segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

BATISMO DE JESUS





 “A SANTÍSSIMA TRINDADE SE MANIFESTA NO BATISMO DE JESUS”.

Celebramos neste próximo domingo, a festa do Batismo do Senhor. Podemos nos perguntar sobre a necessidade de Jesus ser batizado e qual era sua relação com João Batista. Ele é o próprio autor do Batismo como sacramento e não mais como um sinal penitencial. Os planos de Deus perpassam nossas limitações. Jesus o Filho de Deus quer viver em sua vida os valores essenciais que levam a um profundo relacionamento com o Pai. Após sua morte e ressurreição o batismo de penitência passará a ser uma nova vida na Graça do Espírito Santo. Todos que quiserem viver a felicidade que Deus nos proporciona terão que negar a si mesmo e vencer seu egoísmo. Quem recebe o Batismo é convidado a testemunhar a presença de Jesus Cristo no mundo.



EVANGELHO (Mt 03, 13-17):

Naquele tempo, Jesus veio da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. Mas João protestou, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” Jesus, porém respondeu-lhe: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!” e João concordou. Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: “Este é meu Filho muito amado, no qual eu pus o meu agrado”.




“Este é meu Filho muito amado, no qual eu pus o meu agrado”.

Não é tarefa fácil descobrir o que o Senhor tem planejado para a nossa salvação e qual é o significado dos gestos de Jesus. Deus tem um plano de amor para com a humanidade e podemos dizer que se coloca no próprio plano do homem, muitas vezes em deterioração, para salvá-lo de seu próprio egoísmo. A festa do batismo do Senhor nos recorda o nosso batismo.
Os cristãos têm o compromisso de “cristianizar” o mundo através do amor. O sacramento do batismo é o ingresso na vida nova nos dada pela salvação em Jesus Cristo. É um verdadeiro impulso para a prática do bem em todas as circunstâncias da vida. O Batismo é uma auto consagração a Deus na tentativa de cumprir com sua vontade. O óleo dos catecúmenos que somos ungidos no peito quer elevar o nosso coração ao plano de Deus.
Qual é o sentido que estamos dando ao batismo que recebemos? Através dele nos abrimos mais a realidade de sermos filhos muito amados de Deus. Todos os santos da Igreja tomaram o batismo como ponto de referência para suas vidas, especialmente na comunhão íntima com a Santíssima Trindade. No momento do batismo de Jesus a Trindade se revela. O Pai entrega seu Filho pela ação do Espírito Santo. Precisamos redescobrir o mistério trinitário que age em nós para podermos começar a viver já nesta vida uma felicidade muito mais estável. Deus quer se comunicar conosco na parte mais íntima de nosso ser. Devemos evitar a superficialidade e descobrir dentro do poço de nosso coração a verdadeira vida na comunicação íntima com o Senhor. O mundo odeia aquilo que passamos a amar e ama aquilo que odiamos. Por esta razão os cristãos nunca serão “aceitos” pela sociedade por se tornarem automaticamente uma pedra no sapato dos que buscam as alegrias momentâneas que o mundo cultiva de forma errônea para si mesmo. Ocorre uma seleção automática dos que fazem o bem e são altruístas e os que se deixam levar pelo mal e são egoístas. Que fim levaram os que só fizeram o mal?
O batismo que recebemos exige cultivo e abertura. Ele precisa de uma constante manutenção. De uma vida de oração para que possamos nos tornar mais humildes e vivermos na Fé. O cristão é um promotor da verdade. Deve estar constantemente em busca da mesma para poder ser um sinal de altruísmo no mundo individualista que se alimenta das coisas que passam. Ser especialista na vivência do amor sem interesse. É a partir desta realidade que estaremos vivendo a nossa vocação mais profunda. Pelo amor desinteressado configuramos a nossa vida com a vida de Jesus.
A Fé exige entrega ao mistério de Deus. É um passo de amor dado muitas vezes na escuridão. O amor exige saída de nós mesmos. Quando nos desacomodamos estamos amando. Jesus mostra isto através de seu gesto de humildade ao pedir o batismo de penitência que João se utilizava como forma de reconhecimento do essencial.



