segunda-feira, 27 de julho de 2015

JESUS É O PÃO VIVO QUE DESCEU DOS CÉUS PARA NOSSA SALVAÇÃO

 

“RECEBER JESUS NA EUCARISTIA É RECEBER O ALIMENTO QUE NOS LEVA À VIDA ETERNA”.

A presença de Jesus na Eucaristia é garantia da presença salvadora de Jesus em nossa história. Hoje somos convidados a refletir sobre o imenso amor que Deus tem para conosco no desejo de que participemos de sua felicidade através de sua presença de amor. Dentro do relativismo social que vivemos temos Jesus presente na consagração eucarística que nos compromete a vivermos uma vida nova conforme a vontade de Deus. Neste domingo refletimos sobre uma parte importante do capítulo seis do evangelho de São João. Vamos perceber que o receber Jesus não é algo relativo para nós. A Eucaristia faz parte integrante do plano salvífico de Deus.
                       



EVANGELHO (Jo 06, 24-35):

Naquele tempo, quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes saciados. Esforçai-vos não pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles perguntaram: “que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na escritura: “Pão do céu deu-lhes a comer”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre deste pão”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

 


“É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”.

Podemos considerar o capítulo seis de São João como um divisor de águas entre o judaísmo e o cristianismo e os cristãos separados. Crer na presença real de Jesus na Eucaristia é fundamental para a nossa salvação. Não existe meio termo nas afirmações que Jesus nos faz. É o próprio Pai que nos dá o seu Filho para sermos salvos da verdadeira fome que é a busca do absoluto e eterno. O Pai nos dá seu filho no momento presente através da Eucaristia.
O povo de Israel sentiu fome no deserto e teve sua fome material saciada pelo misterioso maná. Jesus vem como pão da vida. Aqueles que experimentarem tê-lo como alimento irão descobrir a realidade transformadora do amor de Deus presente em nossas vidas. O deserto hoje é a grande miséria de egoísmo que a sociedade passa.
Jesus não quer somente saciar a fome material. Quer que todos se salvem na vivência da nova realidade que vem instituir. Ele é o sinal visível do amor que sempre esteve presente na história da humanidade. Ele se faz alimento para nos fortalecer em meio as nossas limitações.
A obra daqueles que acreditam em Jesus é consequência da descoberta de que ele é Filho de Deus. Quem se aproxima da luz se torna luz para iluminar os que estão afastados da luz. Quando somos felizes por ter descoberto o amor de Deus nos tornamos testemunhas vivas de uma nova realidade que irá levar outras pessoas a experimentarem a alegria interior que a obediência a Deus provoca em nosso coração.
Jesus se faz alimento para nos fortalecer em meio às profundas limitações que vivemos em nossa vida. Quando nos alimentamos do “Pão do Céu" nos tornamos novas criaturas, capazes de se superarem até mesmo nas mais profundas raízes do egoísmo que levam o homem a sua própria ruína. Começamos a vencer o imediatismo das relações comerciais para darmos espaço às relações afetivas de um amor sincero que nasce em nosso coração.
O homem nasce com um grande vazio dentro de si. Um desejo imenso de uma alegria que não passe. Este espaço eterno dentro de si que só o Eterno poderá preencher. Hoje vemos tantos dependentes de drogas, tantas pessoas em depressão, muitas pessoas procurando falsas religiões. Quanto mais o homem quer se defender mais se corrompe em suas idéias. O encontro com Jesus na Eucaristia questiona e transforma o homem, faz que ele sinta o que é essencial para sua vida. Receber Jesus na Eucaristia e ser perdoado por ele através do sacramento da Reconciliação são meios eficazes para iniciarmos uma vida cheia de felicidade e alegria ainda neste mundo. Jesus se faz pão para se tornar nossa bússola em meio a selva do mundo egoísta que vivemos.
Jesus deve reinar em nossas vidas. Não pela vantagem que ele possa nos dar, mas sim para que nós também nos tornemos meios de salvação para os nossos irmãos. Através da Eucaristia nos tornamos canal de salvação pra os nossos irmãos. Quando ele é o nosso alimento temos condições de alimentar o homem faminto pela ânsia do eterno. Devemos nos tornar a extensão da Eucaristia que nós celebramos para que ela possa cumprir sua função dentro da comunidade. A Eucaristia tem como fim último aumentar em nós a capacidade de amar e evitar o mal presente na história.



