste Augusto Mistério.
O fato de Jesus caminhar conosco é muito importante, pois Ele deve fazer parte de nossas vidas, da realidade de nosso cotidiano. Quando Jesus estava no meio de seu povo seu olhar se voltava para todos, especialmente para os doentes e necessitados.
Deus nos ama tanto que quer fazer parte de nossa vida. Esta festa nos alegra muito e nos compromete a vivermos a mensagem de Cristo contida nos Evangelhos.
Ao olharmos para o Ostensório contendo a Hóstia Consagrada nesta quinta-feira vamos pedir a Jesus uma renovação total de nossas vidas, a libertação do pecado e uma vida de profunda fraternidade.

 “Obrigado Senhor Jesus por estar sempre presente neste grande mistério de amor”

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ELEMENTOS HISTÓRICOS DA FESTA DO CORPUS CHRISTI:

Ao redor o ano 1000 se despertou um grande entusiasmo eucarístico. Isto ocorreu devido a questões que surgiram para defender o mistério eucarístico contra heresias que surgiram colocando dúvidas sobre este sacramento.
O motivo principal para a instituição desta festa foi a revelação que teve Santa Juliana de Carmellón, Liège (Bélgica, 1193-1298). A ela deu-se o fato de uma aparição ou sonho de um disco luminoso com uma franja escura. A interpretação deste fato foi que o disco luminoso significava o ano litúrgico e a franja escura o vazio que se encontrava nele pela ausência de uma festa em honra ao Santíssimo Corpo de Cristo. Santa Juliana falou do acontecido ao seu confessor, que comunicou o fato a vários teólogos com o fim de indagar seus pareceres. Entre eles se encontrava o provincial dos dominicanos Hugo de Thierry e o cônego de Liège Jacques de Troyes. Este insistiu ao bispo Roberto para que a festa fosse estabelecida na diocese de Liège, e assim o fez em 1246.
Anos mais tarde Jacques de Troyes foi eleito Papa com o nome de Urbano IV. O interessante é que ele mesmo não estava mais tão interessado em introduzir a festa como uma solenidade universal.
Por esta época aconteceu um fato milagroso sucedido em Bolsena, segundo o qual um sacerdote peregrino sentiu grandes dúvidas sobre a presença eucarística ao celebrar a missa na igreja de Santa Cristina. Da Hóstia Consagrada saíram algumas gotas de sangue que mancharam o corporal. Ao saber do acontecido, o Papa Urbano IV quis ver os corporais e mandou traze-los a Orvieto, onde estava e neste local se encontram até hoje. Este fato influenciou  ao Papa a estabelecer na Igreja universal a festa do Corpus.
A procissão do Corpus aconteceu mais tarde sendo que as primeiras tiveram início em Colônia. Ao princípio se levava o Santíssimo fechado na píxide. Aos poucos se queria ver a Hóstia Consagrada e assim apareceram as Custódias ou Ostensórios para que todos pudessem contemplar a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento.

Obs. Estes dados foram retirados do Curso de Liturgia da Biblioteca de Autores Cristãos,  Madri, 1961.