segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O IMPORTANTE É O QUE SAI DE DENTRO DE NOSSO CORAÇÃO




“DENTRO DE NOSSO CORAÇÃO É QUE SURGEM AS NOSSAS ATITUDES”.


É dentro do coração da pessoa humana que surgem tanto as coisas boas como as más. Com a graça de Deus devemos sempre procurar ter boas intenções. Somos desafiados constantemente como cristãos a transformar o egoísmo existente dentro do mundo em atitudes de solidariedade e amor através do cultivo da Graça de Deus. Jesus questiona a atitude daqueles que se preocupam com uma limpeza exterior formal se esquecendo da pureza interior na busca de uma verdadeira conversão.

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EVANGELHO (Mc 07, 01-08.14-15.21-23):
Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. Os fariseus e os mestres da lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”.


“O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior”.
O fenômeno religioso sempre inclui algumas normas morais, ou formas de ser que variam conforme a reflexão religiosa. O judaísmo é uma expressão religiosa revelada por Deus a um povo simples e incapaz, de por suas próprias forças, chegar ao nível de reflexão que este pensamento religioso chegou. As culturas da época antiga foram incapazes de chegar à revelação que o povo judeu chegou. Não resta dúvida de que Deus se manifestou ao povo de Israel que infelizmente, aos poucos, foi se deteriorando na sua originalidade. Foram criadas muitas normas e rituais que aos poucos foram perdendo seu sentido. A Lei se resumia em 613 preceitos, 365 proibições e 248 mandamentos. Na realidade entraram muitos aspectos de higiene e comportamento que se afastaram do princípio de tentar ser como imagem de Deus no mundo.
Jesus vem trazer a Boa Nova da Salvação que não fica só dentro das fronteiras do judaísmo. Ele quer a pureza das nossas intenções que valem mais que nossos atos isolados. Se somos criados pelo amor e para o amor, toda a nossa originalidade se relaciona com nossas intenções mais profundas. Devemos amar a Deus, a nós mesmos e ao próximo com todas as nossas forças nos utilizando de todos os meios para que esta realidade seja concretizada em nossa vida.
Às vezes podemos cair no mesmo erro que os judeus da época de Jesus. Fixar-nos em valores morais externos a nossa pessoa. Podemos ser “puros” no sentido físico, mas impuros no sentido espiritual. Somos desafiados a ver os aspectos positivos de nossos irmãos especialmente dentro das nossas comunidades. As pessoas são profundamente limitadas. Não podemos ficar ancorados em nossas limitações e nas limitações de nossos irmãos. Muitas pessoas são impedidas de receber Jesus na Eucaristia por não estarem numa situação de legítima união matrimonial, no entanto há pessoas que perdem tempo falando “mal” dos irmãos. Estes na verdade jamais deveriam de receber Jesus na Eucaristia que é sinal de amor fraterno sem restrições.
Deus criou todas as coisas para a nossa felicidade. Se olharmos o mundo e os nossos irmãos com o mesmo olhar de Deus, iremos perceber tantas coisas boas que não são aproveitadas e tantas coisas más que fazem que as pessoas se arrastem sobre elas.
A verdadeira pureza de coração consiste em tentar olhar para o mundo como Deus olha. Ter um olhar de amor e passar pelo relativismo do mundo com a grande objetividade de fazer a vontade de Deus. Quando o amor de Deus passa por nós, somos novas criaturas e vemos a realidade de forma diferente.
Vamos rezar sempre ao Divino Espírito Santo para que possamos ser puros de coração e ver a pureza de nossos irmãos e sua capacidade de crescerem constantemente no amor de Deus. Que sejamos transformados pelo seu infinito amor.


“Senhor Jesus Cristo, ajudai-nos a viver uma vida de pureza percebendo sempre sua presença em nosso meio”.





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

PALAVRA DE VIDA ETERNA





“SEGUIMOS A CRISTO TENDO A CERTEZA DE QUE VIVEREMOS COM ELE NA ETERNIDADE”.

No seguimento de Jesus Cristo encontramos alegrias e tristezas. Momentos de solidão espiritual e de grande júbilo. Entre os altos e baixos temos a certeza que este caminho nos leva à eternidade. Pedro novamente professa esta realidade para Jesus quando acontece a crise da aceitação de Jesus como Pão da Vida. Dentro do mês vocacional celebramos a vocação dos leigos. Os leigos são pessoas comprometidas nos diversos trabalhos dentro das comunidades. Eles têm uma importância fundamental para a evangelização. Quando assumimos o nosso batismo, nos comprometemos com o todo do Cristo. Somos alimentados por Ele para levarmos sua mensagem a todos os ambientes onde nos encontrarmos.




