segunda-feira, 16 de abril de 2018

O Bom Pastor



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“JESUS CRISTO É O BOM PASTOR QUE NOS CONDUZ NA CAMINHADA INSTÁVEL DESTA VIDA EM DIREÇÃO AOS PRADOS ETERNOS”.


As comparações que Jesus fez em suas pregações são fantásticas. Uma delas ele se compara ao “pastor das ovelhas” que ama seu rebanho. É interessante que esta profissão era considerada de baixa categoria devido a questão higiênica. O pastor sabe de suas limitações e orienta as ovelhas para as verdes pastagens. Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. Jamais podemos esquecer-nos desta realidade. Ele é a fonte da verdadeira felicidade. Não os “falsos” pastores que nos dominam e nos arrastam para o egoísmo. Estamos sendo dominados pela ditadura do relativismo e esquecemos que Jesus Cristo caminha conosco e percebe nossas dificuldades. Vamos rezar especialmente pelas vocações neste dia de oração universal nesta intenção. Para que possamos ter excelentes vocacionados que sigam o pastor e levem os outros a segui-lo.

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EVANGELHO (Jo 10, 11-18):

Naquele tempo, disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o pai me conhece e eu conheço o pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também a elas devo conduzir; escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. É por isso que o Pai me ama porque dou a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi do meu Pai”.

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 O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa.


Ser pastor é cuidar de forma incondicional de cada ovelha em particular e do rebanho em geral. A figura do pastor representa o interesse que Deus tem de que todos se salvem. O pastor tem amor pelo rebanho o que diferencia do que busca só o seu interesse pessoal. O amor que constitui a essência de Deus é uma saída de nós mesmos para a construção do próximo.
Não podemos calcular o amor que Deus sente pelas suas criaturas. Ele deseja que todos se salvem. É nesta realidade que podemos entender o seu profundo esforço. Semelhante ao pastor que ama seu rebanho procura o bem de suas ovelhas.
Quando nos consagramos a Deus em nosso batismo, queremos seguir os passos de Jesus em nossa vida. Procuramos configurar a nossa caminhada cristã com Cristo que nos orienta com seus valores.

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No momento em que experimentamos o amor de Deus em nossa vida nos tornamos pastores de nossos irmãos pelo nosso testemunho da felicidade do seguimento de Jesus. Temos a certeza de sua presença em nossa vida que nos auxilia em meio às nossas limitações e dificuldades.
Buscar o bem universal é tarefa de todo cristão. Não é fácil a concretização do que sentimos e experimentamos dentro da realidade em que vivemos. O mundo moderno sofre as consequências do egoísmo e das suas rupturas. Sofre por adorar ao mal e esquecer o Bem. O mal pode ter uma aparência sedutora, mas nunca poderá fazer bem a nossa vida.
O pastor está sempre atento aos ataques do inimigo do rebanho. Hoje os lobos têm várias formas de se apresentarem. O relativismo, especialmente com as coisas de Deus, faz que as pessoas se afastem da verdade, ou assumam outras verdades que são só paliativos para os verdadeiros problemas que afligem a pessoa em suas raízes. A grande mídia ainda colabora para confundir mais as pessoas valorizando o que não presta e desvalorizando o que presta.
O cristão deve ser ovelha de Jesus e pastor dos irmãos. Só a partir de uma profunda experiência transformadora poderemos “falar” de Deus. A verdadeira pregação envolve todo o ser da pessoa. Por esta razão o testemunho se torna um complemento essencial para o que falamos. As palavras sem a vivência se tornam vazias. É certo que todos estão em um processo de busca do essencial. Por esta razão precisamos ser verdadeiros conosco mesmos.
A ovelha é reconhecida pela sua humildade e mansidão. Para aceitarmos a verdade de Cristo precisamos ser humildes. Todos são desafiados a aceitar em suas vidas o amor de Deus. Santa Teresa de Jesus nos afirma que quando andamos na verdade somos humildes. Para que a Graça de Deus possa atuar em nossa vida, precisamos abrir nossos corações. Retirar dele todo egoísmo e vaidade.
Que o Senhor nos envie santas e perseverantes vocações para que possamos ter bons pastores que orientem o povo de Deus para os valores permanentes, para a felicidade profunda do encontro com a Palavra de Deus e com a Eucaristia.

