segunda-feira, 27 de abril de 2015

A VIDEIRA VERDADEIRA

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“JESUS É A VIDEIRA VERDADEIRA E NÓS OS SEUS RAMOS”.


Jesus se compara com a videira. Uma das plantas mais antigas da humanidade que fornece uma bebida que se tornou universal desde a era antiga. Jesus é o transmissor da seiva do Pai. Sem a seiva do amor de Deus jamais seremos felizes. Parece que a humanidade inventa desculpas para justificar a ela mesma. Procura subterfúgios afirmando que eles trazem felicidade. Há muitos galhos secos dentro do mundo. Pessoas infelizes porque não se comunicam com Deus. Nós cristãos precisamos oferecer as pessoas escravas da ditadura do relativismo imposto pelos meios de comunicação social a verdadeira alegria que vem da comunicação permanente com o Criador. A seiva do amor de Deus é o único meio que pode nos trazer a felicidade permanente que é fruto de nossa obediência a Deus.

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EVANGELHO (Jo 15, 01-08):

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”.

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“Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

Na comparação que Jesus faz sobre a videira e os ramos, sentimos o quanto somos amados por Deus. Este amor deve fermentar em nós. Levando-nos a uma ação amorizante para que este mundo seja melhor através dos frutos que produzimos em nossa vida. A prática do bem é nosso desafio. Estamos impregnados com a influência do individualismo que leva a pessoa a sua própria ruína.
A doutrina de Jesus serve para ser aplicada em todas as épocas. Por esta razão que ele se serve de comparações. De fatos bem comuns do cotidiano do povo, para que se entenda a profundidade de sua doutrina. A videira é um tipo de vegetal bem resistente e que em determinadas épocas do ano parece ter perdido a vida quando os ramos secos são retirados no momento da poda. Parece que não ficou mais nada. Na época certa surge a brotação como um verdadeiro milagre da natureza. Do tronco seco surge um verde belíssimo que enche nossos olhos de alegria.
Jesus se utiliza desta beleza simples e significativa que acontece na natureza, para dizer que longe do tronco nós perdemos a vida. Ele é o responsável por transmitir a seiva para nós que somos os ramos. Se nos afastarmos do essencial seguindo nosso egoísmo, estaremos perdendo a seiva do amor de Deus. A oração faz que estejamos sempre unidos a Ele. O diálogo sincero com o Senhor transmite a seiva do amor para nosso coração e aos poucos vai nos transformando.
Muitas vezes precisamos ser podados pelo Senhor. Tirar de nossa vida aquilo que nos impede de nos sentirmos amados por Ele. As dificuldades da vida quando lidas de uma forma humilde e oferecidas a Deus podem nos ajudar a crescer continuamente no amor. Na realidade todos passam por momentos difíceis que Deus permite para que sejamos forjados no seu amor. O sintoma da presença do amor é a capacidade de sofrimento do que ama de verdade. Nesta vida não teremos felicidade permanente porque Deus nos reservou a vida eterna.
Jesus é a verdadeira videira, porque é por meio dele que alcançamos à salvação. Quando procuramos viver uma vida nova na graça de Deus superamos as barreiras do egoísmo e crescemos no amor. A nossa tarefa é produzir frutos. Eles são consequência da nossa comunhão com Cristo. Quando nos aproximamos do bem, produzimos o bem.

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Quanto mais podados nós formos em nosso egoísmo, mais capacitados nós estaremos em produzir frutos. Deus permite muitas podas em nossa vida para podermos melhorar. Só poderemos produzir frutos se estivermos ligados ao tronco. Por nossa própria engenharia não podemos fazer o bem que tem a sua fonte única em Deus.
O amor é exigente e transformante. O contato com a seiva de Cristo muda nossas atitudes e valores. Quando amamos de verdade estamos sempre dispostos a deixar algo pelo amado. Hoje as pessoas querem uma felicidade imediata que não passa pela poda da verdade e por isso acabam sofrendo muito mais do que se estivessem a inteira disposição do Senhor.

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 “Senhor Jesus nós vos pedimos a graça de estarmos sempre ligados convosco através da oração.”




segunda-feira, 20 de abril de 2015

“JESUS CRISTO É O BOM PASTOR QUE NOS CONDUZ NA CAMINHADA INSTÁVEL DESTA VIDA EM DIREÇÃO AOS PRADOS ETERNOS”.