“Obrigado Senhor Jesus por terdes se feito pão para saciar a nossa fome”.




segunda-feira, 20 de julho de 2015

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES



“ESTAR COM JESUS É SER LIVRE DA FOME ESPIRITUAL E MATERIAL”.


O milagre da multiplicação dos pães além de ser um grande milagre de Jesus, pode ser interpretado como uma nova ordem social. Quando nos abrimos ao amor de Deus começamos a ser solidários. Não tem como unir o cristianismo ao egoísmo. Desde seu início percebemos a partilha como a ordem principal que os primeiros discípulos viveram. No momento em que obedecermos a Deus e ele ocupar o centro da sociedade, a fome e a miséria irão se afastar automaticamente. Jesus não realiza os milagres para aparecer como Deus, mas comprova que a solidariedade é o centro de sua doutrina. A partilha é o fundamento da vida dos que querem seguir a Cristo. Este milagre também nos leva ao grande milagre da Eucaristia que é o alimento essencial para os que querem conviver com Deus.


EVANGELHO (Jo 06, 01-15):
Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia, também chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. Estava próxima a páscoa, a festa dos judeus.  Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Disse isto para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães e dois peixes. Mas o que é isto para tanta gente?” Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços   que sobraram, para que nada se perca!” Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.


“Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam”.
A multiplicação dos pães é um sinal de que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Uma pessoa comum não poderia realizar estes sinais que Jesus realizou. Cada sinal ou milagre tem um sentido importante para nossa vida. Ele não quis fazer espetáculos, mas através dos milagres comprovou sua divindade e missão.
Somos uma sociedade carente do pão material e espiritual. Jesus multiplica os pães como sinal de fraternidade e amor pelas pessoas que estão cansadas de buscar a felicidade em alegrias momentâneas. O mundo precisa de Deus. A maior fome que passamos hoje é a fome da Palavra que acarreta na falta de solidariedade. Em Deus o ser humano encontra as verdadeiras respostas para os seus anseios mais profundos. O sistema individualista leva as pessoas a um fechamento sobre elas mesmas. Este fechamento tem consequências sérias. É um sinal de morte e não de vida.
A mensagem da Boa Nova da salvação deve nos saciar física e espiritualmente. Podemos retirar desta passagem do evangelho muitas lições para nós hoje. Jesus percebe o grande número de pessoas que o seguiam. Quer que todos se sintam bem, até mesmo em relação à manutenção física de suas vidas. É uma percepção singela de sua parte. Jesus se utiliza deste fato concreto para questionar e ensinar aos seus discípulos que para Deus nada é impossível e quando as pessoas se reúnem na graça de Deus a fome e a miséria física e espiritual, deixam de existir.
Deus nos quer unidos em comunidade. Cada um deve fazer a sua parte vivendo na solidariedade. Não podemos tirar desta passagem o fato do sinal ou milagre direto que Jesus realiza. Não é uma refeição puramente de partilha, pois o evangelho é claro que o que se tinha era muito pouco para saciar a fome da grande multidão. Os sinais de Jesus servem para confirmar sua missão salvífica. Ele não é um simples revolucionário baseado em uma ideologia política. Ele é Deus feito homem que vem nos salvar através de seu poder. É certo também, que quando nos unimos em torno da pessoa de Jesus começamos a viver a partilha, mesmo dentro de nossas limitações. O reinado de Deus começa acontecer no momento em que nos sentimos criaturas de Deus. Esta tomada de consciência nos torna irmãos uns dos outros.
Estamos no mundo que passa fome tanto material como espiritual. Fome de afeto e amor. Nós cristãos somos chamados a melhorar os ambientes onde nos encontramos. Só o amor poderá transformar a nossa sociedade. É através da renovação total de nossa vida que iremos modificar o mundo. Muitas vezes um simples sorriso sacia muito mais a fome de amor das pessoas do que muitas coisas materiais. Um abraço fraterno pode mudar o coração de uma pessoa entristecida.
A reforma da sociedade começa com a reforma de nosso coração, da nossa profunda comunicação com aquele que realmente pode saciar a fome mais profunda de nossa existência.
Não podemos esquecer-nos da Eucaristia É através dela que iremos nos alimentar dos valores eternos que não passam. Ela nos leva ao fortalecimento de nossos ideais, nos faz mais dóceis ao plano de Deus.