EVANGELHO (Jo 06, 60-69):

Naquele tempo, muitos dos discípulos de Jesus que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não crêem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vós quereis ir embora?” Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus.



“A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

O texto do Evangelho de São João neste capítulo seis é um dos mais radicais da Sagrada Escritura. A aceitação de Jesus como “Pão da Vida” se faz necessária para a nossa salvação. Neste momento surge a “grande crise” em que os discípulos que seguiam a Jesus, uma parte deles, irão abandoná-lo por acharem suas palavras muito duras. Por que duras? Porque muitos queriam um Cristo que resolvesse seus problemas momentâneos. Um messias político que resolvesse o problema social que o povo estava enfrentando. Hoje estão sendo criadas muitas religiões que procuram satisfazer a pessoa e não levá-la a verdadeira conversão. O verdadeiro seguimento de Jesus Cristo se faz muitas vezes na dor da partilha e da solidariedade. Devemos ter como objetivo a vida eterna para passarmos pelos sofrimentos momentâneos que são inerentes ao seguimento de Jesus.
O crer em Jesus é aceitar todo o seu processo de salvação. Não podemos dividi-lo em partes conforme nossa vontade. Quando Jesus fala que é o espírito que dá a vida, ele nos afirma que já temos presente em nossa existência o essencial para a nossa salvação. A palavra de Jesus é que nos leva a verdadeira vida. Percebemos muita oposição a esta verdade presente no imediatismo que o mundo vive. Somos arrastados a ir de encontro ao mais cômodo deixando de lado, muitas vezes os sacrifícios da vida, que vão nos forjando para o essencial.
A resposta de Pedro é cheia de fé e esperança no Senhor. Mesmo que o mundo nos ofereça muitas vantagens, elas são ilusórias em relação aos valores eternos. Podemos associar esta resposta de Pedro ao momento em que ele professa a sua fé em Jesus como sendo o Cristo, o Filho de Deus (Mt 16, 16). O plano de Deus em relação à salvação da humanidade é claro e objetivo. Ele não muda sua palavra e suas atitudes como muitas vezes nós gostaríamos que fosse.
Muitos cristãos consagrados pelo batismo se afastam de Jesus para tentar encontrar outras respostas no relativismo que a sociedade oferece. Até mesmo o próprio nome de Jesus é usado para afastá-lo dele. Ele é o pão vivo que desceu do céu para nos salvar. Para nos alimentarmos dele precisamos nos despojar de nós mesmos para sermos realmente livres na verdade. O encontro com Jesus na Eucaristia vai mudando o coração do homem fechado em si mesmo para uma abertura ao amor universal.
Temos que ter a mesma coragem que Pedro teve de responder a nós mesmos que o seguimento de Jesus Cristo é o essencial em nossa vida para não nos perdermos nas coisas transitórias.
A presença de Jesus na Eucaristia é o maior tesouro que temos em nossa vida. Ele está no meio de nós. Devemos confiar nesta realidade e apresentar tudo o que somos nossas limitações e dificuldades para nos tornarmos novas criaturas em seu amor.




 “Senhor Jesus ajuda-nos a olhar sempre para o que não passa para passarmos sobre o que passa”.





segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA

           


“A MÃE DE JESUS INTERCEDE POR NÓS NA GLÓRIA DOS CÉUS”.

A Igreja sempre alimentou uma grande devoção a mãe de Jesus. Por Jesus ser o Filho de Deus nós passamos a ser filhos de Maria. A devoção a Nossa Senhora nos traz uma grande alegria e segurança em nossa caminhada cristã. No próximo domingo celebramos a festa da Assunção de Maria. O Papa Pio XII (01 de novembro de 1950) declarou oficialmente que Maria foi glorificada por Deus, está no paraíso e intercede por todos nós. Ela foi “elevada” ao céu por Deus pelo imenso merecimento que teve em aceitar a grande missão de ser a mãe do Salvador.
A devoção a Nossa Senhora é parte integrante da vida dos cristãos desde o início da sua história pela importância do fenômeno da Encarnação do Verbo. Ela aceitou livremente em ser a “mãe do Salvador”.
Maria recebeu e recebe muitos títulos no decorrer da história da humanidade. Eles nascem conforme as necessidades concretas que surgem na caminhada rumo ao Pai. Se recorrermos às nossas mães em nossas dificuldades, é justo recorrermos a mãe de Jesus que é nossa mãe comum que intercede junto a Deus por nós. Ela é muito atenciosa as nossas necessidades.
Dentro do mês vocacional celebramos também o dia dos consagrados (religiosos). O religioso procura dar testemunho de Jesus através de seu carisma e de sua entrega a Deus pela alegria que brota de seu gesto de solidariedade na sua consagração.