  

As comparações que Jesus fez em suas pregações são fantásticas. Uma delas ele se compara ao “pastor das ovelhas” que ama seu rebanho. É interessante que esta profissão era considerada de baixa categoria devido a questão higiênica. O pastor sabe de suas limitações e orienta as ovelhas para as verdes pastagens. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Jamais podemos esquecer-nos desta realidade. Ele é a fonte da verdadeira felicidade. Não os “falsos” pastores que nos dominam e nos arrastam para o egoísmo. Estamos sendo dominados pela ditadura do relativismo e esquecemos que Jesus Cristo caminha conosco e percebe nossas dificuldades. Vamos rezar especialmente pelas vocações neste dia de oração universal nesta intenção. Para que possamos ter excelentes vocacionados que sigam o pastor e levem os outros a segui-lo.



EVANGELHO (Jo 10, 11-18):

Naquele tempo, disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o pai me conhece e eu conheço o pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também a elas devo conduzir; escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. É por isso que o Pai me ama porque dou a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi do meu Pai”.


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“O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário. Eu sou o bom pastor”.

Ser pastor é cuidar de forma incondicional de cada ovelha em particular e do rebanho em geral. A figura do pastor representa o interesse que Deus tem de que todos se salvem. O pastor tem amor pelo rebanho o que diferencia do que busca só o seu interesse pessoal. O amor que constitui a essência de Deus é uma saída de nós mesmos para a construção do próximo.
Não podemos calcular o amor que Deus sente pelas suas criaturas. Ele deseja que todos se salvem. É nesta realidade que podemos entender o seu profundo esforço. Semelhante ao pastor que ama seu rebanho procura o bem de suas ovelhas.
Quando nos consagramos a Deus em nosso batismo, queremos seguir os passos de Jesus em nossa vida. Procuramos configurar a nossa caminhada cristã com Cristo que nos orienta com seus valores.
No momento em que experimentamos o amor de Deus em nossa vida nos tornamos pastores de nossos irmãos pelo nosso testemunho da felicidade do seguimento de Jesus. Temos a certeza de sua presença em nossa vida que nos auxilia em meio às nossas limitações e dificuldades.
Buscar o bem universal é tarefa de todo cristão. Não é fácil a concretização do que sentimos e experimentamos dentro da realidade em que vivemos. O mundo moderno sofre as consequências do egoísmo e das suas rupturas. Sofre por adorar ao mal e esquecer o Bem. O mal pode ter uma aparência sedutora, mas nunca poderá fazer bem a nossa vida.
O pastor está sempre atento aos ataques do inimigo do rebanho. Hoje os lobos têm várias formas de se apresentarem. O relativismo, especialmente com as coisas de Deus, faz que as pessoas se afastem da verdade, ou assumam outras verdades que são só paliativos para os verdadeiros problemas que afligem a pessoa em suas raízes. A grande mídia ainda colabora para confundir mais as pessoas valorizando o que não presta e desvalorizando o que presta.
O cristão deve ser ovelha de Jesus e pastor dos irmãos. Só a partir de uma profunda experiência transformadora poderemos “falar” de Deus. A verdadeira pregação envolve todo o ser da pessoa. Por esta razão o testemunho se torna um complemento essencial para o que falamos. As palavras sem a vivência se tornam vazias. É certo que todos estão em um processo de busca do essencial. Por esta razão precisamos ser verdadeiros conosco mesmos.
A ovelha é reconhecida pela sua humildade e mansidão. Para aceitarmos a verdade de Cristo precisamos ser humildes. Todos são desafiados a aceitar em suas vidas o amor de Deus. Santa Teresa de Jesus nos afirma que quando andamos na verdade somos humildes. Para que a Graça de Deus possa atuar em nossa vida, precisamos abrir nossos corações. Retirar dele todo egoísmo e vaidade.
Que o Senhor nos envie santas e perseverantes vocações para que possamos ter bons pastores que orientem o povo de Deus para os valores permanentes, para a felicidade profunda do encontro com a Palavra de Deus e com a Eucaristia.

