segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O QUE FOI UNIDO POR DEUS O HOMEM NÃO PODE SEPARAR


“DEUS UNIU O HOMEM E A MULHER PARA QUE O MUNDO FOSSE MELHOR”.


O matrimônio é uma instituição divina. Deus criou o homem e a mulher para se unirem no milagre da criação e da formação afetiva de novos seres humanos. A família é a célula mãe da sociedade. O inimigo de Deus sabe da importância do matrimônio e do sacerdócio. Percebemos hoje o ataque explícito dele em relação a estas duas fontes de realização plena da pessoa. O que seria do mundo sem a família e sem o sacerdócio? Vamos rezar neste mês missionário para que todos possamos assumir nossa consagração batismal e darmos testemunho da nossa fé no Cristo Vivo e Ressuscitado presente em nossa vida.



EVANGELHO (Mc 10, 02-16):
Naquele tempo, alguns fariseus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher. Jesus perguntou: “O que Moisés vos ordenou?” Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”. Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés vos escreveu este mandamento. No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!” Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto. Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”. Depois disso, traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “Deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o reino de Deus é dos que são como elas. Em verdade vos digo: quem não receber o reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.


“Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”

O plano de Deus em relação ao homem é que ele participe de sua felicidade. Somos criados a imagem e semelhança de Deus para participarmos plenamente de sua realização. Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem veio nos afirmar os pontos necessários para nossa verdadeira realização. A família é uma instituição divina, nela crescemos e nos formamos nos principais valores que são essenciais para nossa vida. Em nossa família crescemos em nossas relações afetivas e somos capazes de sair de nosso egoísmo para irmos de encontro às necessidades de nossos irmãos.
A pessoa jamais será feliz fazendo o seu plano ser diferente do plano de Deus. Ele criou o homem e a mulher para serem felizes dentro de seu plano de amor. Tanto um como outro não vivem numa competição, como muitas vezes somos forçados a pensar através da “ditadura do relativismo” apresentada pelos meios de comunicação, mas sim uma auto complementação. A mulher é tirada, simbolicamente, da costela do homem para que os dois possam caminhar juntos, para que os dois possam crescer juntos, favorecendo a vida de outros seres humanos. Não existe amor sem saída e despojamento por isto hoje está muito difícil de entender o que significa amor. Sem a perda de algo não poderemos nos unir ao Senhor. Todo gesto de amor é um gesto de perda que se torna um grande ganho como vemos no gesto de Jesus no Calvário quando deu sua vida para nos salvar.
Jesus não está brincando quando diz que o matrimônio é indissolúvel. A bênção de Deus permanece com aqueles que assumem este sacramento. O que é abençoado por Deus não pode ser desfeito pelo homem. Há uma grande diferença dos que são abençoados para viverem juntos e os que assumem uma vida independente da bênção de Deus. O amor de Deus por nós não é relativo. Ele é fiel à busca de realização de suas criaturas. As coisas sagradas são diferentes do que é mundano. Por esta razão toda vocação exige uma preparação e uma convicção interior.
O mundo em que vivemos é cheio de infidelidades porque as pessoas ainda não descobriram o sentido mais profundo de suas vidas. Preferem viver no imediatismo, nas relações superficiais do que uma relação de profundidade e comprometimento onde uma pessoa deve saber “perder” para a outra.
Jesus valoriza a presença das crianças. Devemos ser semelhantes a elas se queremos alcançar a felicidade em nossos relacionamentos. As crianças estão mais abertas ao mistério pela sua própria pureza e fragilidade. O que mais impede as pessoas de se relacionarem é o orgulho e a vaidade. Ninguém quer abrir espaço para o outro ganhar e com este estilo de vida ninguém cresce.
O homem é incapaz de ser feliz por suas próprias forças sem o relacionamento com o mistério de Deus. Devemos tomar consciência de que estamos indo em direção ao Eterno. Somos peregrinos nesta vida. Não podemos nos apegar a nada que prejudica nossa comunicação com aquele que justifica nossa existência.
Uma pessoa que cresce dentro de uma família onde são cultivados todos os valores essenciais é capaz de enfrentar as dificuldades que todos passamos ao nos desenvolver. Precisamos rezar muito pelos nossos jovens que se preparam para o matrimônio. Rezar para que sejam cada vez mais conscientes do grande compromisso que irão assumir.



