segunda-feira, 25 de maio de 2015

SANTÍSSIMA TRINDADE


“SOMOS CRIADOS PELA TRINDADE PARA CONVIVERMOS ETERNAMENTE COM ELA”.


Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Um Deus em três pessoas. Somos criados semelhantes a Deus para vivermos em unidade com nossos irmãos praticando o Bem já que Ele é o Sumo Bem. A busca da felicidade encontra resposta na própria pessoa de Deus. Seremos felizes quando partilharmos nossa vida. Deus Trindade vive na alegria e na felicidade absoluta e quer que nós pessoas humanas “convivamos” eternamente com Ele. O mistério cristão da Trindade nos define como pessoas solidárias. Por esta razão que o cristianismo sempre será perseguido dentro de um mundo egoísta que se ilude na mentira do individualismo. O Mistério de Amor da Trindade não se associa com o pensamento individualista implantado no mundo pela “grande mídia” que serve ao poder econômico. Procura iludir sempre a pessoa humana desviando-a do seu sentido último. Somos criaturas de Deus e só nele encontraremos a raiz da verdadeira alegria.

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EVANGELHO (Mt 28,16-20):
Naquele tempo, os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando viram Jesus, prostaram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo”.

“Eis que eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo. Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

A festa da SANTÍSSIMA TRINDADE é a festa da nossa identidade, pois fomos criados conforme a imagem de Deus que é uma vivência concreta do Amor. “Deus tem um amor preferencial por cada um de nós”. Deus é PAI (CRIADOR), FILHO (REDENTOR) e ESPÍRITO SANTO (SANTIFICADOR) um só Deus em três pessoas. Este mistério só pode ser explicado pela luz da Fé que exige de nós aceitação e entrega.
Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Fomos criados para participarmos da sua felicidade. Esta é a realidade última de nossas vidas. O mistério da Trindade está ligado ao mistério da nossa própria existência, por esta razão somos diferentes de todos os outros seres criados. Podemos nos comunicar intimamente com Deus e saber o que Ele quer de nós. O Criador jamais abandona suas criaturas. Deus sempre estará presente em nossa vida em qualquer situação, mesmo que por nossa ignorância pensemos em nos afastar d’Ele. Somos desafiados a cultivar a presença de Deus vinte quatro horas do dia. Ele nos olha com seu olhar de amor, já fez sua opção fundamental por nós.
A Santíssima Trindade é o mistério primordial do cristianismo, fonte de todo dom e de todo bem. A revelação deste mistério pertence ao Novo Testamento. O Antigo Testamento põe toda a atenção em proclamar e exaltar a unidade de Deus: um só é o Senhor. Israel, que vivia em contato com povos pagãos, tinha necessidade de ser continuamente chamado a reconsiderar esta verdade para não cair na idolatria.
Através do Santo Batismo entramos numa profunda relação com a Santíssima Trindade. Por meio dele renasce em nós a "Vida Nova". O homem se reconhece filho do Pai Celeste que lhe decretou a regeneração; irmão de Cristo que lho mereceu com o sangue da Cruz; templo do Espírito Santo que lhe infunde o espírito de adoção. Diante de Deus, o batizado não é simples criatura e, sim, filho introduzido na intimidade de sua vida trinitária, a fim de que viva em sociedade com as três Pessoas divinas, que nele habitam.
Nas palavras de São João da Cruz, é a chama de amor viva que arde "no mais profundo centro", pois "o centro da alma é Deus" (Chama Viva de Amor 1,12), onde "o Verbo, Filho de Deus, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, está essencial e presencialmente escondido no íntimo ser da alma" (Cântico Espiritual 1,6). A grande viagem que a pessoa deve fazer é ir ao seu centro, descobrir o Amado que não se mistura com os apetites sensuais da vida mundana. Se descobrimos este tesouro não seremos mais escravizados pelas diversas “drogas” que existem no mundo que nos alienam da verdade que, aos poucos, irá nos tornar livres e felizes.
Devemos viver em plenitude os dons da Santíssima Trindade abrindo-nos à ação do Espírito Santo para nos comportarmos como filhos do Pai Celeste, como irmãos de Cristo.
Associado ao mistério da Trindade está à presença permanente de Jesus na Eucaristia, a comunhão transformante e dignificante de nossa vida, e a intercessão permanente de Maria que participa neste mistério através da Encarnação.

