domingo, 7 de janeiro de 2018

Eis o Cordeiro de Deus

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“O SEGUIMENTO DE JESUS EXIGE AMOR E DISPONIBILIDADE”.

Quando nos dispomos a seguir Jesus Cristo, precisamos nos despojar de nosso egoísmo e de nossos projetos particulares para assumirmos os valores do Reinado de Deus que tem como característica fundamental o amor solidário. O povo de Israel oferecia sacrifícios a Deus para remir seus pecados e se comunicar intimamente com Deus. Jesus irá substituir o cordeiro imolado, pois Jesus passa a ser o cordeiro que tira os pecados do mundo. Assume a função daquele que era sacrificado no templo para assumir toda nossa culpa a fim de nos redimir com o Pai. Não existe mais desculpa para o ser humano que deve reconhecer o amor de Deus que vem até nós para nos libertar do uso errado de nossa liberdade.



EVANGELHO (Jo 01, 35-42):
Naquele tempo, João estava de novo com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar disse: “Eis o cordeiro de Deus!” Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer mestre), onde moras?” Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram, pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o messias” (que quer dizer Cristo). Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer pedra).

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“Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas”.
A vocação é um chamado misterioso de Deus, uma graça que não fica isolada em nós. Sempre vai em direção ao serviço dos irmãos. Deus se serve muitas vezes de mediadores para executar o seu chamado. Percebemos nesta passagem evangélica a forte influência de João Batista que anuncia a realidade da presença de Jesus como o enviado do Pai. Os seus discípulos mudam de estágio de seguimento. Vão à busca do messias para realizarem com mais perfeição a vontade de Deus. Ocorre uma influência no seguimento quando André vem anunciar a Simão quem havia encontrado. Percebemos neste caso o mistério da resposta de Pedro. Jesus irá lhe confiar à grande missão de ser seu sucessor na Igreja. A mudança de nome significa a mudança de missão. Simão de um simples pescador irá passar a ser a pedra fundamental na edificação da Igreja. Nesta passagem percebemos como Deus age dentro da comunidade. Procura os que estão inteiramente abertos ou disponíveis ao seu chamado. Sem humildade não podemos perceber o chamado de Deus.
Jesus é o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. O sacrifício antigo que havia no templo é substituído pelo sacrifício de Jesus por todos nós. Além deste sacrifício, fica a grande mensagem de Jesus e sua ação concreta através da Igreja com a sucessão apostólica. Não podemos separar a Igreja do Cristianismo, pois são realidades iguais. Seguir a Cristo exige o seguimento da Igreja e de seu magistério. Um Cristianismo sem Igreja é vazio, pois este é o plano de Deus manifestado em Pentecostes.
Para aceitarmos plenamente a figura de Jesus em nossa vida precisamos de um dado fundamental que é a vivência da fé. Crer na possibilidade de mudança através de Jesus é fundamental para nossa realização existencial. A sociedade pensa em elaboração de projetos vazios quando deixa Deus ausente do que planeja. Ela cai em um profundo esvaziamento do essencial quando se afasta do Criador.
Jesus quer morar dentro de nosso coração através de nossa aceitação. Quando estes primeiros homens fizeram o questionamento sobre sua moradia, Jesus manda que eles vejam a realidade do seguimento que exige despojamento. O seguimento de Cristo sempre será para todos os cristãos um grande desafio.

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“Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo curai nosso egoísmo e vaidade para podermos fazer a vontade de Deus em nossas vidas”.




segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Epifania do Senhor

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“JESUS É O SINAL DE UNIDADE A TODAS AS PESSOAS DE BOA VONTADE”.

A festa da Epifania (revelação ou manifestação), que celebramos neste próximo domingo, nos faz refletir sobre a grande finalidade da vinda de Jesus. Ele não vem salvar só o povo de Israel, mas sim todas as pessoas que se abrem ao Reino de Deus. Somos convidados a seguir a estrela de Jesus rumo a um mundo mais solidário e fraterno. Quando Jesus vem participar de nossa vida somos transformados pelo seu amor e buscamos uma profunda conversão. Estar com Jesus significa acolher a todos e levá-los a uma conversão de vida.

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EVANGELHO (Mt 02, 01-12):

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disto, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: e tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia diante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

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“Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.

A vinda de Jesus é repleta de mistério. Ele nasce numa pobreza extrema e atrai personagens desconhecidos como os reis magos que surgem misteriosamente dos diferentes continentes para adorá-lo. Cada um deles representa uma parte do mundo então conhecido como civilizado na época. Jesus é o centro de toda cultura e de toda história. Poderíamos afirmar que a epifania é como se fosse o que será no futuro Pentecostes onde todas as pessoas “abertas” a vontade de Deus serão renovadas pelo sentimento do amor profundo de Deus em suas vidas. O fato da “baixada” de Deus até nós em Jesus Cristo sempre será surpreendente. Jesus vivo e ressuscitado será foco da pregação de diversas pessoas fora do âmbito do judaísmo.

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Como poderemos hoje ver a estrela de Jesus em meio à humanidade dividida em contínua discórdia? Assim como os reis magos somos atraídos à gruta de Belém. Para a humildade que nos revelará aquilo que somos. O homem jamais será feliz enquanto pensar que é autor de sua própria felicidade. Deus nos criou como suas criaturas. Estamos aqui para irmos em direção ao seu chamado. A vida dentro da iniquidade ou indiferença para as coisas de Deus já provou sua falência dentro de um mundo depressivo e cheio de sinais de morte.
Percebemos na figura de Herodes um rei ambicioso que não cumpre com sua função de ajudar na salvação de seu povo. Tem o poder mais não sabe direcioná-lo no sentido da justiça e fraternidade. Todos nós, embora sendo profundamente limitados, podemos fazer algo para que este mundo seja melhor. Devemos utilizar todos os dons e bens que o Senhor nos concede para que o mundo seja melhor. Não podemos ficar cegos na busca das coisas materiais porque elas não nos pertencem. Só o que nos pertence é a vida definitiva que é conquistada pela aceitação da vontade de Deus em nossa vida.
Os reis levam presentes relacionados com o que Jesus representa para nós. O ouro da realeza, o incenso da divindade e a mirra da humanidade. Jesus irá entregar sua vida por cada um de nós. Ele vem libertar o coração de todos os que se sentem oprimidos. Nós quando somos batizados também assumimos os três múnus: sacerdócio, profecia e o reinado. Isto nos é dado para concretizarmos o Reino de Deus no mundo. Não o reino de Herodes, mas sim o reino de solidariedade que Jesus nos ensinou a viver através de sua Palavra e do alimento Eucarístico.
Para seguir a estrela de Jesus precisamos esquecer-nos de nós mesmos e percebermos o quanto somos importantes para Deus e para nossos irmãos. Não podemos parar em nossa peregrinação na tentativa de construir um mundo de amor e solidariedade.


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“Maria nossa querida mãe, ajuda-nos a entender o sentido da vinda de vosso Filho que vem salvar toda à humanidade”.