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“Senhor Jesus venha nos conduzir pelos prados e campinas da vida sem esquecer o que nos ensinastes”.




segunda-feira, 13 de abril de 2015

SOMOS ALEGRES PORQUE CREMOS NA RESSUREIÇÃO

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“SOMOS TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS”.


O maior desafio e a maior tarefa que temos em nossa vida cristã é testemunhar o fato maravilhoso e único da história: a Ressurreição de Jesus. Este testemunho vem de nossa alegria de saber que esta vida é transitória e que iremos para um lugar muito melhor. Somos criados para o eterno convívio com Deus. Na vida eterna só o amor irá reger nossa vida. Por enquanto devemos remar contra a correnteza provocada pelo nosso egoísmo e pelo mal implantado na humanidade perdida na busca de alegrias momentâneas. O fato da ressurreição de Jesus é o grande motivador para seguirmos em frente na busca do bem.




EVANGELHO (Lc 24, 35-48):

Naquele tempo, os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas em vosso coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. E dizendo isto, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos”. Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações começando por Jerusalém’. Vós sereis testemunhas de tudo isto”.


 Vós sereis testemunhas de tudo isto”.

Ser testemunha é confirmar com a face aquilo que se acredita. O grande fato da ressurreição de Jesus é o testemunho principal de todos os cristãos que com suas vidas mostram para o mundo o significado último de nossa existência.
A experiência com o ressuscitado que os primeiros discípulos tiveram teve como objetivo marcar bem a missão futura que teriam de anunciar: A verdade da salvação trazida por Jesus Cristo. A partir do grande sinal da ressurreição que se unirá a efusão do Espírito Santo eles se tornaram os grandes arautos da verdade que liberta.
A personalidade dos que acreditam no Cristo ressuscitado é que tempera o mundo que sofre as consequências de sua auto divisão. Para o mundo não há mais saída. Confiar nas riquezas é confiar naquilo que é perecível. Os cristãos devem dar testemunho e anunciar o essencial através de suas vidas. Não podem perder o eixo daquilo que creem e que é a razão de seu batismo. São anunciadores com a vida do Cristo Ressuscitado. A alegria do cristão contesta os que confiam nas riquezas.
Jesus glorioso oferece “paz” a seus discípulos. A sua saudação é consequência da transformação que o contato com o Cristo traz automaticamente. Agora não podemos mais ter dúvidas em nosso coração. O testemunho dos discípulos de Jesus é suficiente para crermos que um dia nós também iremos ressuscitar.
A ressurreição é um processo que iniciamos já nesta vida através da prática do bem assimilando aos poucos os valores de Cristo. Somos desafiados a dar um autêntico testemunho do que Jesus nos ensinou. O nosso testemunho não consiste em falarmos muito, mas sim de vivenciarmos os valores que Jesus nos pede. O cristão tem a obrigação de ser feliz em meio às tribulações que são inerentes ao seguimento de Jesus. Os primeiros mártires impressionavam os não crentes pela alegria que sentiam ao serem executados porque tinham a certeza do encontro definitivo com o Cristo que lhes estava esperando para o abraço eterno.
A mundaniedade hedonista, ou seja, aqueles que confiam nos prazeres momentâneos caem num vazio por perceberem que o que buscam é transitório e efêmero. O que adianta ganharmos o mundo inteiro se perdermos o essencial? Dentro de nosso coração temos sede do permanente. Cansamo-nos com as alegrias momentâneas que o mundo oferece. Queremos algo mais profundo para nossa vida. Este profundo é o encontro com Jesus que está vivo no meio de nós. Ele não nos abandona e precisamos reconhecer sua presença onde estivermos para transformarmos o meio onde nos encontramos.
O maior testemunho que podemos dar a humanidade dividida de hoje é a alegria de sermos consagrados a Deus pelo santo batismo. Termos a certeza que Ele nos ama acima de sua própria vida. A partir deste momento todas as nossas preocupações caem por terra, pois o Senhor nos dá um novo sentido para nossa existência.
Vamos juntos fazer o possível para vivermos o nosso primeiro amor. Sairmos de nossa indiferença e abraçarmos o que realmente irá permanecer. Deus é nosso Pai querido, nos enviou seu Filho para nos salvar e o Espírito Santo para reconhecermos o que realmente somos e vivermos o amor no amor.
Que o nosso coração se encha da verdadeira alegria para podermos ajudar a todos que se encontram perdidos em seu próprio egoísmo.




