segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Epifania do Senhor

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“JESUS É O SINAL DE UNIDADE A TODAS AS PESSOAS DE BOA VONTADE”.

A festa da Epifania (revelação ou manifestação), que celebramos neste próximo domingo, nos faz refletir sobre a grande finalidade da vinda de Jesus. Ele não vem salvar só o povo de Israel, mas sim todas as pessoas que se abrem ao Reino de Deus. Somos convidados a seguir a estrela de Jesus rumo a um mundo mais solidário e fraterno. Quando Jesus vem participar de nossa vida somos transformados pelo seu amor e buscamos uma profunda conversão. Estar com Jesus significa acolher a todos e levá-los a uma conversão de vida.

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EVANGELHO (Mt 02, 01-12):

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disto, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: e tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia diante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

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“Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.

A vinda de Jesus é repleta de mistério. Ele nasce numa pobreza extrema e atrai personagens desconhecidos como os reis magos que surgem misteriosamente dos diferentes continentes para adorá-lo. Cada um deles representa uma parte do mundo então conhecido como civilizado na época. Jesus é o centro de toda cultura e de toda história. Poderíamos afirmar que a epifania é como se fosse o que será no futuro Pentecostes onde todas as pessoas “abertas” a vontade de Deus serão renovadas pelo sentimento do amor profundo de Deus em suas vidas. O fato da “baixada” de Deus até nós em Jesus Cristo sempre será surpreendente. Jesus vivo e ressuscitado será foco da pregação de diversas pessoas fora do âmbito do judaísmo.

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Como poderemos hoje ver a estrela de Jesus em meio à humanidade dividida em contínua discórdia? Assim como os reis magos somos atraídos à gruta de Belém. Para a humildade que nos revelará aquilo que somos. O homem jamais será feliz enquanto pensar que é autor de sua própria felicidade. Deus nos criou como suas criaturas. Estamos aqui para irmos em direção ao seu chamado. A vida dentro da iniquidade ou indiferença para as coisas de Deus já provou sua falência dentro de um mundo depressivo e cheio de sinais de morte.
Percebemos na figura de Herodes um rei ambicioso que não cumpre com sua função de ajudar na salvação de seu povo. Tem o poder mais não sabe direcioná-lo no sentido da justiça e fraternidade. Todos nós, embora sendo profundamente limitados, podemos fazer algo para que este mundo seja melhor. Devemos utilizar todos os dons e bens que o Senhor nos concede para que o mundo seja melhor. Não podemos ficar cegos na busca das coisas materiais porque elas não nos pertencem. Só o que nos pertence é a vida definitiva que é conquistada pela aceitação da vontade de Deus em nossa vida.
Os reis levam presentes relacionados com o que Jesus representa para nós. O ouro da realeza, o incenso da divindade e a mirra da humanidade. Jesus irá entregar sua vida por cada um de nós. Ele vem libertar o coração de todos os que se sentem oprimidos. Nós quando somos batizados também assumimos os três múnus: sacerdócio, profecia e o reinado. Isto nos é dado para concretizarmos o Reino de Deus no mundo. Não o reino de Herodes, mas sim o reino de solidariedade que Jesus nos ensinou a viver através de sua Palavra e do alimento Eucarístico.
Para seguir a estrela de Jesus precisamos esquecer-nos de nós mesmos e percebermos o quanto somos importantes para Deus e para nossos irmãos. Não podemos parar em nossa peregrinação na tentativa de construir um mundo de amor e solidariedade.


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“Maria nossa querida mãe, ajuda-nos a entender o sentido da vinda de vosso Filho que vem salvar toda à humanidade”.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Sagrada Família


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“A SAGRADA FAMÍLIA NOS INDICA QUE TODA FAMÍLIA É SAGRADA”.