“Multiplicai em nós Senhor a capacidade de sermos mais solidários e fraternos”.




segunda-feira, 13 de julho de 2015

A MESSE É GRANDE

 

“SOMOS RESPONSÁVEIS PELA SALVAÇÃO DE NOSSOS IRMÃOS”.


O trabalho apostólico é fruto de uma profunda experiência de amor com Deus. Os discípulos retornam da missão com uma grande alegria interior que é característica dos que servem a Deus. Jesus recomenda aos discípulos repouso e retiro. Ninguém dá aquilo que não possui. Devemos distribuir aos outros o que está sendo fermentado dentro de nosso coração. O missionário é aquela pessoa que experimenta Deus em seu íntimo e depois transborda seu amor para os demais. Jesus tem pena da multidão que anda como ovelhas sem pastor. Devemos rezar para que o mundo seja melhor com a prática das virtudes.



 


EVANGELHO (Mc 06, 30-34):

Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram com ovelhas sem pastor. Começou, pois a ensinar-lhes muitas coisas.



Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor”.  

A vocação é um chamado de Deus para servir aos irmãos. Jesus percebe que as pessoas estão perdidas, sem pastor. Hoje somos convidados através de nosso testemunho e de nosso amor mudar a sociedade de um estilo individualista para um estilo mais solidário e fraterno. O mundo carece de pessoas felizes que vivam na paz e na alegria de se sentirem amadas por Deus. Quando nos tornamos verdadeiros amigos de Jesus nos tornamos amigos dos homens. Queremos que todos sejam  felizes.
Toda pessoa humana tem necessidade do sobrenatural e de respostas aos seus mais profundos questionamentos. Percebemos que desde o tempo histórico de Jesus que muitas pessoas se acercavam a ele em busca de “respostas” aos seus mais profundos anseios.
O sentimento religioso é o que temos de mais sagrado dentro de nosso interior. Infelizmente percebemos que nos dias de hoje este sentimento é manipulado ou desvirtuado para outras direções, onde pessoas, que não tem nenhuma idoneidade, se utilizam da fraqueza do próximo para explorarem até mesmo economicamente o que tem de mais sagrado. Este é um grande pecado, especialmente para os católicos que já receberam Jesus na Eucaristia. Imaginem o que significa deixar de receber o Cristo vivo na hóstia consagrada e ir atrás da conversa de uma pessoa humana? Deixar de receber o perdão de Deus por meio do sacramento da reconciliação para viver uma vida de individualismo?
Todos somos ovelhas de Cristo e pastores de nossos irmãos. A verdadeira experiência com Jesus ressuscitado nos leva ao verdadeiro encontro com nossos irmãos. O cristianismo é um desafio constante em nossa vida. O seguimento de Jesus sempre nos questiona e deve nos levar a uma profunda conversão. A conversão começa a acontecer quando vivemos as verdades contidas na Palavra de Deus.
Jesus veio pregar o amor em três dimensões fundamentais: amor a Deus, reconhecimento de que somos amados por Ele e por isto precisamos nos amar e finalmente o amor aos nossos semelhantes. Esta tríplice dimensão do amor sempre será motivo de profunda realização para nós, embora ela seja atingida muitas vezes com dores e sofrimentos momentâneos. A alegria de Deus inicia com o despojamento e é coroada com uma satisfação interior. A paz que o Senhor deu a seus discípulos após a ressurreição.
Existe um inimigo comum ao seguimento de Cristo que é o imediatismo. Ele nos faz assumir respostas imediatas a problemas de raízes mais profundas dentro de nosso ser. Somos manipulados muitas vezes até mesmo no sentido religioso. Muitas pessoas se afastam da verdade para se apegarem aos gostos e prazeres que o mundo oferece. É fácil entrar pela porta larga que nos arrasta a condenação.
O plano de Deus é bastante claro, nós é que precisamos nos adaptar a ele e não o contrário. Precisamos rezar muito ao Senhor da messe para que envie operários para a sua messe e os que já foram chamados se revistam da verdadeira alegria que brota da comunicação e da fidelidade com Deus.