“Senhor Jesus Cristo que sejamos seus servos na simplicidade e no amor”.
















segunda-feira, 21 de setembro de 2015

SABER CORTAR O MAL E ADICIONAR O BEM


 

“PARA SEGUIRMOS A CRISTO PRECISAMOS NOS DESAPEGAR DE TUDO QUE NOS AFASTA DELE”.


O seguimento de Jesus é um grande desafio que exige desapego de todas as tendências erradas que temos que nos levam ao egoísmo. Somos limitados, mas devemos superar nossas limitações para concretizarmos o que o Senhor pede para nós. Jesus é exigente no evangelho: sem saber perder o supérfluo não se poderá atingir o essencial. A conversão é uma tarefa para toda vida. Tentar descobrir o que o Senhor nos pede é o nosso desafio. Devemos selecionar aquilo que é mais importante em detrimento do que não nos levará à vida eterna.

 




EVANGELHO (Mc 09, 38-43.45.47-48):

Naquele tempo, João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor. Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho no pescoço. Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, ‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”.



“Se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho no pescoço”.

O amor verdadeiro é transformante da pessoa que ama e da que recebe o amor. Como cristãos temos uma grande responsabilidade de mudar a direção da humanidade através da experiência concreta de Deus que sentimos em nosso coração. A Palavra de Deus é a receita para nos adentrarmos em nosso coração e percebemos a presença de Deus em nossa vida e dentro da comunidade.
O cristão é reconhecido antes pelo seu ser do que pelo seu fazer. O escândalo é um contra testemunho. Escandaliza aquele que aparentemente crê e depois com sua vida diz não crer. Um verdadeiro testemunho pode converter milhares de pessoas, é um sinal que orienta as pessoas ao bom caminho. Nós devemos ser aquilo que professamos em nossa fé.
O mundo está muito voltado ao fazer e construir. As pessoas estão com problemas de saúde por não terem tempo para pensar e se divertir. Percebemos uma diferença entre ativismo e atividade. O ativismo é fruto de nosso imediatismo. Buscamos o nosso bem sem buscar o sentido do bem comum. A atividade é consequência de uma experiência interior de Deus em nós. Tanto o ativismo como a atividade não se medem pelas coisas que são feitas, mas sim o “como” são realizadas. O ser sempre está acima do fazer e construir. A pessoa humana tem algo dentro de si muito mais importante que as aparências que é sua união com Deus. Quando estamos em “estado de Graça” somos felizes porque sentimos em nosso coração uma grande felicidade que é fruto de nossa obediência a Deus.
Quem são os pequeninos que Jesus nos fala? São aqueles que estão iniciando a sua caminhada de fé. Somos responsáveis por eles dentro da comunidade. Devemos orientá-los na caminhada de fé. É certo que não poderemos deixar de mostrar a realidade de nossas limitações, mas devemos respeitar o processo de conversão que cada um vive de forma diferente. Os humildes estão aptos para conhecerem as verdades de Deus. O orgulhoso crê que sozinho poderá construir alguma coisa e acaba se fechando em si mesmo.
Se algum membro pecar é melhor cortá-lo do que entrar com todo o corpo no inferno. Este membro pode ser uma pessoa da comunidade como algo que nos prejudica em relação a nossa comunicação com Deus. Devemos ser radicais conosco mesmos e pacientes com nossos irmãos. A nossa existência não é uma brincadeira. Estamos aqui para amar e servir a Deus nos preparando para o eterno convívio com Ele.
O cristão pelo seu batismo assume o martírio que antes de tudo é uma adesão sistemática ao plano de Deus do que uma morte cruenta pela fé. Os mártires chegaram ao seu radicalismo porque eram já mártires todos os momentos de suas vidas na aceitação do mistério de Deus. O grande Sim do martírio depende dos pequenos sins dado no dia a dia.
Somos responsáveis pela salvação de nossos irmãos. Através de nossa experiência de fé ajudamos a muitos irmãos nossos a redescobrirem o imenso amor que Deus sente por nós.
Não podemos deixar de querer bem os nossos irmãos que não são católicos, mas devemos rezar muito pelos católicos que abandonam a Santíssima Eucaristia e a devoção a Nossa Senhora para irem para outras religiões, pois estes estão pondo em risco a sua salvação.

