segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Somos operários da última hora

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“DEUS AMA TODAS AS PESSOAS DA MESMA FORMA. A NOSSA SALVAÇÃO ACONTECE NA ABERTURA AO SEU AMOR”.


A nossa relação com Deus sempre será misteriosa acontecendo sempre no âmbito da fé. Esta passa a ser a divisora de águas em nossa vida. Quando aceitamos de coração o que Deus deseja de nós nos comprometemos com seu amor. Ele dá a mesma oportunidade a todas as pessoas. Alguns aceitam antes e outros depois o seu infinito amor. Diante de Deus somos iguais e Ele deseja que façamos parte de sua felicidade profunda. O direcionamento da nossa liberdade é que irá fazer a diferença. A luta contra nós mesmos se faz necessária para educarmos a nossa liberdade na busca pela verdade.

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EVANGELHO (Mt 20, 01-16):

Naquele tempo, Jesus contou esta parábola a seus discípulos: “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça desocupados, e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados? Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos começando pelos últimos até os primeiros!’ Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: ‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualastes a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

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“Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence?”

A bondade infinita de Deus continua nos questionando fortemente. Especialmente por estarmos inseridos num mundo onde os valores materiais estão acima dos espirituais. A pessoa humana está sendo encerrada dentro de um conceito de compra e de venda. Não se está dando importância ao que ela pode ter de mais precioso em seu interior. A moda externaliza as pessoas fazendo que vejam só para o transitório.
Esta bondade ou graça está à disposição de todos nós desde antes de nosso nascimento. Deus não faz distinção de pessoas. O seu coração ama profundamente a todas as suas criaturas. Todos fazem parte de seu projeto de amorização. Quando olhamos para a profundidade de nossa vida percebemos que somos amados. O amor de Deus por nós é concreto e forte em nossa vida.
No fato de sermos gerados, percebemos que Deus depositou em nós 1000% de seu amor (amor inefável, fora da nossa compreensão racional). Somos suas criaturas prediletas. Amadas por Ele antes mesmo de nosso nascimento.
Esta parábola tem muito a ver com a propagação ou generalização da Graça de Deus. Todos são beneficiados da mesma forma pelo desejo de promoção que o Senhor tem em relação as suas criaturas. Deus é justo com todos. Procura dar sua salvação a todos que se abrem ao seu amor. Os caminhos e os tempos podem ser diferentes. A estabilidade do amor, que caracteriza o Ser de Deus, é estável e acontece com a mesma intensidade. A falha acontece na forma de nós recebermos este amor.

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Quando buscamos a santidade estamos em busca de uma estabilidade no amor na constante instabilidade da vida. Hoje somos envolvidos por um mundo de competição que visa o lucro e a prosperidade em um direcionamento errado. Até mesmo muitas religiões, que se consideram cristãs, pregam em seus discursos um negócio com Deus. O materialismo se infiltrou dentro do sentido religioso por ingenuidade das pessoas que estão carentes de uma verdadeira espiritualidade.
A verdadeira pregação cristã tem base na misericórdia e na solidariedade que terá como conseqüência a prática efetiva do bem. A pessoa fechada em si mesma jamais poderá encontrar as raízes da verdadeira felicidade. Devemos nos alegrar com a salvação que é dada de uma forma gratuita para todos. Alguns a recebem logo no início de suas vidas, através de suas famílias, outros irão se converter por outros meios. Vemos esta realidade no momento da morte de Jesus em relação ao bom ladrão que foi o primeiro santo canonizado pelo próprio Senhor. A fonte de misericórdia no coração de Jesus inundou a vida deste homem fazendo que toda sua existência fosse entregue nas mãos do Senhor.
Assim como Deus perdoa a todos da mesma forma Ele ama aos seus filhos e quer a salvação de todos sem exceção. Só poderemos entender o seu gesto se experimentarmos a verdadeira alegria que é fruto do altruísmo universal, ou seja, de nossa abertura de coração a todos que precisam de nosso auxílio.