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"Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo! Como era no princípio, agora e sempre! Amém”.











segunda-feira, 18 de maio de 2015

PENTECOSTES: A VINDA DO ESPÍRITO SANTO


“O ESPÍRITO SANTO ABRE NOSSO CORAÇÃO AO AMOR DE DEUS”.

Celebramos neste domingo a festa de Pentecostes que nos recorda a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos com Maria Santíssima. Na antiga tradição judaica era a festa da Aliança e do dom da Lei. Recordava o recebimento das tábuas da Lei dadas a Moisés (Ex 20, 01-21). Era também associada às colheitas, à riqueza da vida, aos frutos do campo e do trabalho do homem. Celebrada cinquenta dias após a Páscoa. A festa cristã de Pentecostes celebra a vinda do "Espírito Santo" (At 2, 01-11). Ela conserva também esse sentido de plenitude. É o tempo da colheita, da Vida Nova. É tempo de viver e aproveitar os Dons que o Senhor nos dá para nossa santificação. Nesta festa comemoramos o início da Igreja quando os Apóstolos “tomam consciência” do grande mistério que envolveu suas vidas com a presença do ressuscitado saindo para a missão universal.




I LEITURA (At 02, 01-11):
Quando chegou o dia de pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. Moravam em Jerusalém judeus devotos de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. Cheio de espanto e de admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? Como é que nós os escutamos em nossa própria língua? Nós que somos pertos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!”


EVANGELHO (Jo 20,19-23):
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles disse: “A paz esteja convosco”. Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.  Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A Paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.


“Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava”.
A vinda do Espírito Santo transformou a história da humanidade. A partir deste momento os discípulos de Jesus não terão mais medo de anunciarem que ele é o Cristo, o ungido, o Filho de Deus que veio nos salvar. A grande realidade que ele está vivo no meio de nós. Celebrar pentecostes é recordar o momento em que os discípulos de Jesus se tornaram Apóstolos. De seguidores de Jesus como mestre, começam a dar testemunho dele como Senhor Ressuscitado (Kyrios). O seguimento antes de pentecostes era desde fora. Após a experiência no Espírito Santo, eles terão um seguimento desde dentro. De agora em diante será uma amizade com o Cristo Vivo que se manifesta dentro da comunidade e nos sacramentos que nascem da Igreja.
A leitura histórica do cristianismo deve ser feita de trás para frente a partir de Pentecostes. A Efusão do Espírito Santo transformou a vida destas primeiras pessoas e até hoje realiza a mesma transformação. Ela é provocada pela tomada de consciência de que somos amados por Deus. Não estamos “soltos” sem apoio, pois o Senhor está conosco. Quando descobrimos esta realidade não temos mais medo de anunciar a verdade e experimentamos em nosso interior a verdadeira alegria.
Podemos afirmar que em pentecostes se cumpre a antiga promessa que Deus fez a Abraão que foi o primeiro homem a receber a revelação do amor de Deus em sua vida (Gn 15). A “grande promessa” se cumpre, pois esta revelação chega a sua plenitude. Deus vem até nós com seu Espírito e jamais irá nos deixar.
A linguagem nova dos apóstolos não será mais uma simples teoria filosófica ou teológica. É fruto da graça santificante que se transforma em linguagem universal. Por esta razão eles são entendidos enquanto discursavam. Eles irão anunciar as maravilhas de Deus que irá tocar o coração dos judeus e de todas as pessoas de boa vontade.
A experiência com o Espírito Santo é transformadora de nossa vida. Quando refletimos sobre o mistério de Pentecostes temos que sempre utilizar o verbo transformar. O egoísmo já não tem lugar na vida do que experimenta o amor de Deus. A palavra transformação é sinônimo de conversão. De agora em diante tudo será dissolvido no amor de Deus. Quando isto acontece as coisas do mundo se tornam enjoadas. O mundo não exerce nenhuma atração sobre os que vivem sobre o amor. A paz do coração toma lugar da angústia do materialismo e da sensualidade. Aí entendemos a atitude dos mártires que morriam felizes em meio as torturas que sofriam.
Após pentecostes, a compreensão do sentido da vinda de Jesus é mais clara e a Igreja toma a sua forma como comunidade daqueles que acreditam em Deus e em seu projeto. Ela irá dar continuidade através da transmissão apostólica das graças recebidas com a vinda de Cristo. Não existe cristão fora da Igreja. Todos que são batizados legitimamente pertencem a ela mesmo que não queiram ou não saibam desta realidade. Só existe um cristianismo e uma só Igreja de Cristo. Por esta razão nossa catequese deve ser cada vez mais sólida ensinando ao povo a verdade que realmente liberta.
Jesus envia o Espírito Santo para que possamos ter uma experiência profunda de perdão e misericórdia. Só quando nos sentimos perdoados e nos capacitamos para aceitar o amor de Deus começamos a experimentar em nosso coração a paz de consciência. Em Pentecostes se celebra a vitória sobre o pecado, a vitória sobre nossas limitações, pois tomamos consciência de que o amor de Deus por nós é maior do que todas as coisas. Somos amados acima de nossas limitações. Os apóstolos e seus sucessores são revestidos do poder de perdoar os pecados. Este poder não é humano, mas vem diretamente do coração de Deus que ama suas criaturas. Lembramos que Jesus antes de curar fisicamente algum enfermo, sempre perdoava os seus pecados. A experiência de perdão é capaz de curar qualquer enfermidade.
A paz é consequência da certeza do porque existimos. O sacramento da Reconciliação é muito importante para nós, especialmente no sentido de abrir nosso coração ao amor de Deus. Existe um grande número de pessoas sofrendo de depressão, justamente porque o amor de Deus ainda não conseguiu penetrar profundamente em suas vidas. Quando recebemos o perdão de Deus nos tornamos novas criaturas com uma alegria infinita.
Não podemos deixar de pedir ao Senhor a Graça do Espírito Santo em todas as atividades que vamos empreender, especialmente naquelas que sejam relacionadas com a caridade, para não errarmos o caminho e concretizarmos efetivamente a vontade de Deus.
Quando estamos envolvidos pelo Espírito Santo somos criaturas novas. Nosso amor se reparte para toda humanidade, somos promotores da unidade e da verdade que nos torna livres. A alegria invade nosso coração, vencemos a discórdia e o espírito anti comunitário reinante na sociedade comercial que vivemos. O ser humano é muito mais do que compra e venda. Somos amados por Deus e estamos a caminho de uma união definitiva com Ele.


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“Divino Espírito Santo, consumi em mim tudo aquilo que me impede que eu me consuma em Vós”.







segunda-feira, 11 de maio de 2015

ASCENSÃO DO SENHOR

 

“JESUS SOBE AOS CÉUS NOS MOSTRANDO O SENTIDO PROFUNDO DE NOSSA VIDA”.

Jesus sobe aos céus diante de seus discípulos pelo seu próprio poder de Filho de Deus para nos mostrar que seus valores são permanentes e que não devemos nos apegar com as coisas transitórias desta vida. Se o mundo refletisse mais sobre esta realidade certamente seria bem melhor. As pessoas iriam se respeitar mais fariam o possível para viverem a solidariedade. Não teríamos pessoas que sofressem males que são causados pela ganância do homem que pensa ser o autor da felicidade. Olhar para o alto nos dias de hoje é fundamental, pois a mentira está cada vez mais institucionalizada no mundo. A grande mentira é que o ser humano pode viver longe de Deus.


EVANGELHO (Mc  16, 15-20):

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberam algum veneno mortal, não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. Depois de falar aos discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.




“O Senhor Jesus foi levado ao céu. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte”.