 

“Senhor Jesus Cristo que sejamos seus servos na simplicidade e no amor”.




























segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O MAIOR É O QUE SERVE MAIS



O MAIOR NO REINO DOS CÉUS É O QUE SE DESPOJA MAIS E SERVE MAIS”.

O verdadeiro discípulo de Jesus entrega-se totalmente ao Reino sem buscar uma compensação humana. Jesus vem sempre com a cruz. Esta cruz se transforma no decorrer de nossa vida conforme vamos aceitando o que Deus nos propõe. Os grandes heróis da Igreja foram aqueles que souberam renunciar a si mesmos para concretizarem o que o Senhor lhes pedia. Temos que nos entregar ao Senhor sem nenhuma reserva. Devemos ser verdadeiros servos do amor de Deus no mundo. O maior é o que serve mais e tem mais capacidade de despojamento.




EVANGELHO (Mc 09, 30-37):

Naquele tempo, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galiléia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens e eles o matarão. Mas, três dias após a sua morte, ele ressuscitará”. Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?” Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a disse: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo não a mim, mas àquele que me enviou”.

Resultado de imagem para JESUS FALA SOBRE O SERVIÇO

“Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!”

Desde o início da humanidade percebemos nas características fundamentais do ser humano certo desejo de se sobrepor aos demais, seja no sentido físico, espiritual, intelectual, social e político. A ânsia pelo poder parece ser algo inerente à pessoa humana. O cristianismo vai apresentar uma visão diferente em relação a este desejo: o poder passa de uma força de individualismo para uma força de solidariedade e serviço aos irmãos. O que serve mais deve ser o que mais comanda. Os discípulos de Jesus ainda não entendiam o significado do Reino. Pensavam unicamente em um poder temporal. Jesus tem a visão divina e coloca o Reino em uma dimensão muito mais profunda: crescimento progressivo no amor a Deus e aos irmãos.
Jesus não foi compreendido pelo seu povo porque confundiu o sentido do poder. Relativizou os judeus e os romanos. Uns porque se utilizavam da lei judaica para se manterem no poder e outros pelo seu imperialismo. Ninguém teve mais poder na face da terra do que Jesus Cristo e ele se colocou como servo para nos ensinar o sentido de nossa vida.
A atitude de Jesus colocar uma criança no meio dos discípulos questiona a todos.  As crianças apresentam quase que naturalmente, uma humildade que leva a uma plena aceitação do mistério de Deus. Quando somos humildes estamos abertos à ação da Graça de Deus. O valor do discípulo está ligado a quem ele segue e não a ele em si mesmo. Quanto mais nos abrimos à revelação, mais aumenta a missão. Deus se revela para que sejamos servos.
Jesus dá a sua vida por nós. No início era difícil aos seus seguidores entender o valor do seu gesto. Ele sofre por nós para que nós sejamos livres do sofrimento. Quando os discípulos discutem sobre quem será o maior entre eles Jesus apresenta a realidade dos que realmente querem dar o seu sim ao Plano de Deus: ama e serve mais quem é capaz de dar a vida pelo Reino.
O serviço verdadeiro deve ser fruto de uma experiência interior de amor ao essencial. O crer em Deus inclui o sabermos aceitar a sua vontade nos tornando mais livres de nós mesmos. Jesus se faz servo de todos para nos conduzir a verdade que é um processo de libertação do egoísmo.

 


 “Senhor Jesus Cristo que sejamos seus servos na simplicidade e no amor”.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

VALOR DA RENÚNCIA NO SEGUIMENTO DE JESUS


“NÃO HÁ COMO SER DE JESUS SEM ABRAÇAR SUA CRUZ”.