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“Senhor Jesus fazei que sempre nos reconheçamos amados por ti.”


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O valor do perdão

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“O PERDÃO É RESULTADO DA EXPERIÊNCIA CONCRETA DO AMOR DE DEUS EM NOSSA VIDA”.



Dentro do mês da Bíblia, neste domingo, somos questionados sobre o sentido profundo de libertação que ocorre em nossa vida a partir do perdão. O perdão tem três dimensões fundamentais: recebemos de Deus, perdoamos a nós mesmos e perdoamos os nossos irmãos. Quando acontece esta experiência de perdão sentimos em nosso coração uma tremenda alegria. Quando falamos que o amor deve superar o ódio dentro do cristianismo, estamos falando na concretização do perdão que se torna para nós cristãos fonte da verdadeira felicidade.



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EVANGELHO (Mt 18, 21-35):

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com o que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei’. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti? O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.”    

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“Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

O perdão sincero é um dos desafios mais fortes que enfrentamos em nossa caminhada cristã. O gesto de perdão está ligado intimamente ao nosso contato com a verdade e humildade. Quando somos verdadeiros temos a coragem de perdoar. Somos também desafiados a vivermos hoje a antiga “correção fraterna”, que parece que está esquecida hoje devido ao profundo relativismo que vivemos.
Esta parábola contada por Jesus tem um significado muito atual para nós. Todos foram perdoados da grande dívida do pecado original e não temos direito de cobrar nada de nossos irmãos, pois somos devedores de nossa própria vida.
O perdão está relacionado com a palavra perda. Ele exige a perda de algo que temos para a realização de nosso próximo. O mundo em que vivemos está sobre uma forte tensão de falta de entendimento entre as pessoas. Este é o grande desafio universal que enfrentamos hoje. A falta de comunicação entre as pessoas faz que elas não se perdoem mais. Isto vai nos levando a um forte vazio existencial que nos leva a sucumbir em nossos empreendimentos.
A experiência cristã é experiência de misericórdia e perdão. Quando recebemos o perdão de Deus, nos perdoamos e sabemos perdoar a nossos irmãos. Quando isto acontece a nossa vida é transformada. Não podemos amar e odiar ao mesmo tempo. Deus já nos deu seu perdão definitivo com a entrega de seu Filho para nos salvar. Nada pode se comparar a esta atitude de entrega e misericórdia.
Estamos numa sociedade de cobranças. Cada um deve produzir para si mesmo a fim de alcançar uma realização pessoal. A proposta cristã é uma proposta comunitária essencialmente. É na partilha que o homem se realiza. Enquanto nossos relacionamentos não forem melhorados estaremos sempre na superficialidade.
Todos somos endividados em relação à misericórdia de Deus. Somos limitados pela nossa própria administração do que Deus nos proporciona. Pedro imagina que sete vezes seria suficiente no sentido de um perdão perfeito, legal e não um perdão misericordioso que não se recorda mais da dívida. Deus é capaz de nos perdoar desta forma por nos amar de um jeito absoluto. Ele nos ama como somos e em conjunto dentro de nossas relações.
O que recebe perdão tem a responsabilidade de perdoar. Todos fomos perdoados, por esta razão não podemos querer exigir de nossos irmãos aquilo que recebemos de graça. Na realidade o perdão é um processo que faz parte da amorização que o Senhor quer que vivamos nesta vida.
Quando estamos imbuídos do Espírito Santo nosso amor se torna comunitário. Começamos a valorizar a existência dos outros que passam pelo mesmo processo que o nosso. Todo cristão é desafiado pela prática do perdão que só será possível na abertura e aceitação da realidade do amor de Deus presente em nós desde a nossa origem.