 


EVANGELHO (Lc 01, 39-56):
Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre! Como posso merecer que a mãe de meu Senhor me venha visitar? Logo que a saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu”. Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito exulta em Deus, meu salvador, porque olhou para a humanidade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem aventurada, porque o todo poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.



“Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre!”

A devoção a nossa Senhora inicia no fato misterioso da Anunciação do anjo e da Encarnação do Verbo no momento em que ela aceita ser a mãe do Salvador. Temos dois grandes mistérios: a escolha de Deus feita a ela e sua aceitação. Deus faz a Maria uma proposta de envergadura gigantesca. Maria é convidada a ser a mãe do Messias, do Cristo, enviado do Pai para salvar a humanidade. É muito difícil saber exatamente o que se passou no coração de Maria neste momento. É um mistério que vai acompanhar a história do cristianismo até o final dos tempos. Quando Maria aceitou ser a mãe de Jesus, ela aceitou a tarefa árdua de auxiliar Deus no plano de salvação de toda a humanidade.
A “Anunciação” e a “Encarnação” só foram possíveis pela grande humildade e obediência de Maria. Ela abandonou seu plano pessoal para aceitar o plano de Deus. Este fato só poderia ter acontecido em um ambiente de profunda comunicação (oração) com o Senhor. Como aconteceu várias vezes com os grandes heróis do Antigo Testamento, poderíamos tirar de Maria estes dois grandes exemplos: quem reza obedece e se esquece de si mesmo para realizar em sua vida o que Deus determina. A oração está ligada a capacidade de despojamento. A paz que almejamos em nossa vida só é possível quando obedecemos a Deus.
O dogma da Assunção dá uma qualidade especial à missão de Maria. Poderíamos dizer que é consequência da Anunciação e Encarnação. Por seus imensos merecimentos Maria é elevada ao Céu. Ela não irá passar pelo processo de glorificação comum como nós. Ela recebe, de imediato, a graça da ressurreição como merecimento por ter aceitado ser a mãe do Salvador.
Deus “deseja” profundamente que as pessoas participem de sua felicidade. Ele não se conforma com a incapacidade de correspondência ao seu amor da parte da pessoa e por isto vai de encontro a sua fraqueza para salvá-lo. Maria faz parte deste desejo através do mistério da Encarnação do Verbo. Ela se torna instrumento essencial no plano de Deus. Na recuperação do homem perdido pelo pecado. Por Eva a humanidade cai na divisão do pecado e pelo sim solidário e livre de Maria o homem se une novamente ao seu Criador. Pelo sim de Maria nos é restituída à capacidade de dizermos sim a Deus.
Na atitude de Maria ir ao encontro de sua prima Isabel, percebemos uma forte disponibilidade e solidariedade na alegria. Esta é a característica dos que servem a Deus. Quando procuramos à concretização da vontade de nosso Criador somos “desacomodados”. Saímos de nós mesmos e vamos ao encontro de Deus, de nós mesmos e de nossos irmãos. Este é o segredo da verdadeira felicidade: vencer nosso egoísmo e sermos solidários.
A maioria das pessoas de hoje são infelizes porque não se conhecem em profundidade. Erram em suas opções. A competição econômica reinante em nosso mundo é como o aguilhão do escorpião que se volta contra ele mesmo quando se sente encurralado. Estamos sofrendo os efeitos do egoísmo, mas infelizmente não queremos sair desta situação. O tempo não é bem administrado em relação ao que faz a pessoa realmente feliz. Somos manipulados a ficarmos na mesmice do relativismo implantado pela grande mídia.
A graça de Deus é capaz de fazer que nos valorizemos no sentido pleno da palavra. O canto do “magnificat” de Maria não é um canto de auto-suficiência de sua pessoa. É a realidade que cobre aqueles que se sentem verdadeiros servos de Deus. Através da humildade vamos nos transformando no que o Senhor projetou para nós.
Maria está no céu gloriosa. Certamente muito preocupada com a nossa salvação. Ela realmente se considera nossa mãe pelo próprio mandato de Cristo nos últimos momentos em que estava na cruz entregando sua vida para nos salvar. Vamos sempre recorrer a Maria em todos os momentos de nossa vida e sempre estaremos fazendo o que seu Filho nos pede.

