segunda-feira, 30 de outubro de 2017


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“ESTA VIDA NOS PREPARA PARA A VIDA DEFINITIVA”.

No dia dois de novembro celebramos a memória de todos os fiéis falecidos. São todos os irmãos que já foram para eternidade, que já cumpriram com sua trajetória limitada nesta vida. Ela é o maior dom que recebemos do Criador. Vamos rezar pelos nossos falecidos. Podemos aproveitar este dia para alcançarmos a graça da Indulgência Plenária em favor de algum falecido.
A nossa existência é um grande mistério de amor. Estamos neste mundo para amar e servir a Deus e aos nossos irmãos. Encontramos o sentido de nossa vida na prática do bem e no evitar o mal. A morte física é um filtro muito importante que sempre deve questionar nossas atitudes: o que estamos fazendo com o tempo mortal que Deus está nos dando? Ela nos ajuda a perceber que a maioria das pessoas se acostuma a mentir para elas mesmas se esquecendo que tudo passa. As vaidades do mundo caem por terra diante da realidade da morte. Para o que vale a fama? As honras e títulos do mundo se tudo passa e logo não estaremos mais neste mundo?

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A maioria das pessoas que pensam sobre a morte sentem certa insegurança. O que aconteceu com esta pessoa íntima que conviveu várias vezes comigo? O que vem depois desta vida? Será que vamos continuar existindo depois desta existência terrena?
Durante a história o homem sempre tentou encontrar respostas para estes questionamentos. Alguns quiseram dizer que depois desta nossa existência reencarnamos. Outros afirmavam que os diversos deuses tomariam conta da pessoa enquanto o seu cadáver estivesse incorrupto etc. Foram surgindo muitas idéias sobre a vida após a morte. Até o dia em que um homem que foi crucificado (morreu certamente); aparece para os seus amigos depois de três dias de seu sepultamento. O curso da história mudou após a ressurreição de Jesus Cristo. A partir deste momento, através do testemunho de seus amigos (apóstolos), temos a certeza de que nós também iremos ressuscitar após esta vida.
O cristianismo não é uma ideia ou uma teoria, é um fato histórico que mudou o pensamento sobre a vida após a morte. Após o dia de Pentecostes, os apóstolos começaram a anunciar o grande conteúdo da fé cristã: Jesus está vivo e ressuscitado.
Cristo deixou uma fórmula para o nosso processo de ressurreição que é a prática do bem vivendo em profundidade o mandamento do amor que sempre será um grande desafio para quem vive neste mundo.
Esta existência que estamos vivendo é uma “segunda gestação” que nos prepara para a vida definitiva. Deus não nos criou para a morte, mas para a vida. Ele é que nos salva e nos santifica. Devemos fazer o possível para correspondermos à graça de Deus para progredirmos em nosso processo de ressurreição. Nesta vida devemos nos preocupar com a nossa conversão concretizando em nossa vida o que o Senhor nos pede.
É necessário que neste dia de finados rezemos pelos nossos falecidos. A Igreja nos concede o dom da indulgência plenária para quem vai ao cemitério ou a uma igreja rezar na intenção do Santo Padre o Papa uma oração que pode ser um Creio, um Pai Nosso e uma Ave Maria. Junto é necessária a Confissão e a Santa Missa com comunhão conforme a Igreja nos prescreve. Você poderá oferecer esta oração pela salvação de uma alma que esteja no purgatório e esta pessoa irá ter a salvação imediata. É evidente que para que isto aconteça se faz necessário que estejamos em estado de graça. Com confissão e celebração da eucaristia.
Recomendamos a leitura do capítulo 15 da primeira carta de São Paulo aos Coríntios. Todo ele fala sobre a ressurreição.

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“OS SANTOS SÃO OS AMIGOS FORTES DE DEUS QUE INTERCEDEM POR NÓS”.