“Senhor Jesus venha nos ajudar a ver a realidade mais profunda de nossa existência”.




segunda-feira, 6 de abril de 2015

FESTA DA MISERICÓRDIA. DEUS NOS AMA ACIMA DE NOSSAS LIMITAÇÕES



“A PAZ DE JESUS É FRUTO DE SUA INFINITA MISERICÓRDIA”.


No segundo domingo do tempo pascal celebramos o domingo da misericórdia. Este domingo tem uma relação íntima com a festa da misericórdia instituída oficialmente pelo nosso saudoso São João Paulo II. Ele foi um grande devoto da misericórdia. Deus oferece o seu imenso amor a todos os seus filhos através de Jesus Cristo. É o grande mistério de amor da Santíssima Trindade que deseja que façamos parte de sua felicidade. O amor exige presença. Deus nos ama e quer nos ver ao seu lado por esta razão percebemos todo o esforço que Ele faz para que esta realidade aconteça. Jesus oferece para nós a sua Paz. Diferente da paz que o mundo prega sustentada por alegrias momentâneas.


EVANGELHO (Jo 20, 19-31):

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos de Jesus se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados eles serão perdoados; a quem não perdoardes, eles lhes serão retidos”. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos em suas mãos, e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe  disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais a vida em seu nome.




“A paz esteja convosco. Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados eles serão perdoados; a quem não perdoardes, eles lhes serão retidos”.

O que buscamos nesta vida a não ser obter a paz? É interessante que depois de tanto sofrimento que Jesus passou vemos ele ressuscitado indo ao encontro dos discípulos e fazendo esta saudação de paz como se o resumo de tudo que enfrentamos nesta vida irá ter como consequência esta paz. Jesus entra três vezes no local onde os discípulos se encontravam. Eles estavam desorientados com as portas fechadas, com medo da perseguição mesmo tendo em seus corações os fatos maravilhosos que haviam presenciado. A saudação de Jesus é uma saudação de Paz. Uma paz que muitas vezes exigirá sofrimento daqueles que irão ser autênticas testemunhas de Cristo após a graça de Pentecostes.
Não iniciamos nosso processo de ressurreição se não iniciarmos o nosso processo de conversão associado ao da misericórdia. Sem perdão não há ressurreição. Deus nos ama acima de nossas fraquezas e limitações.
A profissão de fé de Tomé, chamado dídimo, que significa pequeno; faz-nos refletir sobre nossa Fé como aceitação do Mistério da presença de Deus em nossa vida. Tomé representa cada um de nós muitas vezes levados pelo materialismo imediatista. A segunda saudação de Jesus está unida a missão apostólica. O perdão dos pecados, o sacramento da reconciliação que nos renova da nossa incapacidade de amar. Jesus pede que os seus discípulos perdoem os pecados. É o mistério da Igreja, a forma de mediação mais perfeita que Deus deixou para nossa salvação. Infelizmente com o surgimento do protestantismo muitas pessoas relativizaram este mandato de Jesus pensando em um perdão pessoal. O pecado atinge a comunidade e o sacerdote em nome de Deus e da comunidade prejudicada com nossas faltas nos perdoa. É um momento de profunda libertação para todos nós. Se este sacramento fosse mais frequente em nossa vida, certamente que teríamos menos problemas de ordem afetiva e emocional.
Crer é aceitar e se entregar ao que Deus nos apresenta com sua linguagem paradoxal. Os discípulos “viram o Senhor”. Hoje devemos crer nesta verdade que perpassa os séculos. O testemunho é uma verdade que se vê na testa, na frente da pessoa envolvida pelo mistério. Jesus não está morto, mas vive no meio de nós, nos sacramentos, na sua Igreja.
Crer é ter a vida nova em Cristo. É se dispor a negar-se a si mesmo em favor da missão que Ele nos confia. Quando acreditamos somos enviados ao sofrimento. A experiência de Deus é rica em misericórdia. Por esta razão ela é uma experiência de perdão. Quando somos perdoados nos sentimos amados. Por esta razão a humildade se faz necessária para sermos realmente felizes em nosso processo de ressurreição.
Somos pecadores, mas o Senhor é misericordioso e quer nos reconciliar. A comunicação perdida com Deus através do pecado original é derrotada pelo próprio amor que Deus sente pelas suas criaturas.
Hoje, através de nossa vida, devemos mostrar ao mundo que Cristo está vivo, especialmente pelos valores que vamos assumindo em nossa existência em direção ao Pai. Os cristãos precisam viver na alegria verdadeira que nasce da conexão com o Criador através de Jesus Cristo. Hoje queremos ser os bem-aventurados, que mesmo sem termos visto o Senhor acreditamos no testemunho dos que nos antecederam na Fé.
A profissão de fé de Tomé marcou a história da humanidade. Podemos cair na tentação de achar que ele era uma pessoa fraca e insensível. Mas o crer no Cristo ressuscitado é o maior desafio que temos em nossa vida. Crer é realizar na vida os valores de Cristo no concreto de nossa existência. Pela fé teremos paz que é um dom muito necessário para sermos felizes.
A saudação que Jesus ressuscitado faz ao estar junto aos seus discípulos é muito importante para que saibamos qual é a consequência da vida de seus seguidores. A paz é fruto do amor que invade o coração daquele que crê. O processo de ressurreição começa já nesta vida quando iniciamos a aceitar a realidade do amor que  Deus sente em  grande escala por nós.
O perdão é uma graça dada a partir do Espírito Santo e isto provoca a unidade dentro de nós mesmos e na vivência comunitária.  Tomé representa todos nós que queremos uma comprovação tátil daquilo que é sobrenatural. Quando amamos temos certeza de fatos que não conhecemos de um modo racional. A razão é um instrumento que deve nos levar a experiência de sermos criaturas amadas por Deus. 
Os primeiros mártires da Igreja nos dão provas de que quando vamos nos entregando ao mistério da ressurreição, vamos nos desapegando aos princípios da sociedade que valoriza o que não tem valor.
Como é importante aceitarmos o testemunho de nossos irmãos. Vermos a transformação que acontece em suas vidas a partir da fé. Se Tomé tivesse valorizado aquilo que seus irmãos tinham experimentado, ele não seria revestido da dúvida em relação ao fato da ressurreição de Jesus.
Se existimos é porque somos amados. Estamos sobre o olhar amoroso de Deus que nos criou para a vida. A conversão ou o nosso processo de ressurreição exige de nossa parte uma mudança em nosso olhar. Para nos santificarmos precisamos olhar como Deus olha. Deixarmos de lado todo egoísmo para experimentarmos o amor.