“Querida mãe do Céu. Olhe para vossos filhos que caminham na instabilidade desta vida rumo ao Pai”.



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

JESUS O PÃO DA VIDA

 


“JESUS É O PÃO DA VIDA. RECEBÊ-LO NA SANTÍSSIMA EUCARISTIA É GARANTIA DE VIDA ETERNA”.


Receber Jesus na Eucaristia não é algo relativo em relação a nossa salvação. O capítulo seis do evangelho de São João é um divisor de águas. Jesus se dá no pão. Ele é o alimento eterno. Infelizmente os cristãos separados não entenderam esta realidade. Nós católicos devemos viver constantemente em adoração para recebermos do Senhor o que Ele deseja de nós e aplicarmos em nossa vida a sua vontade. O maior desafio de nossa vida é alcançarmos uma vivência eucarística que é a prática efetiva do bem na realidade de nossa vida. Neste final de semana rezamos pelos nossos pais que tem uma grande responsabilidade de manter a família e ser um exemplo de fé em primeiro lugar para seus filhos.




EVANGELHO (Jo 06, 41-51):
Naquele tempo, os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. Eles comentavam: “Não é este Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como então pode dizer que desceu do céu?” Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é minha carne dada para a vida do mundo”.



“Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é minha carne dada para a vida do mundo”.

Todos nós buscamos algo mais profundo para nossas vidas. Algo que vá além das aparências. Temos fome do eterno. Deus sabe perfeitamente desta nossa necessidade e por esta razão Jesus se fez pão e vinho para que possamos recebê-lo em nossa vida e sermos saciados pela transformação ocasionada pelo seu infinito amor.
O alimentar-se com a vida divina, que nos é dada através da Eucaristia, nos faz novas criaturas dando-nos a capacidade de, pelo poder de Deus, iniciarmos nosso processo de ressurreição.
O mistério da comunicação de Deus com suas criaturas passa automaticamente pela presença dele no meio de nós. Se a Igreja perdura todos estes séculos sem sofrer tantas divisões, como acontecem com outras religiões, ou sociedades, é graças a presença real de Jesus no mistério eucarístico. Jesus está junto com todos nós com sua infinita misericórdia.
É uma alegria para nós cristãos termos a certeza, de que mesmo vivendo dentro de nossas limitações, Jesus está sempre presente. A presença de Jesus é transformante e renovadora. Precisamos nos transformar na eucaristia que celebramos e recebemos. O processo de ressurreição ou de eternização de nossa vida começa com a comunhão de nossa existência com a divina. Para recebermos Jesus devemos configurar a nossa vida com a dele. Colocar em prática os seus valores.
A fome do eterno continua ativa dentro de nosso coração. Não podemos criar substitutivos alienantes da nossa própria realidade. A pessoa humana só será feliz com uma relação profunda com o Eterno. Mesmo tendo todos os bens deste mundo, sem esta relação, a vida se torna vazia e superficial.
Deus vem até nós. Baixa para que nós possamos subir. Quem souber perder saberá ganhar. O cristão deve aprender constantemente que na derrota aparente da cruz, está à vitória final. O sofrimento momentâneo do seguimento não se compara com a alegria e a felicidade permanente dos que se comunicam com Deus. A Santíssima Eucaristia nos dá a força necessária para enfrentarmos a cruz de nossa caminhada rumo ao Pai.
Comungar é aceitar o Cristo por completo com sua vida paradoxal e contraditória. É receber seus valores expressos na sua Palavra junto com a cruz que faz parte obrigatória do seguimento. Procuramos o Tudo através do Nada como nos ensina São João da Cruz. Nunca seremos elogiados e valorizados pelo mundo que se deixa manipular pelas relações comerciais. Podemos perceber as “fábulas” criadas pela grande mídia para nos afastar da verdade e nos tornar simples consumidores de seus produtos.
O ser humano está muito distante de sua verdadeira realização. É através da Eucaristia que seremos imunes do mal presente na humanidade e iremos nos aproximar mais do sentido de nossa existência.
Quando fazemos a experiência de perdão e de comunhão  nossa vida se transforma em fonte de realização e amor.