O conhecimento da pessoa de Jesus é fundamental para seguirmos seus ensinamentos. O questionamento sobre sua pessoa foi sempre o grande desafio para os crentes. Jesus é verdadeiramente Homem e verdadeiramente Deus. Ele tem as duas naturezas, humana e divina. Neste mistério está a chave da compreensão do cristianismo. Somos constantemente testados em nossa fé, especialmente hoje em que o materialismo nos arrasta até falsas religiões que pregam uma satisfação momentânea para a pessoa afastando-a de seu sentido último. Jesus continua sendo “intragável” por aqueles que rejeitam a cruz e querem um sentido cômodo para suas vidas. Jesus não vem sozinho. Apresenta a cruz unida a ressurreição.

 

EVANGELHO (Mc 08, 27-35):
Naquele tempo, Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesaréia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros ainda, que és um dos profetas”. Então ele perguntou: “E vós quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a seu respeito. Em seguida começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do homem deveria sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da lei; devia ser morto e ressuscitar depois de três dias. Ele dizia isto abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro dizendo: “Vai para longe de mim, satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”. Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho vai salvá-la”.


“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho vai salvá-la”.

A compreensão exata da pessoa e Jesus e sua missão é fundamental para vivermos nossa vida cristã em meio às instabilidades que enfrentamos em nossa vida. Pedro afirmou a messianidade de Jesus, mas não compreendia o que isto implicava como consequência. Seguir a Cristo é seguir o crucificado. É renunciar as coisas gostosas aparentemente, para se assumir o Bem. Nem tudo que é gostoso é bom para nós. Jesus quer nos levar além das aparências, a uma vida nova no Espírito Santo.
Pedro ainda estava seguindo a Jesus pelas vantagens que ele poderia apresentar. Vemos isto em certas pregações que se fazem fora da Igreja em relação a Jesus. Seguimos a Cristo como um todo. Não podemos separá-lo da Eucaristia e de sua Mãe a Virgem Santíssima. Hoje, como cristãos, devemos promover a unidade em torno da pessoa de Jesus. Ele está vivo no meio de nós. Esta é a realidade que jamais podemos esquecer.
As nossas atitudes muitas vezes se assemelham as atitudes de Pedro. Queremos o messias, mas não queremos a missão que vem por detrás de sua aceitação. Olhando para nossa história percebemos muitos cristãos católicos com uma fé muito fragilizada. Não estudam a Palavra de Deus, não estudam os Santos Padres da Igreja e o catecismo. É certo que são presas fáceis do inimigo que nos afasta da verdade. Precisamos reforçar nossa fé através da oração e da reflexão da verdade sobre nossa vida. Somos criaturas frágeis, precisamos da força do Espírito Santo para não cairmos na tentação de assumirmos um cristianismo frágil longe da graça de Deus.
Quem é Jesus para nós? Um personagem da história, ou nosso Salvador? Dependendo desta visão será nosso proceder. Se nos entregarmos a Deus seremos felizes. Sentiremos em nosso coração a alegria dos filhos de Deus e não uma alegria momentânea como a grande mídia nos oferece.
Somos felizes seguindo o que a maioria segue? Esta é uma pergunta que deve ser respondida pela nossa consciência. Deus nos ama muito. Nada se iguala ao seu imenso amor. Nenhuma fortuna do mundo é comparada ao amor que Deus sente por suas criaturas. Precisamos rezar mais e agir mais conforme a vontade de Deus para sermos hoje os messias que Deus espera de nós.


“Senhor Jesus Cristo nós queremos lhe aceitar como um todo em nossa vida.”





segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A CURA DO SURDO MUDO




“A FÉ NOS CURA DOS MALES FÍSICOS E ESPIRITUAIS”.

Jesus conhece perfeitamente as necessidades das pessoas. Ele se dispõe a curar a todos que se sentem dependentes de Deus através da humildade. Somos convidados a abrir-nos a Palavra de Deus para sermos curados de nossas deficiências sendo que a pior delas é o nosso fechamento ao que Deus quer de nós. Este fechamento nos faz doentes em relação ao amor de Deus. O mês de setembro é dedicado a Palavra de Deus. A Bíblia é a herança que recebemos de Deus para podermos acertar na peregrinação desta vida. É o único livro que fala da origem e do destino do homem. Ela deve ser lida com o coração para que fermente em nós na luta pela concretização da vontade de Deus na batalha contra nosso próprio egoísmo.