“Olhai Senhor para todos os cristãos do mundo inteiro para que vivam sua consagração batismal com alegria e entusiasmo”.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

EPIFANIA DO SENHOR



“JESUS É O SINAL DE UNIDADE A TODAS AS PESSOAS DE BOA VONTADE”.

A festa da Epifania (revelação ou manifestação), que celebramos neste próximo domingo, nos faz refletir sobre a grande finalidade da vinda de Jesus. Ele não vem salvar só o povo de Israel, mas sim todas as pessoas que se abrem ao Reino de Deus. Somos convidados a seguir a estrela de Jesus rumo a um mundo mais solidário e fraterno. Quando Jesus vem participar de nossa vida somos transformados pelo seu amor e buscamos uma profunda conversão. Estar com Jesus significa acolher a todos e levá-los a uma conversão de vida.




EVANGELHO (Mt 02, 01-12):

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disto, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: e tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia diante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.




“Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.

A vinda de Jesus é repleta de mistério. Ele nasce numa pobreza extrema e atrai personagens desconhecidos como os reis magos que surgem misteriosamente dos diferentes continentes para adorá-lo. Cada um deles representa uma parte do mundo então conhecido como civilizado na época. Jesus é o centro de toda cultura e de toda história. Poderíamos afirmar que a epifania é como se fosse o que será no futuro Pentecostes onde todas as pessoas “abertas” a vontade de Deus serão renovadas pelo sentimento do amor profundo de Deus em suas vidas. O fato da “baixada” de Deus até nós em Jesus Cristo sempre será surpreendente. Jesus vivo e ressuscitado será foco da pregação de diversas pessoas fora do âmbito do judaísmo.
Como poderemos hoje ver a estrela de Jesus em meio à humanidade dividida em contínua discórdia? Assim como os reis magos somos atraídos à gruta de Belém. Para a humildade que nos revelará aquilo que somos. O homem jamais será feliz enquanto pensar que é autor de sua própria felicidade. Deus nos criou como suas criaturas. Estamos aqui para irmos em direção ao seu chamado. A vida dentro da iniquidade ou indiferença para as coisas de Deus já provou sua falência dentro de um mundo depressivo e cheio de sinais de morte.
Percebemos na figura de Herodes um rei ambicioso que não cumpre com sua função de ajudar na salvação de seu povo. Tem o poder mais não sabe direcioná-lo no sentido da justiça e fraternidade. Todos nós, embora sendo profundamente limitados, podemos fazer algo para que este mundo seja melhor. Devemos utilizar todos os dons e bens que o Senhor nos concede para que o mundo seja melhor. Não podemos ficar cegos na busca das coisas materiais porque elas não nos pertencem. Só o que nos pertence é a vida definitiva que é conquistada pela aceitação da vontade de Deus em nossa vida.
Os reis levam presentes relacionados com o que Jesus representa para nós. O ouro da realeza, o incenso da divindade e a mirra da humanidade. Jesus irá entregar sua vida por cada um de nós. Ele vem libertar o coração de todos os que se sentem oprimidos. Nós quando somos batizados também assumimos os três múnus: sacerdócio, profecia e o reinado. Isto nos é dado para concretizarmos o Reino de Deus no mundo. Não o reino de Herodes, mas sim o reino de solidariedade que Jesus nos ensinou a viver através de sua Palavra e do alimento Eucarístico.
Para seguir a estrela de Jesus precisamos esquecer-nos de nós mesmos e percebermos o quanto somos importantes para Deus e para nossos irmãos. Não podemos parar em nossa peregrinação na tentativa de construir um mundo de amor e solidariedade.




“Maria nossa querida mãe, ajuda-nos a entender o sentido da vinda de vosso Filho que vem salvar toda à humanidade”.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

SANTA MÃE DE DEUS


 


“SE CRERMOS QUE JESUS É DEUS, MARIA É MÃE DE DEUS E INTERCEDE POR TODOS NÓS”.