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“Senhor Jesus ajudai-nos a entender o quanto temos que perdoar para sermos felizes.”













segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Oração e misericórdia


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“A ORAÇÃO UNIDA A MISERICÓRDIA FAZ QUE O CRISTÃO SEJA UM AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO DA HISTÓRIA”.


Estamos no mês da Palavra de Deus. A Bíblia unida ao ensinamento do magistério da Igreja é a grande fonte onde encontramos o que Deus deseja de cada um de nós em particular e na nossa vivência comunitária. Jesus nos pede no evangelho deste domingo que sejamos autênticos com nossos irmãos sabendo viver a “correção fraterna” quando necessária. O tema da oração também se faz presente. Pela oração somos fortificados em nossa fé. Quando oramos em conjunto este nosso clamor chega a Deus e Ele nos atende.

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EVANGELHO (Mt 18,15-20):

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou aí, no meio deles”.

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“Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou aí, no meio deles”.

O tema da fraternidade sempre esteve presente no cristianismo desde Pentecostes. A presença do Espírito Santo na comunidade apostólica foi a força permanente de unidade que percebemos ainda hoje na Igreja. Quando absorvemos com alegria o que o Senhor nos pede somos imbuídos de espírito fraterno. Esta fraternidade cristã só é possível no momento em que somos verdadeiros consigo mesmos e com nossos irmãos. A humanidade caminha para sua própria ruína se não perceber o seu valor comunitário. Jesus veio até nós para nos ensinar que a essência de nossa vida é nos construirmos construindo os outros. O ensinamento de Jesus serve para todo ser humano. Devemos praticar o bem e evitar o mal. Descobrir a alegria do despojamento em nossa vida. Saber perder para ganhar. Hoje muitas pessoas querem ganhar e acabam perdendo. O egoísmo não oferece nada ao ser humano.
Não existe pai que não queira ver seus filhos felizes entre si em comum acerto. A grande consequência do pecado original foi a competição entre os irmãos. Infelizmente estamos sendo preparados para competir e não para promover o outro. Esta é uma fonte de infelicidade e frustração que a maioria das pessoas assume em suas vidas. Percebemos na vida dos santos que a experiência de Deus leva imediatamente a experiência dos irmãos. Quando nos amamos de verdade participamos da felicidade que Deus preparou para nós.
A grande característica de que estamos concretizando a vontade de Deus acontece quando partilhamos nossa vida dentro da comunidade. Deus está no meio daqueles que procuram ser igual a Ele.
Deus Trindade é a verdadeira comunidade. Nosso Criador nos fez para a partilha. Nela encontramos a nossa razão de ser. Somos participantes do mistério de Deus à medida que buscamos a solidariedade de nossa existência. Através da vida de oração descobrimos quem é Deus e quem somos nós.
O conhecimento e a técnica devem estar a serviço da verdadeira realização do homem. Notamos cada vez mais uma grande evolução na humanidade em alguns aspectos. Por outro lado ainda vemos pessoas que morrem de fome, que não tem o básico para sua sobrevivência. Somos irmãos, não podemos esquecer-nos desta realidade.
Estamos dentro de um surto fortíssimo de depressão, há um grande consumo de remédios para regular nossas ansiedades. Percebemos a grande crise afetiva em todas as partes. O vazio absoluto que existe em nosso coração só pode ser preenchido pelo absoluto de Deus, do contrário, caminhamos para a verdadeira morte que é o isolamento.
Quando amamos o próximo estamos nos amando, sendo que o amor é exigente. É promoção do outro dentro de sua realidade. Amar também é sofrer e ser mártir. As crises nas famílias têm suas raízes no esquecimento de que toda vocação é um desafio. Colocar Deus em primeiro lugar é retirar todo egoísmo de nossas intenções.
Vamos nos utilizar da Palavra de Deus para encontrarmos a fonte dos verdadeiros valores que irão nos levar a viver uma vida nova no desafio do espírito comunitário.

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“Senhor Jesus que possamos entender cada vez mais o significado de sua vinda até nós.”