EVANGELHO (Mc 07, 31-37):

Naquele tempo, Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!” que quer dizer “abre-te!” Imediatamente seus ouvidos se abriram sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.



“Ele tem feito bem todas as coisas: aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”.

O Reinado de Deus é um reinado de “libertação integral” da pessoa que nos prepara para a vida definitiva. Jesus é o Cristo, ungido, o Messias. A segunda pessoa da Trindade que veio nos ensinar o que é essencial para crescermos em nosso processo de aceitação do amor de Deus. Jesus Cristo é o centro do projeto de salvação de Deus para a pessoa aprisionada pelas consequências do pecado original. Cultivar a amizade com Jesus e obedecê-lo é a forma para um dia termos a mesma experiência que ele teve da ressurreição passando inevitavelmente pelo caminho da cruz e do despojamento.
A maior deficiência que podemos ter em nossa vida é o fechamento para Deus, para conosco mesmos e para nossos irmãos. Jesus cura o surdo fazendo que ele se abra para a vida. Quando ele começa a escutar, já tem condições de se comunicar melhor. Jesus cura o surdo-mudo em particular leva-o a um lugar separado. Deus nos ama em nossa particularidade. Nós seremos transformados pelo seu amor dentro de nossa realidade através da Fé, da entrega ao mistério de amor que Ele nos reserva. Cada um de nós tem um carisma para edificar o povo de Deus. Não somos curados para nós mesmos, mas em função da missão que o Senhor nos dá de sermos instrumentos de salvação para o mundo.
Os sinais do Reino são sinais de transformação: os surdos ouvem e os mudos falam. Quando a Palavra de Deus penetra em nossa vida somos novas criaturas. Estamos aptos para vivermos uma vida nova. Jesus não só cura o físico, mas restitui a dignidade perdida daquele que não podia mais se comunicar. Temos oportunidade de nos expressarmos e sermos livres em nosso pensamento. Percebemos grandes interesses de se manter a pessoa alienada de sua própria realidade. Hoje vemos uma falsa cultura que arrasta as pessoas a pensarem só em si mesmas vivendo no egoísmo. Esta falsa cultura transmite a mentira que anda de braços dados com a vaidade e o orgulho levando a pessoa a se “sentir bem” aparentemente sendo na realidade um agente de morte e não de vida.
Estamos num mundo cheio de contradições. Existem muitos “meios” de comunicações, mas nunca nos comunicamos com tanta imperfeição como agora. Jesus toca na língua do doente, coloca a sua saliva. Precisamos da saliva de Jesus para vivermos conformes a Palavra de Deus. Nossa palavra deve ser tomada pela Palavra de Deus para edificarmos a Igreja. Precisamos ser curados do pecado da língua ou da maledicência. Falamos o que não devemos e deixamos de falar o que deveríamos falar. Muitas vezes nos detemos nos aspectos negativos da vida das pessoas e nos esquecemos que também somos limitados. Devemos aprender a refrear a língua quando percebemos algo negativo em nossos irmãos. Isto poderá ser para nós uma grande fonte de santificação.
Como cristãos somos desfiados a vivermos uma vida de profunda santidade nos transformando desde dentro. O nosso coração deve só fermentar o bem para podermos ser felizes. Devemos também ajudar aos nossos irmãos no seu processo de cura e libertação. Em primeiro lugar com a nossa alegria e otimismo que são frutos de nossa oração e da consciência do porque estamos nesta vida. Depois com a vida em comunidade que continua sendo o grande desafio da vivência cristã.
Jesus quer que sejamos abertos ao amor e fechados ao nosso próprio egoísmo que é fonte de tristeza e infelicidade em nossa vida. Só o amor poderá construir algo. Devemos estar preparados com todas as nossas forças para darmos testemunho daquilo que cremos e pela vivência sermos um sinal de transformação no mundo.