 “Obrigado Senhor por tantos benefícios recebidos.”



segunda-feira, 6 de julho de 2015

O DESPOJAMENTO DO DISCÍPULO QUE SEGUE JESUS



“JESUS NOS ENVIA A ANUNCIAR A BOA NOVA DA SALVAÇÃO”.


A experiência de amizade com Jesus é sempre transformante. Muda os valores que seguimos. Ele sempre nos desacomoda para a missão. No momento em que conhecemos quem é Jesus somos interpelados constantemente a sairmos de nosso comodismo para anunciarmos o Evangelho. Somos peregrinos nesta vida e onde passamos anunciamos, pela nossa vida, a grande realidade de que estamos a caminho do Pai. Nós somos os discípulos de Jesus. Não devemos carregar nada em nossas malas a não ser o desejo profundo de conversão e prática do bem. O verdadeiro discípulo de Jesus faz uma profunda experiência de sua divina providência unida a sua divina misericórdia.


EVANGELHO (Mc 06, 07-13):

Naquele tempo, Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsaram muitos demônios e curaram numerosos doentes, ungindo-os com óleo.





“Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois”.


A vocação dos primeiros discípulos de Jesus é um grande mistério. Deus ama, chama e envia. São três realidades que compõem este grande mistério vocacional.  A resposta ao chamado e a perseverança exige doação e alegria. Tudo é visto na dimensão da fé. Sem ela não teremos coragem de deixar o superficial para nos apegarmos ao essencial. O ato de fé está sempre unido ao ato de obediência. Esta terá como consequência o desapego de algo que nos impede de termos liberdade para seguir ao Senhor.
O mundo moderno sofre as consequências do egoísmo. As pessoas que vivem presas em seu próprio egoísmo não descobrem o sentido profundo de suas existências. Os cristãos são chamados a colocar no mundo uma nova ordem de amor, de paz, de justiça e solidariedade. A conversão nunca acontece de forma isolada, mas envolve toda pessoa e a comunidade. Deus se serve de pessoas de boa vontade e humildes para manifestar o seu imenso amor por nós. O que seria do mundo se os primeiros discípulos de Cristo não tivessem dado o seu sim para serem os primeiros missionários da Boa Nova da Salvação? Ainda é para nós hoje um grande mistério a resposta positiva que estes homens e mulheres deram a Jesus e pelo Reino. Seguir a Cristo sempre nos exige “deixar tudo para alcançarmos o Tudo”. A tarefa dos discípulos de Jesus não foi nada fácil diante do grande desafio de se tornarem a extensão de Jesus dentro da história. Após Pentecostes eles irão receber a força do amor dado pelo Espírito Santo de Deus para evangelizar de acordo com o que sentem dentro de si movidos pela graça de Deus.