Queridos irmãos neste próximo domingo celebramos a Festa da Sagrada Família de Nazaré. São poucos os dados que temos sobre a infância de Jesus, mas o que os evangelhos nos trazem e a Tradição da Igreja nos ensina são suficientes para sabermos que a vida de Jesus com sua família é um grande exemplo para nós. Vivemos uma profunda crise de relacionamento humano porque abandonamos o essencial e nos detemos no superficial de nossas vidas. A família é uma instituição sagrada. É nela que nasce as pessoas que irão constituir a comunidade. Se fizermos uma comparação com uma indústria poderíamos dizer que ela nos traz o produto manufaturado, elaborado para a sociedade. Se uma pessoa não conseguiu viver em uma família harmônica dificilmente poderá estar equilibrada dentro da comunidade.


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EVANGELHO (Lc 02,22-40):

Quando se completaram os dias para a purificação  da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na lei do Senhor. Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o messias que vem do Senhor. Movido pelo espírito, Simeão veio ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de teu povo Israel”. O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Esse menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. Havia também uma profetiza, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo, conforme a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

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“Esse menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição”.

O cristianismo sempre será uma religião “intragável” quando levado no seu sentido original. Ao obedecemos a Palavra de Deus não podemos mais obedecer a palavra do mundo. Percebemos que desde o início Maria e José já participam do mistério de Deus presente na história do homem. Neles vemos o respeito profundo pelo projeto de Deus e o sofrimento que virá como decorrência da missão. O sim dado a Deus com alegria muitas vezes terá que passar pela prova de dor e sofrimento.
A crise internacional do relacionamento humano que vivemos atualmente tem suas raízes na resistência que o homem faz em pensar que é autor solitário de sua realização e felicidade. Desde o momento em que fomos fecundados, ou porque não dizer antes mesmo no coração da Santíssima Trindade, Deus já tinha um plano de amor para cada um de nós. Nas famílias que se amam de verdade é que acontece o conhecimento profundo do sentido de nossa vida. É na família, verdadeira sementeira de vocações, que a pessoa irá aprender a buscar a felicidade dentro da solidariedade que é a essência do Reinado de Deus.

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A sociedade fica em crise quando as relações familiares são postas em segundo plano. A festa da Sagrada Família de Nazaré é um exemplo forte para o mundo individualizado pelos seus próprios aguilhões. Sofremos as conseqüências das “separações” dos casais, das famílias desorganizadas que não são sementeiras de solidariedade. Fala-se em controle da natalidade. Não temos lugar para mais seres humanos? Somos tão pobres que não podemos criar mais meios de subsistência para outros seres humanos? Quantas crianças são assassinadas pelas suas próprias mães antes mesmo de nascerem? O que adiantou ao homem ter ido até a lua se ele não encontra solução para a vida terrena?
A palavra fundamental que se torna base do cristianismo é a solidariedade. Só numa nova visão comunitária é que se poderá superar os sofrimentos que passamos por não sabermos partilhar. É dentro do seio familiar que a pessoa é formada. É sentindo-se verdadeiramente amada é que ela cria raízes fortes para ser algo no mundo. Praticamente estamos vivendo a calamidade das drogas que se propagam cada vez mais devido ao grande vazio que os adolescentes e jovens sentem no coração por falta de uma família bem estruturada. Não adianta queremos combates as conseqüências sem ir em direção as causas. Temos que primeiro equilibrar as pessoas para depois transformar a sociedade.
 A festa da Sagrada Família deve ser uma avaliação constante de nossos afetos. Para onde estamos direcionando o nosso amor? Enquanto não nos sentimos realmente amados não temos condições para amar. Não basta os títulos universitários e uma grande tecnologia se o homem regride no sentido básico de sua existência. As famílias dos que seguem o plano do reinado de Deus devem ser locais de oração e acolhida especialmente para os mais empobrecidos deste tempo difícil que vivemos onde as pessoas se iludem pensando que serão felizes longe de Deus.

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“Jesus, Maria e José ajudai-nos a viver a nossa vida na partilha e solidariedade”.