segunda-feira, 12 de março de 2018

Jesus dá sua vida pela nossa salvação


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“O SOFRIMENTO MOMENTÂNEO QUE ENFRENTAMOS NESTA VIDA NOS PREPARA PARA A FELICIDADE ETERNA QUE TEREMOS NO FUTURO”.

As palavras morte e vida são constantes no ensinamento de Jesus. Na realidade uma não coincide com a outra. Nós desejamos “salvar” nossa vida. Desde o momento da tomada de consciência no início desta vida desejamos alcançar a felicidade. Queremos que ela nunca se extinga. Experimentamos em nosso dia a dia momentos de felicidade que nos trazem muita alegria. Mas também vivemos momentos de sofrimento e angústia. Estes sofrimentos quando oferecidos a Deus são causa de nossa santificação. Só a adesão ao projeto de Deus poderá nos trazer a felicidade interior (paz), que nem sempre coincide com as alegrias exteriores. Devemos examinar as consequências daquilo que vamos fazer para não nos arrependermos no futuro. Quando praticamos o bem temos como resposta o bem que nos traz a alegria profunda que é fruto do amor de Deus em nós.


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EVANGELHO (Jo 12, 20-33):
Naquele tempo, havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa. Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e disseram: “Senhor, gostaríamos de ver Jesus”. Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus. Jesus respondeu-lhes: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade eu vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. Agora sinto-me angustiado. E que direi? Pai, livra-me desta hora? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, glorifica o teu nome!” Então veio do céu uma voz: “Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!” A multidão que lá estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele”. Jesus respondeu e disse: “Esta voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”. Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer.

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“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna”.

A proposta de Jesus é sempre um questionamento para nós. Jesus renuncia a si mesmo para nos salvar. Se quisermos ser seus discípulos precisamos deixar nossos projetos particulares para assumirmos um amor universal. O cristão não se preocupa somente com sua felicidade particular. Quer que todos sejam felizes. A linguagem de Deus é sempre paradoxal em relação a nossa pequena visão da realidade. Os pequenos apegos nos levam à busca de nós mesmos e nos afastam da concretização do Reino em nossa vida. A pior consequência deles é que nos tornamos escravos e alienados. O consumismo acaba nos consumindo.
O tema sobre a morte sempre preocupou e questionou o ser humano em sua história. Com a vinda de Jesus os diversos questionamentos tiveram uma única resposta: Deus nos criou para participarmos de sua felicidade. Esta existência mortal é uma preparação para a vida definitiva. A morte é a porta que conduz à vida. Esta morte é sistemática. Acontece em vários momentos de nossa vida quando renunciamos a nós mesmos para fazermos a vontade de Deus. A cada renúncia que vamos vivendo nos abrimos a uma nova consciência. Começamos a entender o que Deus quer de nós.

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São João da Cruz em seus escritos nos traz uma mensagem muito importante: Quando queremos chegar ao Tudo, precisamos ir pelo Nada. A renúncia de nós mesmos é essencial para sabermos quem nós somos. Jesus nos fala do grão de trigo que precisa morrer para perfilhar em outros vegetais que produzirão muito mais frutos do que se ele ficasse preso em sua pequena existência. Aí encontramos a raiz da verdadeira felicidade que o homem “moderno” se esqueceu completamente por confiar mais em si no que no Criador.
A morte e o sofrimento não são queridos por Deus. Surgiram como consequência do pecado. Deus se aproveita deles como meios de santificação, de reconhecimento do essencial.
Todos se questionam diante da morte: os sábios, os ricos, os pobres. A morte é um ensinamento para os que confiam em suas próprias forças deixando Deus de lado. Os cristãos chamam a morte de irmã porque é por meio dela que iremos passar para vida definitiva junto com Deus e todos os santos. Não seremos mais escravos do relativismo imposto pelo mundo presente que se fere a si mesmo. O mundo produz infelicidade para si e para os outros. Procura costurar as coisas boas de Deus com falsos valores.
Jesus para nos salvar passou também pela experiência da morte que não foi definitiva para Ele como não será definitiva para nós. Fomos criados para a eternidade. Por esta razão precisamos saber selecionar os valores e participarmos da missão salvífica de Jesus através de nossa colaboração com a missão de evangelizarmos a todos os povos e a todos os ambientes. Para que isto aconteça vamos passar pela cruz e pelo sofrimento momentâneo na certeza da paz definitiva.
Os gregos quiseram “ver Jesus”. Precisamos de uma amizade histórica com o Senhor para vencermos os nossos egoísmos e vê-lo na realidade e em todos os nossos irmãos especialmente os mais necessitados. Quando vemos Jesus somos obrigados a segui-lo dentro da realidade onde nos encontramos. A missão está sempre relacionada com a revelação. Deus se revela para nos enviar como instrumentos de salvação para os nossos irmãos. O seguimento de Jesus não é uma teoria, precisa passar pelo coração, pelo centro afetivo de nossa vida.