O seguidor de Jesus precisa aprender a ser despojado. Despido de qualquer apego tanto material como espiritual para estar livre em relação à missão que deve ser executada. Por esta razão os níveis de amor dos que seguem a Cristo devem ser reforçados a partir de uma grande intimidade com Ele. Sem oração não iremos saber o que o Senhor quer de nós no meio do mundo. Precisamos cultivar nossa amizade com Jesus para termos força de introduzirmos o bem dentro do mundo.
Estamos carentes de pessoas que vivam com seriedade o mistério do chamado de Deus. Podemos ser até bons teóricos da Fé. Falta-nos a experiência de amor que é capaz de detonar o egoísmo vigente no mundo contemporâneo. Nós batizados (consagrados) somos enviados a irmos até as águas mais profundas, dentro e fora de nós mesmos. É desta verdadeira profundidade que a humanidade carece em relação aos que acreditam na Boa Nova da Salvação. O cristão se separa do mundo pela sua consagração batismal. Esta separação faz que ele entre no mundo com uma grande carga de amor que é capaz de transformar o egoísmo vigente.
O mal penetra em nossos corações através dos nossos apegos desordenados e pelo mal uso de nossa liberdade. Pelo “imediatismo” somos conduzidos ao “relativismo” que nos arrasta automaticamente para o “egoísmo”. O verdadeiro antídoto para este caminho de morte é a vivência da Fé, na Obediência a Deus, da Esperança, na Pobreza do despojamento e da Caridade na Castidade na vida Nova no Espírito Santo. Cada virtude é uma força nova para vencermos o mal que nos afasta da verdade de que fomos criados por Deus para um eterno convívio com Ele. 


“Senhor Jesus! Que tenhamos sempre coragem de lhe dizer sim em meio aos desafios da nossa história.”

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O PROFETA EM SUA CASA

 


“DEUS NOS AMA INDEPENDENTE DE NOSSA ORIGEM OU CONDIÇÃO SOCIAL”.


A Palavra de Deus exige de nossa parte uma aceitação plena. O plano de Deus sempre será um grande mistério para nossa vida enquanto estivermos neste mundo. Jesus não é valorizado em sua terra porque as pessoas não estavam olhando para o bem que realizava, mas sim para sua origem e condição social. Ele está presente nas nossas comunidades e em nossa vida. Precisamos reconhecê-lo para fazermos a sua vontade que é fonte da verdadeira felicidade para nós.

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EVANGELHO (Mc 06, 01-06):
Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

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“Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.

A pregação da Boa Nova de Cristo é um grande desafio para nós em todos os ambientes, especialmente entre aqueles de maior convivência conosco. Somos desafiados mais em nível de “ser” do que “fazer”. Devemos dar um verdadeiro testemunho do que acreditamos a partir de nossa vida, da forma como vivemos aceitando o que Deus nos pede. O cristão muda a realidade através da alegria de ser consagrado pelo santo batismo sentindo-se profundamente amado por Deus.
A afirmação de Jesus pode nos parecer inicialmente dura demais considerando a força e o poder que ele tinha por ser o Filho de Deus. Dentro do contexto do cristianismo é mais fácil de entendermos sua missão. Mas no judaísmo não é fácil compreender que Jesus seja o verbo encarnado, a segunda pessoa da Santíssima Trindade com a missão salvífica universal. Ele é verdadeiramente Deus e homem. Seremos felizes convivendo com ele como nosso verdadeiro amigo. Precisamos de um encontro pessoal com o Senhor. A partir daí irá nascer um cristianismo autêntico.
Deus se serve da simplicidade para se manifestar. Não deseja o luxo e as aparências externas que infelizmente muitas vezes arrastam a humanidade a sua própria destruição. Jesus trabalhou antes de sua vida pública. Foi uma pessoa comum dentro de sua cidade. Sua fama cresceu com os milagres que realizava e sua infinita sabedoria que era capaz de confundir as pessoas mais preparadas intelectualmente da época.
Os irmãos e irmãs de Jesus eram os seus parentes, que conviveram com sua vida simples e alegre em meio a sua família. Não podiam compreender os seus concidadãos que este jovem simples fosse verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Este é o centro de nossa fé cristã. Aceitar Jesus como sendo o Cristo (Ungido), é fundamental para a doutrina cristã. Através de sua aceitação descobrimos o Pai e vivemos a vida nova no Espírito Santo.
Somos desafiados hoje e sempre a trazer Jesus para a realidade em que vivemos. Cremos verdadeiramente na sua presença no meio de nós, nos Sacramentos, na Palavra e na comunidade dos que acreditam na Boa Nova? Será que a nossa atitude não é semelhante à atitude dos que rejeitaram a Cristo? Aceitá-lo de verdade é estarmos atentos a nossa conversão. Abertos ao que ele nos ensina através de sua Igreja.
Só poderemos “conhecer” a Cristo através da dimensão transformante do amor. Deus se revela aos humildes de coração. Aos que desejam a verdadeira felicidade que se encontra na coincidência da Vontade de Deus com a nossa vontade.