Neste próximo domingo celebramos a festa de todos os santos da Igreja. É a nossa festa antecipada. Pela graça de Deus estaremos todos um dia na Glória. Iremos viver a alegria permanente do eterno convívio com aqueles que procuraram ser fiéis ao que o Senhor lhes pediu. A santidade consiste na descoberta e na concretização da vontade de Deus em nossa vida. É uma busca constante de estabilidade no amor na constante instabilidade da vida. É o grande desafio de se obedecer a Deus na humildade da Fé.
Estamos dentro de um mundo fortemente marcado pelo individualismo. Quem busca a santidade busca a fraternidade vivendo no altruísmo. Dividindo sua vida com a vida dos irmãos. Em meio a tudo isto: o que significa ser santo? Os santos podem interceder por nós que peregrinamos neste mundo em direção a eternidade?

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Santo é toda pessoa que está no convívio com Deus na eternidade. Existe um grande número de santos que não foram canonizados. A Igreja canoniza somente 0,01% dos cristãos que faleceram. Considerando eles como modelo e intercessores para os cristãos que estão na Igreja Peregrina. Após um longo processo de beatificação e canonização, com a confirmação dos milagres de forma científica, determinado cristão é canonizado pelo Santo Padre o Papa. A partir deste momento podemos pedir graças por meio desta pessoa, pois são grandes amigos de Jesus. Há muita confusão em outras confissões religiosas que acham que nós católicos adoramos os santos. O que na realidade não é verdade. Temo-los como intercessores no Céu. Eles já foram provados definitivamente na Fé e hoje por estarem na Glória de Deus rezam por nós que ainda estamos nesta instabilidade da vida.
A Igreja tem uma visão comunitária da fé. Não nos salvamos e não nos condenamos sozinhos. Quando alguém, por meio da Graça de Deus, se santifica passa a ajudar aos seus irmãos a se santificarem. Isto se pode perceber claramente na Sagrada Escritura em seus grandes personagens, mesmo no Antigo Testamento.
A mãe de Jesus é a grande intercessora que foi-nos dada por Ele no momento crucial que dava a sua vida para nos salvar (Jo 19, 25-27). Maria quer que todos se salvem por saber da maravilha de se estar constantemente na presença de Deus.
Buscar a santidade é buscar a concretização dos valores do Evangelho em nossa vida numa constante tentativa de se fazer o bem e evitar o mal. O mundo individualista precisa ser recheado com o amor de Deus que é passado pelas pessoas virtuosas que procuram amar a todos sem exceção.
Santidade é a busca constante da estabilidade no amor na constante instabilidade da vida. Não temos nesta existência uma vida plana, somos limitados. Temos a certeza que Deus nos ama acima de nossas limitações. Devemos nos empenhar em direcionar nossa liberdade na aceitação da vontade de Deus. Sermos seus amigos fortes. Estamos todos em um processo de conversão. O imediatismo presente em nossa sociedade é prejudicial para a vivência cristã porque faz que valorizemos os bens temporais acima dos bens eternos.
Nenhum santo foi reconhecido pela sociedade quando estava neste mundo, mas isto não nos deve desanimar na prática do bem. Devemos nos animar e lutar para que este mundo seja melhor através do amor, da justiça e da solidariedade que são a essência do Evangelho.

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O principal mandamento

          
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“A VIDA DO CRISTÃO SE DEFINE PELO AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO”.

Deus nos criou para participarmos de sua felicidade. Ele é o Sumo Bem. Aproximamo-nos de Deus a partir da prática do Bem. Esta prática nos define exatamente o que é o amor: saída de nós mesmos para a comunicação e construção do outro. Não seremos felizes se nos afastarmos do Criador. Se Deus é amor, seremos felizes se vivermos o amor, pois através dele nos identificamos com o nosso Criador. Infelizmente, percebemos que o ser humano pensa em ser autor de sua própria realização deixando de lado a fonte da vida. Fora de nossa origem não seremos felizes. O individualismo do mundo que vivemos nos arrasta a buscarmos vitórias sem nos importarmos com a vida dos irmãos. Tudo que temos pertence a Deus e só nele encontraremos respostas para nossas interrogações mais profundas.


