segunda-feira, 23 de julho de 2018

Multiplicação dos pães



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“ESTAR COM JESUS É SER LIVRE DA FOME ESPIRITUAL E MATERIAL”.


O milagre da multiplicação dos pães além de ser um grande milagre de Jesus, pode ser interpretado como uma nova ordem social. Quando nos abrimos ao amor de Deus começamos a ser solidários. Não tem como unir o cristianismo ao egoísmo. Desde seu início percebemos a partilha como a ordem principal que os primeiros discípulos viveram. No momento em que obedecermos a Deus e ele ocupar o centro da sociedade, a fome e a miséria irão se afastar automaticamente. Jesus não realiza os milagres para aparecer como Deus, mas comprova que a solidariedade é o centro de sua doutrina. A partilha é o fundamento da vida dos que querem seguir a Cristo. Este milagre também nos leva ao grande milagre da Eucaristia que é o alimento essencial para os que querem conviver com Deus.

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EVANGELHO (Jo 06, 01-15):
Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia, também chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. Estava próxima a páscoa, a festa dos judeus.  Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Disse isto para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães e dois peixes. Mas o que é isto para tanta gente?” Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços     que sobraram, para que nada se perca!” Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

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“Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam”.

A multiplicação dos pães é um sinal de que Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Uma pessoa comum não poderia realizar estes sinais que Jesus realizou. Cada sinal ou milagre tem um sentido importante para nossa vida. Ele não quis fazer espetáculos, mas através dos milagres comprovou sua divindade e missão.
Somos uma sociedade carente do pão material e espiritual. Jesus multiplica os pães como sinal de fraternidade e amor pelas pessoas que estão cansadas de buscar a felicidade em alegrias momentâneas. O mundo precisa de Deus. A maior fome que passamos hoje é a fome da Palavra que acarreta na falta de solidariedade. Em Deus o ser humano encontra as verdadeiras respostas para os seus anseios mais profundos. O sistema individualista leva as pessoas a um fechamento sobre elas mesmas. Este fechamento tem consequências sérias. É um sinal de morte e não de vida.
A mensagem da Boa Nova da salvação deve nos saciar física e espiritualmente. Podemos retirar desta passagem do evangelho muitas lições para nós hoje. Jesus percebe o grande número de pessoas que o seguiam. Quer que todos se sintam bem, até mesmo em relação à manutenção física de suas vidas. É uma percepção singela de sua parte. Jesus se utiliza deste fato concreto para questionar e ensinar aos seus discípulos que para Deus nada é impossível e quando as pessoas se reúnem na graça de Deus a fome e a miséria física e espiritual, deixam de existir.

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Deus nos quer unidos em comunidade. Cada um deve fazer a sua parte vivendo na solidariedade. Não podemos tirar desta passagem o fato do sinal ou milagre direto que Jesus realiza. Não é uma refeição puramente de partilha, pois o evangelho é claro que o que se tinha era muito pouco para saciar a fome da grande multidão. Os sinais de Jesus servem para confirmar sua missão salvífica. Ele não é um simples revolucionário baseado em uma ideologia política. Ele é Deus feito homem que vem nos salvar através de seu poder. É certo também, que quando nos unimos em torno da pessoa de Jesus começamos a viver a partilha, mesmo dentro de nossas limitações. O reinado de Deus começa acontecer no momento em que nos sentimos criaturas de Deus. Esta tomada de consciência nos torna irmãos uns dos outros.
Estamos no mundo que passa fome tanto material como espiritual. Fome de afeto e amor. Nós cristãos somos chamados a melhorar os ambientes onde nos encontramos. Só o amor poderá transformar a nossa sociedade. É através da renovação total de nossa vida que iremos modificar o mundo. Muitas vezes um simples sorriso sacia muito mais a fome de amor das pessoas do que muitas coisas materiais. Um abraço fraterno pode mudar o coração de uma pessoa entristecida.
A reforma da sociedade começa com a reforma de nosso coração, da nossa profunda comunicação com aquele que realmente pode saciar a fome mais profunda de nossa existência.
Não podemos esquecer-nos da Eucaristia É através dela que iremos nos alimentar dos valores eternos que não passam. Ela nos leva ao fortalecimento de nossos ideais, nos faz mais dóceis ao plano de Deus.