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“Senhor Jesus que possamos aceitá-lo em nossa vida e em nosso coração.”


segunda-feira, 22 de junho de 2015

FESTA DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO



 


“SÃO PEDRO E SÃO PAULO SÃO EXEMPLOS DE FIRMEZA NA FÉ”.

O exemplo de Pedro e Paulo, grandes expoentes do cristianismo, nos motivam a continuarmos firmes na fé. Até hoje a amizade destes dois homens com Jesus, embora em níveis diferentes, tem uma repercussão de grande vulto na história da humanidade. Percebemos em suas vidas duas formas distintas de seguimento de Jesus Cristo: Pedro foi discípulo direto de Jesus. Teve uma experiência de amizade e convivência com o Senhor. Paulo de “perseguidor” se torna anunciador da doutrina de Cristo através de sua experiência no caminho de Damasco. O Espírito Santo transformou sua vida. De grande conhecedor da lei judaica e de sua ortodoxia passa a ser um anunciador assíduo da verdade da presença de Jesus Ressuscitado. Os dois foram martirizados por se entregarem totalmente no seguimento do Senhor. Deus não escolhe os melhores, mas melhora os escolhidos. Vai modelando a vida daqueles que querem segui-lo com coragem e alegria.



EVANGELHO: (Mt 16, 13-19)
Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou alguns dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz é tu, Simão filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei a chave do Reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.


“Feliz é tu, Simão filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”.