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“Senhor Jesus venha nos conduzir pelos prados e campinas da vida sem esquecer o que nos ensinastes”.




segunda-feira, 9 de abril de 2018

Testemunhas da ressurreição


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“SOMOS TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS”.


O maior desafio e a maior tarefa que temos em nossa vida cristã é testemunhar o fato maravilhoso e único da história: a Ressurreição de Jesus. Este testemunho vem de nossa alegria de saber que esta vida é transitória e que iremos para um lugar muito melhor. Somos criados para o eterno convívio com Deus. Na vida eterna só o amor irá reger nossa vida. Por enquanto devemos remar contra a correnteza provocada pelo nosso egoísmo e pelo mal implantado na humanidade perdida na busca de alegrias momentâneas. O fato da ressurreição de Jesus é o grande motivador para seguirmos em frente na busca do bem.

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EVANGELHO (Lc 24, 35-48):

Naquele tempo, os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas em vosso coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. E dizendo isto, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos”. Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações começando por Jerusalém’. Vós sereis testemunhas de tudo isto”.

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 Vós sereis testemunhas de tudo isto”.

Ser testemunha é confirmar com a face aquilo que se acredita. O grande fato da ressurreição de Jesus é a testemunho principal de todos os cristãos que com suas vidas mostram para o mundo o significado último de nossa existência.
A experiência com o ressuscitado que os primeiros discípulos tiveram teve como objetivo marcar bem a missão futura que teriam de anunciar: A verdade da salvação trazida por Jesus Cristo. A partir do grande sinal da ressurreição que se unirá a efusão do Espírito Santo eles se tornaram os grandes arautos da verdade que liberta.
A personalidade dos que acreditam no Cristo ressuscitado é que tempera o mundo que sofre as consequências de sua auto divisão. Para o mundo não há mais saída. Confiar nas riquezas é confiar naquilo que é perecível. Os cristãos devem dar testemunho e anunciar o essencial através de suas vidas. Não podem perder o eixo daquilo que creem e que é a razão de seu batismo. São anunciadores com a vida do Cristo Ressuscitado. A alegria do cristão contesta os que confiam nas riquezas.

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Jesus glorioso oferece “paz” a seus discípulos. A sua saudação é consequência da transformação que o contato com o Cristo traz automaticamente. Agora não podemos mais ter dúvidas em nosso coração. O testemunho dos discípulos de Jesus é suficiente para crermos que um dia nós também iremos ressuscitar.
A ressurreição é um processo que iniciamos já nesta vida através da prática do bem assimilando aos poucos os valores de Cristo. Somos desafiados a dar um autêntico testemunho do que Jesus nos ensinou. O nosso testemunho não consiste em falarmos muito, mas sim de vivenciarmos os valores que Jesus nos pede. O cristão tem a obrigação de ser feliz em meio às tribulações que são inerentes ao seguimento de Jesus. Os primeiros mártires impressionavam os não crentes pela alegria que sentiam ao serem executados porque tinham a certeza do encontro definitivo com o Cristo que lhes estava esperando para o abraço eterno.
A mundaniedade hedonista, ou seja, aqueles que confiam nos prazeres momentâneos caem num vazio por perceberem que o que buscam é transitório e efêmero. O que adianta ganharmos o mundo inteiro se perdermos o essencial? Dentro de nosso coração temos sede do permanente. Cansamo-nos com as alegrias momentâneas que o mundo oferece. Queremos algo mais profundo para nossa vida. Este profundo é o encontro com Jesus que está vivo no meio de nós. Ele não nos abandona e precisamos reconhecer sua presença onde estivermos para transformarmos o meio onde nos encontramos.
O maior testemunho que podemos dar a humanidade dividida de hoje é a alegria de sermos consagrados a Deus pelo santo batismo. Termos a certeza que Ele nos ama acima de sua própria vida. A partir deste momento todas as nossas preocupações caem por terra, pois o Senhor nos dá um novo sentido para nossa existência.
Vamos juntos fazer o possível para vivermos o nosso primeiro amor. Sairmos de nossa indiferença e abraçarmos o que realmente irá permanecer. Deus é nosso Pai querido, nos enviou seu Filho para nos salvar e o Espírito Santo para reconhecermos o que realmente somos e vivermos o amor no amor.
Que o nosso coração se encha da verdadeira alegria para podermos ajudar a todos que se encontram perdidos em seu próprio egoísmo.