Jesus sobe ao Pai para que o Espírito Santo venha completar a obra de salvação da humanidade. O mistério do cristianismo se resume nas constantes “baixadas de Deus” em direção ao ser humano e da tentativa deste de subir ao eterno. O mundo só poderá ser melhor quando colocarmos em prática os ensinamentos de Jesus. Estamos nos preparando para a grande celebração de Pentecostes que irá nos recordar da força de amor de Deus que permanece conosco para não errarmos em nossa opção.
A vivência e a prática do amor é o maior desafio que temos como cristãos dentro do mundo. Jesus transmite o amor do Pai e nos envia o Espírito Santo. Toda espiritualidade cristã é “Cristocêntrica” e “Trinitária”. Tem como centro Jesus Cristo, o Filho de Deus que nos revela o Pai nosso Criador e nos envia o Espírito Santo responsável pela amorização que deve acontecer em nossa vida. Esta amorização é a ação básica do cristão que pela força do Espírito Santo transforma a realidade de sua vida concreta.
Só iremos amar se nos considerarmos amados. O primeiro desafio na prática do amor é a experiência do mesmo em nossa vida. Quando praticamos os mandamentos do Senhor estamos dentro de seu plano de amor. O que se torna para nós a verdadeira fonte de alegria e felicidade. O ser humano hoje não é feliz porque vive afastado de sua originalidade. Está longe de seu próprio centro.
Quando nos sentimos verdadeiramente amados, passamos a amar os nossos semelhantes em um amor desinteressado. Talvez por esta razão que nós cristãos não somos aceitos pela sociedade consumista. Quanto mais próximos estivermos do amor de Deus mais afastados estaremos dos falsos valores do mundo.
Jesus deu sua própria vida para nos salvar. A nossa consagração batismal é uma espécie de doação a todos os nossos semelhantes. O cristão vive sua fé no altruísmo. Sempre direcionando sua vida para o bem do próximo. Talvez por isto não somos entendidos pela sociedade que tem base no egoísmo na lei da oferta e da procura.
Jesus oferece sua amizade a partir do momento que tentamos concretizar em nossa vida os mandamentos de Deus que tem como objetivo a nossa verdadeira realização. Quando vivemos uma vida de oração, aumentamos o nosso grau de amizade com o Senhor. O verdadeiro amigo não mede esforços para a realização do outro. Jesus deu sua própria vida para nos salvar. Não existe maior prova de amor do que este gesto radical. Devemos cultivar a presença de Deus através de nossa amizade com Jesus. Ver os seus valores e colocá-los em prática.
Para concretizarmos a vontade de Deus em nossas vidas, precisamos superar nossos próprios egoísmos. Estarmos sempre atentos ao que optamos essencialmente no decorrer de nossa vida. Nós nos transformamos naquilo que amamos. A paz que Jesus nos oferece é diferente da paz do mundo que busca sua satisfação na superficialidade. A fonte da alegria está na certeza do amor que Deus sente por nós, independente de nossas limitações.
A experiência com Jesus sempre nos leva ao anúncio do Evangelho. Não podemos ficar olhando para o alto sem procurarmos uma transformação concreta de nossa realidade. O cristão é chamado, como todo ser humano, a prática do bem dentro da realidade onde se encontra. Deve amorizar os ambientes. Levar o amor aonde não existe amor. Fazer que o mundo seja mais altruísta do que egoísta.

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“Senhor Jesus fazei que olhemos para as coisas do alto para podermos transformar a realidade das coisas do mundo.”

segunda-feira, 4 de maio de 2015

“RECONHECER A PRESENÇA DE DEUS É FONTE DA VERDADEIRA FELICIDADE”.


Estar com Deus reconhecendo a sua presença em nossa vida nos traz a verdadeira felicidade que o mundo tanto almeja. Só o amor poderá mudar a humanidade que perde tempo com subterfúgios alienantes de sua verdadeira finalidade. O amor a Deus e ao próximo nos garante a eternidade e uma vida feliz neste mundo. A sociedade sofre as consequências de pensar que no egoísmo poderá encontrar felicidade. O que adianta termos tanta tecnologia se não somos felizes em nossos relacionamentos? A prática do grande valor do amor trazido por Cristo nos leva a verdade que vai nos tornando livres com uma alegria interior que transforma toda realidade. A fonte da alegria está em nosso coração. 