DEVOÇÃO AO JESUS DA MISERICÓRDIA



“Diz à humanidade sofredora que se aconchegue no Meu misericordioso Coração, e Eu a encherei de paz. A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a minha misericórdia”.

Estas palavras foram pronunciadas por Jesus Cristo na aparição a Santa Maria Faustina Kowalska nos anos trinta do século passado. A missão desta santa iniciou-se em 22 de fevereiro de 1931, quando o misericordioso Salvador lhe apareceu. Ela viu Jesus vestido de túnica branca, com a mão direita levantada a fim de abençoar, enquanto a esquerda pousava no peito, fazendo que a túnica, levemente aberta, deixasse sair dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. A Santa Faustina fixou em silêncio o olhar de Jesus que lhe disse:
“Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus eu confio em Vós. Desejo que esta Imagem seja venerada, primeiramente, na vossa capela e, depois no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia” (Diário, nº. 699).




Em muitas comunidades católicas será exposta a imagem de Jesus Misericordioso. O sacerdote que divulgar esta devoção receberá muitas graças para si e para sua comunidade. Recebemos a graça da Indulgência Plenária neste dia se participarmos com devoção na Festa da Misericórdia com as devidas condições que a Igreja nos propõe.




“Obrigado Senhor Jesus por nos ensinar a viver a experiência de seu infinito amor por nós”.




segunda-feira, 30 de março de 2015

TRÍDUO SANTO

 


“DEUS FAZ TUDO PARA QUE PARTICIPEMOS DE SUA FELICIDADE”.