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EVANGELHO (Mt 22, 34-40):
Naquele tempo, os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: “Mestre, qual é o maior mandamento da lei?” Jesus respondeu: “ ‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a lei e os profetas dependem destes dois mandamentos.

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração e teu próximo como a ti mesmo”.

Quando refletimos sobre a essência de qualquer coisa, buscamos encontrar o sentido de sua existência. Muitos objetos foram criados pelo homem através da história para suprir alguma necessidade fundamental. O questionamento feito pelo homem sábio desta passagem do evangelho nos mostra o porquê existimos. A resposta forte e decidida de Jesus nos indica que estamos neste mundo para amarmos e servirmos a Deus e a nossos irmãos.
Vivemos continuamente em um processo de amorização. Se estivermos amando estamos mais próximos do objetivo de nossa existência. Se estivermos cheios de egoísmo e nos afastamos do processo de amorização, estamos nos deteriorando. Vivemos como cadáveres ambulantes, só servindo as nossas paixões.
Todo cristão, ao ser batizado, procura levar em sua vida os valores de Cristo que se encerram na prática efetiva do amor. O nosso relacionamento com Deus deve transbordar para o relacionamento com o próximo. Hoje percebemos o caminho inverso. Muitas pessoas pensam em ser felizes numa realização egoísta sem perceber que no fundo fomos todos criados para um profundo relacionamento interpessoal. Estamos em uma grande crise de afeto onde as pessoas não conseguem se sentirem amadas e se tornam incompetentes em amar os semelhantes.

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Muitas vezes em nossa vida escutamos e refletimos sobre o mandamento do amor. O que significa amar a Deus sobre todas as coisas? Nós seres humanos temos um centro afetivo onde colocamos uma “hierarquia de valores” que vamos assumindo durante nossa existência. Se desviarmos este centro afetivo para as coisas materiais, que na realidade são instrumentos para se alcançar o verdadeiro relacionamento com Deus; nos perdemos em busca de algo superficial que jamais irá preencher o nosso vazio interior.
Toda criatura humana nasce com uma profunda “fome” do Eterno. No fundo de seu ser quer se relacionar com o Criador. Esta fome pode ser facilmente desviada para coisas mais imediatas. Para bens que não levam à comunicação com Deus. Pode acontecer também que o homem queira “inventar” relacionamentos com o sobrenatural que não lhe levam a nada. Hoje há um falso misticismo que é como se fosse um pequeno curativo para uma imensa ferida. Muitos cristãos se afastam da Eucaristia que é fonte de paz e alegria para se apegar as modas espirituais da modernidade. Um católico que muda de religião põe em risco a sua salvação, pois nega a Jesus Cristo como um todo.
O pecado fez que o homem se afastasse de Deus, fugisse de sua face. Quando o homem pensou que poderia fazer tudo sem o Criador, se perdeu redondamente transmitindo a imperfeição para as gerações futuras. Infelizmente não falamos mais em pecado porque ele normalmente faz parte de nossa vida. Procuramos encontrar várias soluções para melhorar a vida do homem sobre a terra e nos esquecemos facilmente do fundamental.
A consequência deste primeiro mandamento é a concretização do amor dentro da comunidade. Não podemos amar a Deus se não nos amamos e amamos o próximo que é esta pessoa que está mais perto de nós em nossa vida.

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Os dois elementos se complementam na verdadeira realização do homem. Não somos Criadores, mas participamos da criação. Somos protagonistas de um mundo mais fraterno e justo onde todas as pessoas tenham condições de sobrevivência. Ainda temos muitos seres humanos com fome em um mundo onde existe alta tecnologia.

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“Aumentai Senhor Jesus a nossa sensibilidade para percebermos claramente o sentido de nossa vida.”



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dai a César o que é de César

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“O TESOURO MAIS IMPORTANTE É IMPERECÍVEL”.