 

 “Senhor Jesus venha sempre nos saciar na Santíssima Eucaristia”.




segunda-feira, 27 de julho de 2015

JESUS É O PÃO VIVO QUE DESCEU DOS CÉUS PARA NOSSA SALVAÇÃO

 

“RECEBER JESUS NA EUCARISTIA É RECEBER O ALIMENTO QUE NOS LEVA À VIDA ETERNA”.

A presença de Jesus na Eucaristia é garantia da presença salvadora de Jesus em nossa história. Hoje somos convidados a refletir sobre o imenso amor que Deus tem para conosco no desejo de que participemos de sua felicidade através de sua presença de amor. Dentro do relativismo social que vivemos temos Jesus presente na consagração eucarística que nos compromete a vivermos uma vida nova conforme a vontade de Deus. Neste domingo refletimos sobre uma parte importante do capítulo seis do evangelho de São João. Vamos perceber que o receber Jesus não é algo relativo para nós. A Eucaristia faz parte integrante do plano salvífico de Deus.
                       



EVANGELHO (Jo 06, 24-35):

Naquele tempo, quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados. Esforçai-vos não pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles perguntaram: “que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na escritura: “Pão do céu deu-lhes a comer”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre deste pão”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

 


“É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”.

Podemos considerar o capítulo seis de São João como um divisor de águas entre o judaísmo e o cristianismo e os cristãos separados. Crer na presença real de Jesus na Eucaristia é fundamental para a nossa salvação. Não existe meio termo nas afirmações que Jesus nos faz. É o próprio Pai que nos dá o seu Filho para sermos salvos da verdadeira fome que é a busca do absoluto e eterno. O Pai nos dá seu filho no momento presente através da Eucaristia.
O povo de Israel sentiu fome no deserto e teve sua fome material saciada pelo misterioso maná. Jesus vem como pão da vida. Aqueles que experimentarem tê-lo como alimento irão descobrir a realidade transformadora do amor de Deus presente em nossas vidas. O deserto hoje é a grande miséria de egoísmo que a sociedade passa.
Jesus não quer somente saciar a fome material. Quer que todos se salvem na vivência da nova realidade que vem instituir. Ele é o sinal visível do amor que sempre esteve presente na história da humanidade. Ele se faz alimento para nos fortalecer em meio as nossas limitações.
A obra daqueles que acreditam em Jesus é consequência da descoberta de que ele é Filho de Deus. Quem se aproxima da luz se torna luz para iluminar os que estão afastados da luz. Quando somos felizes por ter descoberto o amor de Deus nos tornamos testemunhas vivas de uma nova realidade que irá levar outras pessoas a experimentarem a alegria interior que a obediência a Deus provoca em nosso coração.
Jesus se faz alimento para nos fortalecer em meio às profundas limitações que vivemos em nossa vida. Quando nos alimentamos do “Pão do Céu" nos tornamos novas criaturas, capazes de se superarem até mesmo nas mais profundas raízes do egoísmo que levam o homem a sua própria ruína. Começamos a vencer o imediatismo das relações comerciais para darmos espaço às relações afetivas de um amor sincero que nasce em nosso coração.
O homem nasce com um grande vazio dentro de si. Um desejo imenso de uma alegria que não passe. Este espaço eterno dentro de si que só o Eterno poderá preencher. Hoje vemos tantos dependentes de drogas, tantas pessoas em depressão, muitas pessoas procurando falsas religiões. Quanto mais o homem quer se defender mais se corrompe em suas idéias. O encontro com Jesus na Eucaristia questiona e transforma o homem, faz que ele sinta o que é essencial para sua vida. Receber Jesus na Eucaristia e ser perdoado por ele através do sacramento da Reconciliação são meios eficazes para iniciarmos uma vida cheia de felicidade e alegria ainda neste mundo. Jesus se faz pão para se tornar nossa bússola em meio a selva do mundo egoísta que vivemos.
Jesus deve reinar em nossas vidas. Não pela vantagem que ele possa nos dar, mas sim para que nós também nos tornemos meios de salvação para os nossos irmãos. Através da Eucaristia nos tornamos canal de salvação pra os nossos irmãos. Quando ele é o nosso alimento temos condições de alimentar o homem faminto pela ânsia do eterno. Devemos nos tornar a extensão da Eucaristia que nós celebramos para que ela possa cumprir sua função dentro da comunidade. A Eucaristia tem como fim último aumentar em nós a capacidade de amar e evitar o mal presente na história.