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EVANGELHO (Jo 15, 09-17):

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vô-lo concederá. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

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“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”.

No tempo pascal meditamos constantemente sobre a presença de Jesus ressuscitado em nosso meio. Quando descobrimos a força da verdadeira amizade com o Senhor nossa vida se transforma. Jesus nos pede exatamente aquilo que Ele vive: O amor incondicional a todas as pessoas. Seu amor não está sujeito às limitações que nós vivemos, pois Jesus é Deus. Seu amor é transformante e unificador de nossos afetos desordenados. Ninguém tem maior autoridade do que ele para nos dizer o que devemos fazer para nos prepararmos para nossa felicidade eterna. Ele nos apresenta valores eternos, permanentes que muitas vezes não se coincidem com os bens perecíveis do mundo.
A vivência e a prática do amor é o maior desafio que temos como cristãos. Jesus transmite o amor do Pai e nos envia o Espírito Santo. Toda espiritualidade cristã é “Cristocêntrica” e “Trinitária”. Tem como centro Jesus Cristo, o Filho de Deus que nos revela o Pai que é nosso Criador e nos envia o Espírito Santo que é responsável pela “amorização” que deve acontecer em nossa vida. Este amor se expande pelo mundo como um testemunho no meio do individualismo que engana as pessoas como se fosse um mágico que ilude com suas mágicas a platéia que fica atenta em outra coisa enquanto ele com sua arte faz o contrário. O pior é que a maioria das pessoas gosta da ilusão e se esquecem da verdade contida na Palavra de Deus.
Só iremos amar se nos considerarmos amados. O primeiro desafio na prática do amor é a experiência do mesmo em nossa vida. Quando praticamos os mandamentos do Senhor estamos dentro de seu plano de amor. O que se torna para nós a verdadeira fonte de alegria e felicidade. O ser humano hoje não é feliz porque vive afastado de sua originalidade. Está longe de seu próprio centro. Esvazia sua afetividade naquilo que não merece seu amor. Esta realidade pode ser percebida pelo grande consumo de diversas drogas que desviam a pessoa de seu centro.
Quando nos sentimos verdadeiramente amados, passamos a amar os nossos semelhantes em um amor desinteressado. Jesus deu sua própria vida para nos salvar. A nossa consagração batismal é uma espécie de doação a todos os nossos semelhantes. O cristão vive sua fé no altruísmo. Sempre direcionando sua vida para o bem do próximo.
Jesus oferece a sua amizade a partir do momento que tentamos concretizar em nossa vida os mandamentos de Deus que tem como objetivo a nossa verdadeira realização. Promete-nos colocar sua alegria em nossos corações no momento em que tentamos fazer a vontade do Pai. Imaginem esta alegria comparada com o lixo oferecido pela nossa sociedade? É alegria verdadeira. A cada minuto que passa nos faz mais felizes pois sabemos que ela nos aproxima do definitivo.
Quando vivemos uma vida de oração, aumentamos o nosso grau de amizade com o Senhor. Reconhecemos sua presença em nossa vida. O verdadeiro amigo não mede esforços para a realização do próximo. Jesus deu sua própria vida para nos salvar. Não existe maior prova de amor do que este gesto radical.
Para concretizarmos a vontade de Deus em nossas vidas, precisamos superar nossos próprios egoísmos. Estarmos sempre atentos ao que buscamos no decorrer de nossa vida. Nós nos transformamos naquilo que amamos.
A paz que Jesus nos oferece é diferente da paz do mundo que busca sua satisfação na superficialidade. A fonte da alegria está na certeza do amor que Deus sente por nós independente de nossas limitações.

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 “Senhor nos ajude a viver o seu mandamento do amor dentro do mundo.”