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“Multiplicai em nós Senhor a capacidade de sermos mais solidários e fraternos”.




segunda-feira, 16 de julho de 2018

A messe é grande


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“SOMOS RESPONSÁVEIS PELA SALVAÇÃO DE NOSSOS IRMÃOS”.


O trabalho apostólico é fruto de uma profunda experiência de amor com Deus. Os discípulos retornam da missão com uma grande alegria interior que é característica dos que servem a Deus. Jesus recomenda aos discípulos repouso e retiro. Ninguém dá aquilo que não possui. Devemos distribuir aos outros o que está sendo fermentado dentro de nosso coração. O missionário é aquela pessoa que experimenta Deus em seu íntimo e depois transborda seu amor para os demais. Jesus tem pena da multidão que anda como ovelhas sem pastor. Devemos rezar para que o mundo seja melhor com a prática das virtudes.


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EVANGELHO (Mc 06, 30-34):

Naquele tempo, os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram com ovelhas sem pastor. Começou, pois a ensinar-lhes muitas coisas.

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Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor”.  

A vocação é um chamado de Deus para servir aos irmãos. Jesus percebe que as pessoas estão perdidas, sem pastor. Hoje somos convidados através de nosso testemunho e de nosso amor mudar a sociedade de um estilo individualista para um estilo mais solidário e fraterno. O mundo carece de pessoas felizes que vivam na paz e na alegria de se sentirem amadas por Deus. Quando nos tornamos verdadeiros amigos de Jesus nos tornamos amigos dos homens. Queremos que todos sejam  felizes.
Toda pessoa humana tem necessidade do sobrenatural e de respostas aos seus mais profundos questionamentos. Percebemos que desde o tempo histórico de Jesus que muitas pessoas se acercavam a ele em busca de “respostas” aos seus mais profundos anseios.
O sentimento religioso é o que temos de mais sagrado dentro de nosso interior. Infelizmente percebemos que nos dias de hoje este sentimento é manipulado ou desvirtuado para outras direções, onde pessoas, que não tem nenhuma idoneidade, se utilizam da fraqueza do próximo para explorarem até mesmo economicamente o que tem de mais sagrado. Este é um grande pecado, especialmente para os católicos que já receberam Jesus na Eucaristia. Imaginem o que significa deixar de receber o Cristo vivo na hóstia consagrada e ir atrás da conversa de uma pessoa humana? Deixar de receber o perdão de Deus por meio do sacramento da reconciliação para viver uma vida de individualismo?
Todos somos ovelhas de Cristo e pastores de nossos irmãos. A verdadeira experiência com Jesus ressuscitado nos leva ao verdadeiro encontro com nossos irmãos. O cristianismo é um desafio constante em nossa vida. O seguimento de Jesus sempre nos questiona e deve nos levar a uma profunda conversão. A conversão começa a acontecer quando vivemos as verdades contidas na Palavra de Deus.
Jesus veio pregar o amor em três dimensões fundamentais: amor a Deus, reconhecimento de que somos amados por Ele e por isto precisamos nos amar e finalmente o amor aos nossos semelhantes. Esta tríplice dimensão do amor sempre será motivo de profunda realização para nós, embora ela seja atingida muitas vezes com dores e sofrimentos momentâneos. A alegria de Deus inicia com o despojamento e é coroada com uma satisfação interior. A paz que o Senhor deu a seus discípulos após a ressurreição.
Existe um inimigo comum ao seguimento de Cristo que é o imediatismo. Ele nos faz assumir respostas imediatas a problemas de raízes mais profundas dentro de nosso ser. Somos manipulados muitas vezes até mesmo no sentido religioso. Muitas pessoas se afastam da verdade para se apegarem aos gostos e prazeres que o mundo oferece. É fácil entrar pela porta larga que nos arrasta a condenação.

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O plano de Deus é bastante claro, nós é que precisamos nos adaptar a ele e não o contrário. Precisamos rezar muito ao Senhor da messe para que envie operários para a sua messe e os que já foram chamados se revistam da verdadeira alegria que brota da comunicação e da fidelidade com Deus.

 “Obrigado Senhor por tantos benefícios recebidos.”