A maravilha do cristianismo é saber que não é uma religião que partiu da iniciativa humana. Foi Deus mesmo que veio em busca do ser humano, obra prima de sua criação, para fazer que ele retornasse ao essencial. Ele se fez homem para nos salvar. Veio em nosso meio para mudar a história da humanidade perdida pelo efeito de seu próprio egoísmo. A fé no “Cristo Vivo” manifesta a infinita misericórdia do Senhor em relação as nossas fraquezas. Por esta razão ser cristão de verdade é sempre remar contra a correnteza e lutar contra si mesmo. O maior inimigo que temos é nosso próprio egoísmo.
Estamos iniciando o momento mais importante da liturgia cristã: O Tríduo Pascal. Segundo Santo Agostinho é o Sacratíssimo Tríduo do Crucificado, Sepultado e Ressuscitado. Nele celebramos a vitória de Cristo sobre a morte. Nós cristãos não tememos a morte porque ela é a passagem (PÁSCOA) para a vida definitiva. Os sofrimentos momentâneos que enfrentamos em nossa vida quando oferecidos em forma de oração são meios de preparação para a felicidade eterna. As tristezas momentâneas do seguimento de Jesus vão ter como destino a felicidade eterna. Ele morreu na cruz e apareceu depois para seus amigos. Assim como Ele ressuscitou nós também iremos ressuscitar para a Glória.
Não podemos esquecer que o cristianismo é a única religião que tem como base o testemunho apostólico. Os apóstolos tiveram a experiência de “ver Jesus” depois de sua morte ressuscitado. Esta verdade se torna a base da doutrina da Igreja. Por esta razão os cristãos não seguem uma ideologia ou filosofia de vida. Seguem algo relacionado com suas existências. Algo que exige deles uma constante mudança de vida. O cristianismo é uma religião que visa à prática do bem em vista da vida definitiva. Jesus sofreu para nos mostrar que esta vida é uma preparação para a vida eterna. Deus nos ama muito. A grande prova do seu infinito amor por nós é que Ele além de nos ter criado nos salvou em Jesus Cristo que deu sua vida para nos salvar.
A culminância do Tríduo Pascal não é a morte de Cristo, mas sim a grande vitória sobre a morte na Ressurreição. Assim como Ele ressuscitou um dia também nós teremos esta mesma experiência se vivermos os valores que ele nos deixou dentro de nossa vida concreta. Se crermos na ressurreição de Jesus somos convidados a mudar de vida. Por esta razão nunca será fácil ser cristão.
Deus manifesta sua misericórdia sabendo que somos incompetentes em nossa missão de amar. O cristianismo é religião da misericórdia. Da vinda do Senhor para nos salvar.  Deus coloca o seu coração ao lado do nosso cheio de fragilidades. Vamos nos preparar para esta grande celebração com o abraço do Pai que experimentamos no sacramento da reconciliação que é uma grande forma de nos tornarmos mais livres e felizes. Quando Deus nos perdoa e perdoamos a nós e aos nossos irmãos, acontece na nossa vida uma verdadeira libertação.
Deus nos cria e nos recria para Ele (reconstitui o homem que se perdeu no mal uso de sua liberdade), através dos mistérios da Criação (PAI), Salvação (FILHO) e Santificação (ESPÍRITO SANTO). O homem por si mesmo não poderia se salvar. Jesus Cristo verdadeiro Deus e verdadeiro Homem absorve todos os nossos pecados para nos libertar e nos trazer novamente a possibilidade de sermos filhos muito amados de Deus. O Criador jamais se esquece de suas criaturas. Deus “pensa” com amor em cada um de nós. Não podemos calcular o amor que Ele sente por cada ser humano criado para fazer parte de sua felicidade.
Vamos procurar destacar as três principais celebrações deste Tríduo Pascal para que estas celebrações transformem nossa vida.

 


CEIA DO SENHOR (Quinta-feira Santa):

 

Nesta celebração recordamos o grande momento da instituição da Eucaristia. Jesus antes de se dar no pão explica com um gesto concreto, lavando os pés dos discípulos, o que significa a consequência da Eucaristia: a caridade sem reservas e o serviço fraterno.