“Obrigado Senhor Jesus por terdes se feito pão para saciar a nossa fome”.




segunda-feira, 20 de julho de 2015

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES



“ESTAR COM JESUS É SER LIVRE DA FOME ESPIRITUAL E MATERIAL”.


O milagre da multiplicação dos pães além de ser um grande milagre de Jesus, pode ser interpretado como uma nova ordem social. Quando nos abrimos ao amor de Deus começamos a ser solidários. Não tem como unir o cristianismo ao egoísmo. Desde seu início percebemos a partilha como a ordem principal que os primeiros discípulos viveram. No momento em que obedecermos a Deus e ele ocupar o centro da sociedade, a fome e a miséria irão se afastar automaticamente. Jesus não realiza os milagres para aparecer como Deus, mas comprova que a solidariedade é o centro de sua doutrina. A partilha é o fundamento da vida dos que querem seguir a Cristo. Este milagre também nos leva ao grande milagre da Eucaristia que é o alimento essencial para os que querem conviver com Deus.


EVANGELHO (Jo 06, 01-15):
Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia, também chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. Estava próxima a páscoa, a festa dos judeus.  Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Disse isto para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães e dois peixes. Mas o que é isto para tanta gente?” Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços   que sobraram, para que nada se perca!” Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.


“Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam”.
A multiplicação dos pães é um sinal de que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Uma pessoa comum não poderia realizar estes sinais que Jesus realizou. Cada sinal ou milagre tem um sentido importante para nossa vida. Ele não quis fazer espetáculos, mas através dos milagres comprovou sua divindade e missão.
Somos uma sociedade carente do pão material e espiritual. Jesus multiplica os pães como sinal de fraternidade e amor pelas pessoas que estão cansadas de buscar a felicidade em alegrias momentâneas. O mundo precisa de Deus. A maior fome que passamos hoje é a fome da Palavra que acarreta na falta de solidariedade. Em Deus o ser humano encontra as verdadeiras respostas para os seus anseios mais profundos. O sistema individualista leva as pessoas a um fechamento sobre elas mesmas. Este fechamento tem consequências sérias. É um sinal de morte e não de vida.
A mensagem da Boa Nova da salvação deve nos saciar física e espiritualmente. Podemos retirar desta passagem do evangelho muitas lições para nós hoje. Jesus percebe o grande número de pessoas que o seguiam. Quer que todos se sintam bem, até mesmo em relação à manutenção física de suas vidas. É uma percepção singela de sua parte. Jesus se utiliza deste fato concreto para questionar e ensinar aos seus discípulos que para Deus nada é impossível e quando as pessoas se reúnem na graça de Deus a fome e a miséria física e espiritual, deixam de existir.
Deus nos quer unidos em comunidade. Cada um deve fazer a sua parte vivendo na solidariedade. Não podemos tirar desta passagem o fato do sinal ou milagre direto que Jesus realiza. Não é uma refeição puramente de partilha, pois o evangelho é claro que o que se tinha era muito pouco para saciar a fome da grande multidão. Os sinais de Jesus servem para confirmar sua missão salvífica. Ele não é um simples revolucionário baseado em uma ideologia política. Ele é Deus feito homem que vem nos salvar através de seu poder. É certo também, que quando nos unimos em torno da pessoa de Jesus começamos a viver a partilha, mesmo dentro de nossas limitações. O reinado de Deus começa acontecer no momento em que nos sentimos criaturas de Deus. Esta tomada de consciência nos torna irmãos uns dos outros.
Estamos no mundo que passa fome tanto material como espiritual. Fome de afeto e amor. Nós cristãos somos chamados a melhorar os ambientes onde nos encontramos. Só o amor poderá transformar a nossa sociedade. É através da renovação total de nossa vida que iremos modificar o mundo. Muitas vezes um simples sorriso sacia muito mais a fome de amor das pessoas do que muitas coisas materiais. Um abraço fraterno pode mudar o coração de uma pessoa entristecida.
A reforma da sociedade começa com a reforma de nosso coração, da nossa profunda comunicação com aquele que realmente pode saciar a fome mais profunda de nossa existência.
Não podemos esquecer-nos da Eucaristia É através dela que iremos nos alimentar dos valores eternos que não passam. Ela nos leva ao fortalecimento de nossos ideais, nos faz mais dóceis ao plano de Deus.