Resultado de imagem para JESUS CURA UM SURDO E MUDO

 “Senhor Jesus Cristo que sejamos sempre abertos ao seu infinito amor para sermos sinal de alegria e transformação para o mundo.”



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O IMPORTANTE É O QUE SAI DE DENTRO DE NOSSO CORAÇÃO




“DENTRO DE NOSSO CORAÇÃO É QUE SURGEM AS NOSSAS ATITUDES”.


É dentro do coração da pessoa humana que surgem tanto as coisas boas como as más. Com a graça de Deus devemos sempre procurar ter boas intenções. Somos desafiados constantemente como cristãos a transformar o egoísmo existente dentro do mundo em atitudes de solidariedade e amor através do cultivo da Graça de Deus. Jesus questiona a atitude daqueles que se preocupam com uma limpeza exterior formal se esquecendo da pureza interior na busca de uma verdadeira conversão.

Resultado de imagem para O IMPORTANTE É O QUE SAI DO CORAÇÃO DO HOMEM


EVANGELHO (Mc 07, 01-08.14-15.21-23):
Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. Os fariseus e os mestres da lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”.


“O que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior”.
O fenômeno religioso sempre inclui algumas normas morais, ou formas de ser que variam conforme a reflexão religiosa. O judaísmo é uma expressão religiosa revelada por Deus a um povo simples e incapaz, de por suas próprias forças, chegar ao nível de reflexão que este pensamento religioso chegou. As culturas da época antiga foram incapazes de chegar à revelação que o povo judeu chegou. Não resta dúvida de que Deus se manifestou ao povo de Israel que infelizmente, aos poucos, foi se deteriorando na sua originalidade. Foram criadas muitas normas e rituais que aos poucos foram perdendo seu sentido. A Lei se resumia em 613 preceitos, 365 proibições e 248 mandamentos. Na realidade entraram muitos aspectos de higiene e comportamento que se afastaram do princípio de tentar ser como imagem de Deus no mundo.
Jesus vem trazer a Boa Nova da Salvação que não fica só dentro das fronteiras do judaísmo. Ele quer a pureza das nossas intenções que valem mais que nossos atos isolados. Se somos criados pelo amor e para o amor, toda a nossa originalidade se relaciona com nossas intenções mais profundas. Devemos amar a Deus, a nós mesmos e ao próximo com todas as nossas forças nos utilizando de todos os meios para que esta realidade seja concretizada em nossa vida.
Às vezes podemos cair no mesmo erro que os judeus da época de Jesus. Fixar-nos em valores morais externos a nossa pessoa. Podemos ser “puros” no sentido físico, mas impuros no sentido espiritual. Somos desafiados a ver os aspectos positivos de nossos irmãos especialmente dentro das nossas comunidades. As pessoas são profundamente limitadas. Não podemos ficar ancorados em nossas limitações e nas limitações de nossos irmãos. Muitas pessoas são impedidas de receber Jesus na Eucaristia por não estarem numa situação de legítima união matrimonial, no entanto há pessoas que perdem tempo falando “mal” dos irmãos. Estes na verdade jamais deveriam de receber Jesus na Eucaristia que é sinal de amor fraterno sem restrições.
Deus criou todas as coisas para a nossa felicidade. Se olharmos o mundo e os nossos irmãos com o mesmo olhar de Deus, iremos perceber tantas coisas boas que não são aproveitadas e tantas coisas más que fazem que as pessoas se arrastem sobre elas.
A verdadeira pureza de coração consiste em tentar olhar para o mundo como Deus olha. Ter um olhar de amor e passar pelo relativismo do mundo com a grande objetividade de fazer a vontade de Deus. Quando o amor de Deus passa por nós, somos novas criaturas e vemos a realidade de forma diferente.
Vamos rezar sempre ao Divino Espírito Santo para que possamos ser puros de coração e ver a pureza de nossos irmãos e sua capacidade de crescerem constantemente no amor de Deus. Que sejamos transformados pelo seu infinito amor.


“Senhor Jesus Cristo, ajudai-nos a viver uma vida de pureza percebendo sempre sua presença em nosso meio”.