Iniciamos o novo ano com a solenidade da Mãe de Deus. A devoção a mãe de Jesus como nossa mãe começou desde o momento em que Jesus a entregou a nós quando doava sua vida para nos salvar (Jo 19, 26-27). Os cristãos da Igreja Primitiva sempre cultivaram uma grande devoção a Maria, pois foi através de seu sim que nos foi dado o Filho de Deus. A primeira afirmação dogmática sobre Maria a declara Mãe de Jesus que é Deus e nossa Mãe (Concílio de Éfeso 431). Maria é a grande intercessora e o exemplo de obediência que nos leva ao encontro de Jesus. Quando os cristãos perderam a noção da presença de Maria no projeto de salvação de Deus começaram a acontecer todas as divisões entre as igrejas cristãs. Quando perdemos a mãe nos dividimos. Quando seguimos o exemplo de humildade, obediência, oração e fé de Maria nos tornamos verdadeiros discípulos e missionários de Jesus.


Evangelho (Lc 02, 16-21):


Naquele tempo, os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura. Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração. Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.


“Maria guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração”.


Deus nos ama com um amor inefável e misterioso. Jamais poderemos nesta vida entender o seu plano de amor por nós porque Ele nos ama como Criador e não como criatura. Deus tem sua própria forma de se comunicar conosco sendo ouvido só por aqueles que são humildes e abertos ao seu mistério. Ele deseja profundamente que façamos parte de sua felicidade. Dentro deste plano de amor está a figura de Maria. Ela é a serva do Senhor. Faz parte deste mistério de salvação. O sim que Maria proferiu ao plano de Deus dentro da obscuridade do que seria de seu futuro é algo extraordinário. Aceitar ser a mãe do Salvador era um grande privilégio acompanhado de um grande sofrimento e da sua futura glorificação. Fazer o que Deus nos pede é ir contra o nosso próprio projeto que muitas vezes pensamos ser o mais perfeito para a nossa vida. Devemos lutar constantemente contra nós mesmos para descobrir o que o Senhor quer de nós e tentar, com as nossas limitações, fazer a sua vontade.
É difícil guardar todas as coisas em nosso coração. Muitas vezes falamos mal de nossos irmãos. Sentimos ciúmes de seus sucessos. Estamos em um mundo agitado pela competição. Todos querem ser mais do que os outros. Há falta de solidariedade em todos os âmbitos da sociedade. Maria é uma mulher solidária. Dá-nos um grande exemplo que só seremos felizes fazendo os outros felizes. Seremos livres quando nos libertarmos para libertar os outros.
Muitas vezes como cristãos católicos somos criticados pela nossa devoção a mãe de Jesus. Muitos pregadores menosprezam esta atitude afirmando que só Jesus salva. Isto realmente é verdade, mas Maria “participa” da salvação que Jesus nos traz. Ela foi entregue por ele a nós no momento em que dava à vida para nos salvar. Ela é a nova Eva, a nova mãe que trás a salvação a humanidade.
O mistério de Cristo passa pelo mistério de Maria. As mulheres receberam de Deus o dom de gerar vida. Isto não pode ser esquecido pela humanidade. O mundo atravessa um período obscuro de individualismo por falta da figura da mãe. É ela que transmite afeto para o filho, lhe prepara para o mundo com sua afetividade. Os meios de comunicação sabem disto por isto desfazem a figura da mãe para poderem dominar a humanidade fazendo que se torne dependente do consumismo por ele pregado. Um falso feminismo afasta as mulheres de seu sentido mais profundo que é a maternidade.
 São diversos os fatos que comprovam o grande amor de mãe que Maria tem por toda à humanidade. As diversas aparições e milagres que aconteceram e acontecem constantemente comprovam esta realidade. O verdadeiro devoto de Maria jamais se perderá nas ilusões que o mundo apresenta.
Devemos seguir o exemplo de Maria para sermos felizes. Quando nos tornamos devotos de Maria, automaticamente fazemos o que Jesus nos pede. Quando amamos Maria, amamos a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento e na Palavra.



 “Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, intercedei a Deus por nós”.