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Deus quer que façamos desta existência mortal um processo de preparação para a vida definitiva vencendo aos poucos as nossas limitações. Neste tempo da quaresma precisamos recorrer ao sacramento da reconciliação. Pelo perdão de Deus saberemos nos perdoar e perdoar os nossos irmãos.

“Senhor Jesus, que possamos aceitar a realidade do sofrimento que devemos passar nesta vida para experimentarmos a verdadeira alegria que vem de ti”.




segunda-feira, 5 de março de 2018

Jesus e Nicodemos



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“O CRER EM JESUS CRISTO INCLUI UMA MUDANÇA DE VIDA”.


O seguimento de Jesus tem como consequência uma aceitação plena de seus valores em nossa vida. Percebemos no diálogo com Nicodemos que a vida de Jesus passa a ser um exemplo, um modelo de fé para todo aquele que crê. Jesus será levantado da terra, morto na cruz e ressuscitado, para que todo aquele que o olhar, especialmente para os seus valores possa alcançar o prêmio da vida eterna. O seguimento de Jesus não é algo relativo em nossa vida, é uma doação de todo nosso ser na prática efetiva do bem no meio do mal instituído na sociedade. Seguir a Jesus é um grande desafio. Somos tentados a viver no egoísmo e a proposta de Jesus sempre nos questiona na busca do bem comum. Enfrentamos duas forças que lutam entre si. O egoísmo e o altruísmo. Perder é ganhar e ganhar tudo é perder tudo.

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EVANGELHO (Jo 03, 14-21):
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas  para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus”.

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“Deus amou tanto o mundo, que deu Filho unigênito para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”.

Neste quarto domingo da Quaresma Jesus em seu diálogo com Nicodemos afirma sua missão. Quando cremos em Deus, procuramos, dentro das nossas limitações, fazer a sua santa vontade. Não seremos felizes seguindo nossos planos particulares se não colocarmos o que Deus deseja de nós em primeiro lugar. O jejum, a esmola e a oração são meios para podermos sentir o essencial em nossa vida. O sofrimento oferecido nos leva a entender o quanto somos amados por Deus.
A opção por Jesus inclui uma atitude de Fé, Esperança e Caridade. Crer nele nos leva a uma atitude de esperança na vivência da caridade que será a consequência dos que acreditam no seu projeto.
Quando cremos em Deus passamos a ter os mesmos sentimentos. Esquecemo-nos de nosso pequeno mundo egoísta e de nossas pequenas alegrias superficiais para buscarmos a verdadeira felicidade que ocorre na partilhada de nossos bens espirituais e materiais com todos os nossos irmãos. Crer em Deus inclui a prática do bem imediato. Quem obedece a Ele está disposto a remar contra a correnteza do mal que infelizmente impera na humanidade dividida pelo desejo de prazeres momentâneos.

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Percebemos nesta passagem do diálogo de Jesus com Nicodemos, que Jesus fala dos que aceitam e dos que negam o projeto de Deus. A Fé é um processo de aceitação da vontade misteriosa de Deus em nossa vida. Os que acreditam em Deus estão mais próximos da luz. Estão recebendo a radiação do amor de Deus com mais intensidade. Embora ela exista da mesma forma para todos. Por esta razão na administração de nossa existência não podemos medir esforços para nos direcionar até Deus e seus valores.  Somos obrigados a praticar aquilo que cremos. Não podemos dizer que acreditamos em Deus e em seu projeto de amor se as nossas ações não estão de acordo com o que professamos.
Quem pratica o mal odeia a luz. A luz é a verdade que questiona nossas ações. Quando estamos acomodados em nossos pecados criamos outro tipo de sensibilidade que nos faz “insensíveis” ao amor de Deus. Por esta razão percebemos que a única religião que é perseguida é a católica por deter a verdade do Cristo que não se mistura com a mentira do mundo. É comum a expressão de cristãos que dizem não se confessarem porque não tem nenhum pecado. Quando não temos luz em uma peça de nossa casa, por exemplo, não podemos perceber a sujeira que pode estar depositada em cima dos móveis do recinto. A prática do bem sempre nos questiona e nos leva à conversão.

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Jesus será pregado na Cruz para olharmos para Ele. Termos Ele como exemplo para nossas vidas. As serpentes no deserto picavam o povo que havia se afastado do projeto de Deus, eram duros de coração. Hoje somos picados por diversos “meios” que nos afastam da verdade e destroem nossas relações. Quando o povo de Israel olhava para a serpente pendurada em uma haste, eram curados imediatamente. O Cristo crucificado é o maior espetáculo que podemos assistir em nossa vida. Somos curados do egoísmo quanto sentimos que Deus é solidário conosco. Jesus relativiza aquilo que pensamos ser absoluto em nossa vida. E coloca o Absoluto de Deus em primeiro lugar em detrimento do que não é essencial.
Nunca podemos esquecer que somos peregrinos nesta vida. Estamos todos a caminho da eternidade. Devemos construir um mundo novo mais solidário valorizando de forma correta a grande dedicação que Deus tem pelos seus filhos.

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“Senhor Jesus, que o grande sinal da sua cruz redentora transforme nossa vida”.