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A VIDEIRA VERDADEIRA

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“JESUS É A VIDEIRA VERDADEIRA E NÓS OS SEUS RAMOS”.


Jesus se compara com a videira. Uma das plantas mais antigas da humanidade que fornece uma bebida que se tornou universal desde a era antiga. Jesus é o transmissor da seiva do Pai. Sem a seiva do amor de Deus jamais seremos felizes. Parece que a humanidade inventa desculpas para justificar a ela mesma. Procura subterfúgios afirmando que eles trazem felicidade. Há muitos galhos secos dentro do mundo. Pessoas infelizes porque não se comunicam com Deus. Nós cristãos precisamos oferecer as pessoas escravas da ditadura do relativismo imposto pelos meios de comunicação social a verdadeira alegria que vem da comunicação permanente com o Criador. A seiva do amor de Deus é o único meio que pode nos trazer a felicidade permanente que é fruto de nossa obediência a Deus.

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EVANGELHO (Jo 15, 01-08):

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”.

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“Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.

Na comparação que Jesus faz sobre a videira e os ramos, sentimos o quanto somos amados por Deus. Este amor deve fermentar em nós. Levando-nos a uma ação amorizante para que este mundo seja melhor através dos frutos que produzimos em nossa vida. A prática do bem é nosso desafio. Estamos impregnados com a influência do individualismo que leva a pessoa a sua própria ruína.
A doutrina de Jesus serve para ser aplicada em todas as épocas. Por esta razão que ele se serve de comparações. De fatos bem comuns do cotidiano do povo, para que se entenda a profundidade de sua doutrina. A videira é um tipo de vegetal bem resistente e que em determinadas épocas do ano parece ter perdido a vida quando os ramos secos são retirados no momento da poda. Parece que não ficou mais nada. Na época certa surge a brotação como um verdadeiro milagre da natureza. Do tronco seco surge um verde belíssimo que enche nossos olhos de alegria.
Jesus se utiliza desta beleza simples e significativa que acontece na natureza, para dizer que longe do tronco nós perdemos a vida. Ele é o responsável por transmitir a seiva para nós que somos os ramos. Se nos afastarmos do essencial seguindo nosso egoísmo, estaremos perdendo a seiva do amor de Deus. A oração faz que estejamos sempre unidos a Ele. O diálogo sincero com o Senhor transmite a seiva do amor para nosso coração e aos poucos vai nos transformando.
Muitas vezes precisamos ser podados pelo Senhor. Tirar de nossa vida aquilo que nos impede de nos sentirmos amados por Ele. As dificuldades da vida quando lidas de uma forma humilde e oferecidas a Deus podem nos ajudar a crescer continuamente no amor. Na realidade todos passam por momentos difíceis que Deus permite para que sejamos forjados no seu amor. O sintoma da presença do amor é a capacidade de sofrimento do que ama de verdade. Nesta vida não teremos felicidade permanente porque Deus nos reservou a vida eterna.
Jesus é a verdadeira videira, porque é por meio dele que alcançamos à salvação. Quando procuramos viver uma vida nova na graça de Deus superamos as barreiras do egoísmo e crescemos no amor. A nossa tarefa é produzir frutos. Eles são consequência da nossa comunhão com Cristo. Quando nos aproximamos do bem, produzimos o bem.

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Quanto mais podados nós formos em nosso egoísmo, mais capacitados nós estaremos em produzir frutos. Deus permite muitas podas em nossa vida para podermos melhorar. Só poderemos produzir frutos se estivermos ligados ao tronco. Por nossa própria engenharia não podemos fazer o bem que tem a sua fonte única em Deus.
O amor é exigente e transformante. O contato com a seiva de Cristo muda nossas atitudes e valores. Quando amamos de verdade estamos sempre dispostos a deixar algo pelo amado. Hoje as pessoas querem uma felicidade imediata que não passa pela poda da verdade e por isso acabam sofrendo muito mais do que se estivessem a inteira disposição do Senhor.

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 “Senhor Jesus nós vos pedimos a graça de estarmos sempre ligados convosco através da oração.”