Esta afirmação do Senhor Jesus a Pedro nos dá uma grande alegria e segurança e ao mesmo tempo um grande comprometimento com a realidade do seguimento de Cristo. Pedro recebe uma missão impossível pela sua capacidade e fragilidade, mas possível pelo poder do Espírito Santo que faz nova todas as coisas. Sua afirmação: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” confirma sua unção e sua futura missão de chefe da Igreja. Ela não tem origem humana, mas sim divina. A partir deste momento Pedro é escolhido para dar continuidade ao anúncio do Evangelho de Cristo em sua missão. O cristianismo se caracteriza pela tomada de consciência da importância da vida comunitária com a presença do Senhor Ressuscitado que a fomenta no amor. É um mistério pessoal de encontro com Cristo que se estende a toda comunidade dos que professam a fé no Ressuscitado.
A Igreja é uma sociedade dos que acreditam no mistério da presença de Deus Trindade dentro da história. O processo de aceitação do mistério cristão acontece dentro de uma relação comunitária. Aí encontramos o fato de que a Igreja de Cristo sempre será “perseguida” especialmente pela grande mídia que tem como característica o individualismo anti comunitário querendo levar as pessoas ao relativismo para que se tornem consumidoras de produtos que levam à alegria superficial. Os valores cristãos não são aceitos pela sociedade de consumo porque levam a partilha e a solidariedade. A Igreja sempre será uma pedra no sapato daqueles que se deixam guiar pelas suas paixões.
Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos. Já ouvimos muitas vezes este ditado e podemos perceber que é real tratando da vocação de Pedro. Era um pescador com pouca cultura, um homem simples. Sendo que possuía uma característica essencial para os que querem seguir a Cristo: era sensível ao plano de Deus, cultivava em profundidade a sua crença e sua amizade. Percebeu aos poucos e especialmente após a experiência de Pentecostes que somos realmente amados por Deus. A nossa vida não é uma mera coincidência. Há muitos intelectuais na Igreja e poucos que cultivam uma amizade profunda com Cristo que leva automaticamente até uma profunda conversão.
O mistério vocacional de Pedro se perde na história. Não sabemos o que motivou este homem a deixar tudo e seguir ao Senhor. Provavelmente, ele teve muitos momentos de dúvidas e sofrimentos sendo que jamais errou em suas decisões em relação à Igreja depois que recebeu o Espírito Santo a partir de Pentecostes. Ele soube deixar tudo para assumir o Tudo. Deixou o perecível para abraçar o imperecível.
Junto a Pedro celebramos a festa de Paulo. Um homem completamente diferente do primeiro, mas que soube acolher a vontade de Deus com a mesma sensibilidade. De perseguidor se torna anunciador de Cristo. Ele irá anunciar destemidamente a Boa Nova do Reino. É ele que dará corpo a toda à doutrina sobre o entendimento da pessoa de Jesus e sua missão. As pessoas que se fecham em suas ideologias materialistas jamais irão ler o que Paulo escreveu, pois ele nos apresenta a pura verdade em relação a nossa salvação. Jamais a grande mídia vai apresentar Paulo, porque sabe de sua importância e da verdade que escreve. Percebemos muitos escritos hoje que procuram desfazer a Igreja. Os individualistas jamais irão escrever algo sobre Paulo e sua conversão, pois ele atinge o cerne dos problemas da pessoa humana. Sua doutrina leva a verdadeira libertação dos apegos humanos para a valorização do essencial.
Quando buscamos humildemente a verdade somos tomados pela força de Deus nos tornando livres para anunciá-lo. A liberdade está unida a verdade juntamente com a Graça de Deus. Paulo também abandona seu “prestígio” para concretizar a vontade de Deus. Perde sua vida física pela coerência com a mensagem de Jesus. Hoje estamos carentes de pessoas que levam a sério a mensagem de Cristo em nível de experiência e não como mera teoria. O seguimento envolve toda vida da pessoa. Não é uma parte intelectual ou social, é um todo que absorve toda nossa ação.
O compromisso com a verdade pode nos levar a morte física, mas nos torna livres na eternidade. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo no monte Vaticano em Roma. Paulo foi decapitado fora dos muros de Roma. Tanto Pedro como Paulo foram pessoas limitadas, mas que levaram a sério o sentido de sua vocação. A humanidade precisa dos santos. De pessoas que levem até as últimas conseqüências a sua opção fundamental. Seu ideal de concretização da vontade de Deus em suas vidas.
Estamos numa grande crise de Fé que desemboca numa crise de relacionamento. O homem caminha para sua própria ruína quando pensa só em si mesmo sem partilhar sua vida com os demais. O “individualismo competitivo” pregado pela maioria dos meios de comunicação mina as bases do relacionamento humano. O exemplo destes dois homens deve nos arrastar a prática solidária do bem dentro da comunidade.
A busca da verdade e do bem faz que percebamos o quanto somos amados por Deus. Passamos a ter certeza que esta nossa existência é uma preparação para a vida definitiva. É o Divino Espírito Santo que nos dá o contato com esta realidade.


“Nós te pedimos Senhor a coragem e a alegria dos Apóstolos para vos seguir com alegria dentro das trevas do individualismo moderno”.








segunda-feira, 15 de junho de 2015

JESUS ACALMA A TEMPESTADE


“O SENHOR ESTÁ SEMPRE PRESENTE EM NOSSA VIDA. ELE TEM UM PLANO DE AMOR PARA NÓS SERMOS FELIZES ETERNAMENTE COM ELE”.