“Multiplicai em nós Senhor a capacidade de sermos mais solidários e fraternos”.




segunda-feira, 13 de julho de 2015

A MESSE É GRANDE

 

“SOMOS RESPONSÁVEIS PELA SALVAÇÃO DE NOSSOS IRMÃOS”.


O trabalho apostólico é fruto de uma profunda experiência de amor com Deus. Os discípulos retornam da missão com uma grande alegria interior que é característica dos que servem a Deus. Jesus recomenda aos discípulos repouso e retiro. Ninguém dá aquilo que não possui. Devemos distribuir aos outros o que está sendo fermentado dentro de nosso coração. O missionário é aquela pessoa que experimenta Deus em seu íntimo e depois transborda seu amor para os demais. Jesus tem pena da multidão que anda como ovelhas sem pastor. Devemos rezar para que o mundo seja melhor com a prática das virtudes.



 


EVANGELHO (Mc 06, 30-34):

Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram com ovelhas sem pastor. Começou, pois a ensinar-lhes muitas coisas.



Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor”.  

A vocação é um chamado de Deus para servir aos irmãos. Jesus percebe que as pessoas estão perdidas, sem pastor. Hoje somos convidados através de nosso testemunho e de nosso amor mudar a sociedade de um estilo individualista para um estilo mais solidário e fraterno. O mundo carece de pessoas felizes que vivam na paz e na alegria de se sentirem amadas por Deus. Quando nos tornamos verdadeiros amigos de Jesus nos tornamos amigos dos homens. Queremos que todos sejam  felizes.
Toda pessoa humana tem necessidade do sobrenatural e de respostas aos seus mais profundos questionamentos. Percebemos que desde o tempo histórico de Jesus que muitas pessoas se acercavam a ele em busca de “respostas” aos seus mais profundos anseios.
O sentimento religioso é o que temos de mais sagrado dentro de nosso interior. Infelizmente percebemos que nos dias de hoje este sentimento é manipulado ou desvirtuado para outras direções, onde pessoas, que não tem nenhuma idoneidade, se utilizam da fraqueza do próximo para explorarem até mesmo economicamente o que tem de mais sagrado. Este é um grande pecado, especialmente para os católicos que já receberam Jesus na Eucaristia. Imaginem o que significa deixar de receber o Cristo vivo na hóstia consagrada e ir atrás da conversa de uma pessoa humana? Deixar de receber o perdão de Deus por meio do sacramento da reconciliação para viver uma vida de individualismo?
Todos somos ovelhas de Cristo e pastores de nossos irmãos. A verdadeira experiência com Jesus ressuscitado nos leva ao verdadeiro encontro com nossos irmãos. O cristianismo é um desafio constante em nossa vida. O seguimento de Jesus sempre nos questiona e deve nos levar a uma profunda conversão. A conversão começa a acontecer quando vivemos as verdades contidas na Palavra de Deus.
Jesus veio pregar o amor em três dimensões fundamentais: amor a Deus, reconhecimento de que somos amados por Ele e por isto precisamos nos amar e finalmente o amor aos nossos semelhantes. Esta tríplice dimensão do amor sempre será motivo de profunda realização para nós, embora ela seja atingida muitas vezes com dores e sofrimentos momentâneos. A alegria de Deus inicia com o despojamento e é coroada com uma satisfação interior. A paz que o Senhor deu a seus discípulos após a ressurreição.
Existe um inimigo comum ao seguimento de Cristo que é o imediatismo. Ele nos faz assumir respostas imediatas a problemas de raízes mais profundas dentro de nosso ser. Somos manipulados muitas vezes até mesmo no sentido religioso. Muitas pessoas se afastam da verdade para se apegarem aos gostos e prazeres que o mundo oferece. É fácil entrar pela porta larga que nos arrasta a condenação.
O plano de Deus é bastante claro, nós é que precisamos nos adaptar a ele e não o contrário. Precisamos rezar muito ao Senhor da messe para que envie operários para a sua messe e os que já foram chamados se revistam da verdadeira alegria que brota da comunicação e da fidelidade com Deus.



 “Obrigado Senhor por tantos benefícios recebidos.”