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 “Senhor Jesus venha nos ajudar a ver a realidade mais profunda de nossa existência”.




segunda-feira, 2 de abril de 2018

Domingo da Misericórdia



“DEUS NOS AMA ACIMA DE NOSSAS LIMITAÇÕES”


O segundo domingo da Páscoa é reconhecido oficialmente pela Igreja como Domingo da Misericórdia. Jesus entra no Cenáculo Glorioso com as portas fechadas e transmite a grande consequência dos que experimentam a Deus. A Paz que é fruto do amor misericordioso de Deus para com suas criaturas. Deus oferece o seu imenso amor a todos os seus filhos através de Jesus Cristo. É o grande mistério de amor da Santíssima Trindade que deseja que façamos parte de sua felicidade. Deus nos criou para o Eterno Convívio com Ele e com todos os que procuraram fazer o bem passando por cima de suas limitações.

“Diz à humanidade sofredora que se aconchegue no Meu misericordioso Coração, e Eu a encherei de paz. A humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a minha misericórdia”.

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Estas palavras foram pronunciadas por Jesus Cristo na aparição a Santa Maria Faustina Kowalska nos anos trinta do século passado. A missão desta santa iniciou-se em 22 de fevereiro de 1931, quando o misericordioso Salvador lhe apareceu. Ela viu Jesus vestido de túnica branca, com a mão direita levantada a fim de abençoar, enquanto a esquerda pousava no peito, fazendo que a túnica, levemente aberta, deixasse sair dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. A Santa Faustina fixou em silêncio o olhar de Jesus que lhe disse:

“Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus eu confio em Vós. Desejo que esta Imagem seja venerada, primeiramente, na vossa capela e, depois no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia, estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças. A Festa da Misericórdia saiu das Minhas entranhas. Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da Minha misericórdia” (Diário, nº 699).

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Neste próximo domingo em muitas comunidades católicas será exposta a imagem de Jesus Misericordioso. O sacerdote que divulgar esta devoção receberá muitas graças para si e para sua comunidade.
  


EVANGELHO (Jo 20, 19-31):

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos de Jesus se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois destas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados eles serão perdoados; a quem não perdoardes, eles lhes serão retidos”. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos em suas mãos, e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe  disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais a vida em seu nome.

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“Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

A humanidade está passando por uma grande crise de fé e afeto. As pessoas não se sentem amadas e por isso se perdem em seus próprios egoísmos. Nós seremos bem-aventurados no momento em que crermos firmemente que Jesus está vivo no meio de nós. Temos a certeza de sua presença e esta realidade é fonte de realização interior. Jesus nos oferece uma felicidade permanente. Hoje devemos crer no testemunho dos apóstolos que viram Jesus Ressuscitado. O cristianismo é uma herança do testemunho apostólico.
A profissão de fé de Tomé, chamado dídimo, que significa pequeno; faz-nos repensar sobre nossa Fé como aceitação do Mistério da presença de Deus em nossa vida. Muitas vezes agimos como ele. Queremos uma comprovação daquilo que só é possível saber pela Fé.