Jesus nos acompanha na caminhada de nossa vida. Ele permanece conosco nos ajudando a chegar até o Pai. No evangelho deste 12º domingo do tempo comum, percebemos que ele acalma a tempestade e exige uma atitude de fé da parte de seus discípulos que devem confiar e seguir em frente na missão. A humanidade caminha a passos lentos para uma verdadeira evolução porque se esquece com facilidade dos valores que Jesus nos deixou. Hoje temos muitas tempestades interiores e exteriores que só com uma profunda amizade com Deus poderemos acalmá-las fora e dentro de nós. A grande crise que a humanidade atravessa acontece dentro do coração da pessoa que não se sente amada e não sai de si para amar os seus semelhantes.

 


EVANGELHO (Mc 04, 35-41):

Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”




“Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”

O cristianismo nasce com o testemunho dos apóstolos. Eles tiveram uma experiência profunda com Jesus que mudou a direção de suas vidas. Jesus não é só um homem comum. Ele é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Tem as duas naturezas. Este é o diferencial que fez e que faz que milhares de pessoas do mundo inteiro reflitam sobre o verdadeiro sentido da vida. Se seguirmos Jesus que é o Cristo (Ungido), teremos a graça da vida eterna que todo ser humano almeja por perceber as limitações da existência presente que estamos vivendo.  
Muitos fatos aconteceram na vida de Jesus que confirmam sua missão salvífica. A tempestade acalmada é um dos exemplos dos fatos testemunhados pelos apóstolos durante a existência histórica de Jesus. Este fato pode ser interpretado hoje da seguinte forma: Ele vem para acalmar os corações daqueles que se perdem em seu próprio egoísmo. Percebemos um imenso avanço tecnológico com uma imensa crise afetiva dentro do coração das pessoas. É esta crise a que Jesus vem mudar através da concretização da fraternidade dentro do mundo.
Os discípulos são “testados” em sua fé no momento que mesmo estando com Jesus eles tem medo de perecer na agitação das ondas do mar. O que jamais seria possível pela própria presença do Filho de Deus. Muitas vezes somos tentados a temer as intempéries de nossa vida. Pensamos que Jesus está dormindo e não se preocupa com nossas fragilidades e medos.
Como cristãos somos chamados a viver em comunidade. Dentro desta vivência comunitária vamos crescendo na fé e na certeza da presença de Deus em nossas vidas. Não estamos abandonados pelo nosso Criador. Ele nos ama ao ponto de dar seu Filho para nos salvar. O medo é a característica daqueles que não experimentam o amor de Deus em suas vidas.
A barca representa a Igreja composta de pessoas pecadoras e limitadas, mas que está a caminho da santidade. O Senhor está presente nela e é melhor permanecer nela do que sair, pois desta forma seríamos facilmente afogados pelo mal. Aqueles que abandonam a Igreja estão pondo em risco a sua salvação.
A tempestade hoje pode ser vista como a própria instabilidade da vida. Os momentos de muita alegria e momentos de profunda tristeza que passamos em nossa peregrinação. O que importa é que o Senhor jamais nos abandona em nenhum destes momentos. Para termos mais segurança diante de nossas fraquezas precisamos cultivar a fé através da oração e da nossa ação solidária.
As provações que passamos não são obstáculos para chegarmos ao essencial. Muitas vezes elas nos ajudam a percebermos o quanto somos amados por Deus e que existem muitos valores que na realidade não tem valor algum para a nossa finalidade última.
Precisamos de uma luta constante na aceitação do mistério de Deus em nossa vida. Ter a certeza de que nunca estaremos sós e que por mais difícil que sejam as situações da nossa vida Ele jamais nos deixará órfãos.

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“Senhor Jesus acalme as tempestades que existem em nosso coração para percebermos o quanto somos amados.”