Jesus está presente no meio de nós através da Santíssima Eucaristia. Sua presença não é simbólica, mas real. O amor de Deus não é parcial nem instável como o nosso fragilizado pelo egoísmo. Jesus se dá na mesa da Eucaristia para que possamos viver o seu mistério dentro de uma relação comunitária. Começamos a ser cristãos quando vamos nos esquecendo de nossos planos particulares e procuramos concretizar o Plano de Deus.  A partilha de dons passa a ser essencial para a concretização do cristianismo. O sacrifício de Cristo sempre será recordado através da celebração da Santa Missa. Quando praticamos o bem mesmo no meio do mal, nos tornamos a extensão do que celebramos. A prática eucarística exige de nós uma constante conversão.

 


PAIXÃO DO SENHOR (Sexta feira Santa):

Já nos perguntamos alguma vez sobre o termo Paixão e por que ele é utilizado especificamente neste dia? O amor que Deus sente por nós é capaz de tudo. Até mesmo da entrega da vida preciosa de seu Filho. São João da Cruz nos diz que quem ama não cansa nem se cansa. É através da Paixão do Senhor que começamos a entender o grau de amor que Deus sente por suas criaturas. Jesus foi até as últimas consequências em sua obediência ao Pai para que todos pudessem ter novamente o que foi perdido pelo pecado.
Quando lemos os romances épicos, percebemos alguns elementos parecidos com o que Jesus fez por cada um de nós. Só que sua radicalidade ultrapassa qualquer romance. Não podemos imaginar a dor física, moral e psíquica que Jesus passou para que pudéssemos receber novamente a adoção de Filhos de Deus.
O que é amor? É o que a “grande mídia” (serpente) nos ensina? Não, amor é entrega. Amor é sofrimento para edificação do outro. É saída de si para complementar o outro. Muitas vezes exige despojamento e auto-superação de nós mesmos em favor do que amamos. Jesus se dissolve em amor por cada um de nós. Santa Teresa ao relatar sua conversão definitiva nos comove com suas palavras na recordação do que Jesus passou por cada um de nós individualmente e pela comunidade. O sofrimento de Jesus não pode ser em vão em nossa vida.
A celebração da Sexta feira Santa é muito importante para nós no sentido que nos recorda um gesto concreto de doação e amor da parte de Deus para com toda humanidade.
Ninguém pode se excluir do fato de que Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu próprio Filho para nos salvar. Não estamos sozinhos nesta peregrinação rumo ao Eterno. A solidariedade de Deus chega ao ponto máximo para que possamos ter novamente a plenitude da vida. Neste dia jejuamos e fazemos penitência para sentirmos em nosso corpo o gesto de amor que Jesus passou por nós.


VIGÍLIA PASCAL (Sábado Santo):

A culminância do Tríduo Pascal não é a morte de Cristo. Não é a tristeza de refletimos sobre seu sofrimento e sua Paixão, mas sim a grande vitória da Ressurreição. O mais bonito de tudo isto é que assim como Ele ressuscitou um dia também iremos ressuscitar. Nós teremos esta mesma experiência se vivermos nossa vida na prática do Bem, no amor a Deus e ao próximo. A ressurreição é um processo de aceitação da grande realidade de que somos profundamente amados por Deus. Ela não é um fato isolado, mas compõe toda nossa existência. É uma opção de vida que tem sua culminância quando deixarmos este mundo. Começamos a ressuscitar quando descobrimos o que o Senhor quer de nós e tomamos a decisão séria de concretizarmos em nossa vida sua vontade.
Na vigília pascal rezamos e refletimos sobre a vida que supera a morte. Deus não é um Deus dos mortos, mas dos vivos. Ele nos criou para Ele e só n’Ele encontraremos a verdadeira felicidade. Somos todos chamados à conversão, ao retorno à fonte de nossa origem.
Como cristãos somos chamados a vencer as grandes crises de relacionamento que estamos vivendo para nos unirmos em torno ao Cristo Vivo e presente em nossa história. O homem contemporâneo não se sente amado e não consegue amar. Sem Deus viveremos sempre em uma grande crise afetiva.
Que este momento importante de celebração litúrgica nos sirva para sermos melhores em nossa vida vivendo os valores que o Senhor nos apresenta constantemente em sua Palavra.


“Obrigado Senhor Jesus por tudo que sofrestes para que nós pudéssemos experimentar a alegria da nossa futura ressurreição”.