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Jesus entra três vezes no local onde os discípulos se encontravam com as portas fechadas. Com medo da perseguição e das críticas que os outros poderiam fazer em relação ao seu discipulado. Eles ainda não tinham experimentado a força do Espírito Santo que fará a abertura do Cenáculo e o anúncio do testemunho da Ressurreição de Jesus.
A saudação de Jesus é uma saudação de Paz. Uma paz que muitas vezes exigirá sofrimento daqueles que irão ser seus apóstolos após Pentecostes. A segunda saudação de paz está unida à missão apostólica. O perdão dos pecados, o sacramento da reconciliação que nos renova da nossa incapacidade de amar. Jesus pede que os seus discípulos perdoem os pecados. É o mistério da Igreja, a forma de mediação mais perfeita que Deus deixou para nossa salvação. Infelizmente com o surgimento do protestantismo muitas pessoas relativizaram este mandato de Jesus pensando em um perdão pessoal. O pecado atinge a comunidade e o sacerdote em nome de Deus e da comunidade prejudicada com nossas faltas, nos perdoa. É um momento de profunda libertação para todos nós. Se este sacramento fosse mais freqüente em nossa vida, certamente teríamos menos problemas de ordem afetiva e emocional.
Crer é aceitar e se entregar ao que Deus nos apresenta com sua linguagem paradoxal. Os discípulos “viram o Senhor”. Hoje devemos crer nesta verdade que perpassa os séculos. O testemunho é uma verdade que se vê na testa. Na frente da pessoa envolvida pelo mistério. Jesus não está morto, mas vive no meio de nós, nos sacramentos, na sua Igreja.

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Crer é ter a vida em Cristo. É se dispor a negar-se a si mesmo em favor da missão que Ele nos confia. Quando acreditamos somos enviados ao sofrimento. A experiência de Deus é rica em misericórdia. Por esta razão ela é uma experiência de perdão. Quando somos perdoados nos sentimos amados. Por esta razão a humildade se faz necessária para sermos realmente felizes em nosso processo de ressurreição.
Somos pecadores, mas o Senhor é misericordioso e quer nos reconciliar. A comunicação perdida com Deus através do pecado original é derrotada pelo próprio amor que Deus sente pelas suas criaturas.
Hoje, através de nossa vida, devemos mostrar ao mundo que Cristo está vivo. Especialmente pelos valores que vamos assumindo em nossa existência em direção ao Pai. Os cristãos precisam viver na alegria verdadeira que nasce da conexão com o Criador através de Jesus Cristo. Hoje queremos ser os bem-aventurados, que mesmo sem termos visto o Senhor acreditamos no testemunho dos que nos antecederam na Fé.
A profissão de fé de Tomé marcou a história da humanidade. Podemos cair na tentação de achar que ele era uma pessoa fraca e insensível. Mas o crer no Cristo ressuscitado é o maior desafio que temos em nossa vida. Crer é realizar na vida os valores de Cristo no concreto de nossa existência. Pela fé teremos paz que é um dom necessário para sermos felizes.
A saudação que Jesus ressuscitado faz ao estar junto aos seus discípulos é muito importante para que saibamos qual é a conseqüência da vida de seus seguidores. A paz é fruto do amor que invade o coração daquele que crê. O processo de ressurreição começa já nesta vida quando iniciamos a aceitar a realidade do amor que  Deus sente em  grande escala por nós.
O perdão é uma graça dada a partir do Espírito Santo e isto provoca a unidade dentro de nós mesmos e na vivência comunitária.  Tomé representa todos nós que queremos uma comprovação tátil daquilo que é sobrenatural. Quando amamos temos certeza de fatos que não conhecemos de um modo racional. A razão é um instrumento que deve nos levar a experiência de sermos criaturas amadas por Deus. 

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Os primeiros mártires da Igreja nos dão provas de que quando vamos nos entregando ao mistério da ressurreição, nos desapegamos da sociedade que valoriza o que não tem valor.
Como é importante aceitarmos o testemunho de nossos irmãos. Vermos a transformação que acontece em suas vidas a partir da fé. Se Tomé tivesse valorizado aquilo que seus irmãos tinham experimentado, ele não seria revestido da dúvida em relação ao fato da ressurreição de Jesus.
A partir do mistério da Ressurreição de Jesus a história da humanidade já não é mais a mesma e a definição sobre a existência humana toma outro sentido. Jesus está vivo no meio de nós oferecendo a sua infinita misericórdia. Não podemos mais perder tempo com alegrias momentâneas, tudo o que estamos passando é preparação para a vida definitiva.
Se existimos é porque somos amados. Estamos sobre o olhar amoroso de Deus que nos criou para a vida. A conversão ou o nosso processo de ressurreição exige de nossa parte uma mudança em nosso olhar. Para nos santificarmos precisamos olhar como Deus olha. Deixarmos de lado todo egoísmo para experimentarmos o amor.


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“Jesus eu espero e confio em Vós.”