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

PALAVRA DE VIDA ETERNA





“SEGUIMOS A CRISTO TENDO A CERTEZA DE QUE VIVEREMOS COM ELE NA ETERNIDADE”.

No seguimento de Jesus Cristo encontramos alegrias e tristezas. Momentos de solidão espiritual e de grande júbilo. Entre os altos e baixos temos a certeza que este caminho nos leva à eternidade. Pedro novamente professa esta realidade para Jesus quando acontece a crise da aceitação de Jesus como Pão da Vida. Dentro do mês vocacional celebramos a vocação dos leigos. Os leigos são pessoas comprometidas nos diversos trabalhos dentro das comunidades. Eles têm uma importância fundamental para a evangelização. Quando assumimos o nosso batismo, nos comprometemos com o todo do Cristo. Somos alimentados por Ele para levarmos sua mensagem a todos os ambientes onde nos encontrarmos.




EVANGELHO (Jo 06, 60-69):

Naquele tempo, muitos dos discípulos de Jesus que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não crêem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. E acrescentou: É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vós quereis ir embora?” Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus.



“A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.

O texto do Evangelho de São João neste capítulo seis é um dos mais radicais da Sagrada Escritura. A aceitação de Jesus como “Pão da Vida” se faz necessária para a nossa salvação. Neste momento surge a “grande crise” em que os discípulos que seguiam a Jesus, uma parte deles, irão abandoná-lo por acharem suas palavras muito duras. Por que duras? Porque muitos queriam um Cristo que resolvesse seus problemas momentâneos. Um messias político que resolvesse o problema social que o povo estava enfrentando. Hoje estão sendo criadas muitas religiões que procuram satisfazer a pessoa e não levá-la a verdadeira conversão. O verdadeiro seguimento de Jesus Cristo se faz muitas vezes na dor da partilha e da solidariedade. Devemos ter como objetivo a vida eterna para passarmos pelos sofrimentos momentâneos que são inerentes ao seguimento de Jesus.
O crer em Jesus é aceitar todo o seu processo de salvação. Não podemos dividi-lo em partes conforme nossa vontade. Quando Jesus fala que é o espírito que dá a vida, ele nos afirma que já temos presente em nossa existência o essencial para a nossa salvação. A palavra de Jesus é que nos leva a verdadeira vida. Percebemos muita oposição a esta verdade presente no imediatismo que o mundo vive. Somos arrastados a ir de encontro ao mais cômodo deixando de lado, muitas vezes os sacrifícios da vida, que vão nos forjando para o essencial.
A resposta de Pedro é cheia de fé e esperança no Senhor. Mesmo que o mundo nos ofereça muitas vantagens, elas são ilusórias em relação aos valores eternos. Podemos associar esta resposta de Pedro ao momento em que ele professa a sua fé em Jesus como sendo o Cristo, o Filho de Deus (Mt 16, 16). O plano de Deus em relação à salvação da humanidade é claro e objetivo. Ele não muda sua palavra e suas atitudes como muitas vezes nós gostaríamos que fosse.
Muitos cristãos consagrados pelo batismo se afastam de Jesus para tentar encontrar outras respostas no relativismo que a sociedade oferece. Até mesmo o próprio nome de Jesus é usado para afastá-lo dele. Ele é o pão vivo que desceu do céu para nos salvar. Para nos alimentarmos dele precisamos nos despojar de nós mesmos para sermos realmente livres na verdade. O encontro com Jesus na Eucaristia vai mudando o coração do homem fechado em si mesmo para uma abertura ao amor universal.
Temos que ter a mesma coragem que Pedro teve de responder a nós mesmos que o seguimento de Jesus Cristo é o essencial em nossa vida para não nos perdermos nas coisas transitórias.
A presença de Jesus na Eucaristia é o maior tesouro que temos em nossa vida. Ele está no meio de nós. Devemos confiar nesta realidade e apresentar tudo o que somos nossas limitações e dificuldades para nos tornarmos novas criaturas em seu amor.




 “Senhor Jesus ajuda-nos a olhar sempre para o que não passa para passarmos sobre o que passa”.