Embora Deus nos fale sempre numa linguagem misteriosa. Ele não se cansa de oferecer seu amor por nós. Nossa vida é cheia de escolhas e decisões. Devemos escolher entre o bem e o mal. O bem nos leva a felicidade eterna e o mal nos leva ao mal eterno. O mal se apresenta cheio de “facilidades” e o bem cheio de “dificuldades”. As coisas de Deus, embora mais obscuras, sempre nos levam ao bem e a perfeita alegria. O mundo se perde em suas próprias teias. Cria leis que acabam prejudicando o crescimento integral da pessoa. Procura a felicidade desviando-se da fonte da verdadeira alegria que se resume na concretização da vontade de Deus em nossa vida. Descobrir o que Deus quer de nós e concretizar sua vontade é a única fonte que nos faz feliz nesta vida em preparação para a definitiva.

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EVANGELHO (Mt 22, 15-21):
Naquele tempo, os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? Mostrai-me a moeda do imposto!” Trouxeram-lhe então a moeda. E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

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“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Somos desafiados a selecionar os valores durante toda nossa vida. O problema da nossa existência é um problema administrativo. O que vamos escolher? O que permanece ou o é transitório? A Deus precisamos dar o que temos de melhor. Ele é o nosso Criador que nos ama permanentemente. Estamos sobre o seu olhar em todos os momentos de nossa vida. Corresponder ao seu amor é possível quando percebemos sua presença em nossa vida.
O povo de Israel estava sobre a dominação do Império Romano. Todos deveriam pagar impostos a César. Desde este tempo e muito antes, o homem cria leis que muitas vezes favorecem um pequeno grupo privilegiado. Jesus não se ausenta desta realidade e separa o pensamento do homem, iludido pela ganância, do pensar de Deus que nunca cobra, mas vive uma pura gratuidade em relação ao que criou para o benefício do homem. Só entenderemos quem é Deus pela gratuidade unida a humildade.
A moeda de Deus é totalmente diferente da moeda do Império. A medida de Deus é a medida do amor. Ele se manifesta com um gesto de solidariedade que vai em busca do homem para construí-lo. Deus não conhece imposto, pois se fosse cobrá-lo não teríamos com o que pagar. O amor de Deus por nós é um amor de edificação e só no momento que entendemos isto e passamos a vivê-lo em nossa vida encontraremos a paz interior que tanto buscamos.

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Os herodianos eram homens que não queriam crer na ressurreição. Aproveitavam-se da dominação romana para se beneficiarem. Tinham uma crença puramente material em busca de uma prosperidade terrena. Hoje são muitas as religiões que se dizem seguidoras de Cristo que estão mais preocupadas com as “ofertas dos fiéis” do que com sua própria conversão. Esta é uma situação condenável, pois quem prega Cristo tem que viver a pobreza solidária que é parte essencial do Evangelho.
Damos a César (hoje a sociedade materialista), o perecível e o transitório e a Deus nós temos que dar o bem que realizamos nesta vida para sermos semelhantes a Ele. Este é o grande desafio de nossa existência brevíssima que vivemos neste mundo. Não podemos nos apegar aos bens materiais. Eles devem nos ajudar na prática da justiça e da solidariedade.
Os missionários negam tudo para levar Cristo a diversas nações que não conhecem sua mensagem. Quando praticamos o bem sem ver resultados imediatos, mas só confiamos na Divina Providência, nossa atitude é de verdadeira entrega ao Senhor que sempre nos assiste em nossas necessidades.

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 “Fazei Senhor que saibamos nos desprender das coisas transitórias e colocar todo nosso amor no que deixastes para nós.”


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Devemos aceitar imediatamente a Graça de Deus


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“DEVEMOS ACEITAR O QUE DEUS PREPAROU PARA NOSSA VERDADEIRA FELICIDADE”.



Deus não cansa de oferecer seu amor para que alcancemos à salvação. A parábola do banquete e dos convidados nos mostra que Ele preparou tudo para nossa realização. Precisamos lutar contra nós mesmos para alcançarmos à verdadeira felicidade. Só seremos realmente felizes quando lutamos contra o nosso próprio egoísmo. A mesa do Reino de Deus já está posta para nós. Agora precisamos aceitar o que Ele nos preparou em seu imenso e misterioso plano de amor para conosco.


EVANGELHO (Mt 22, 01-14):
Naquele tempo, Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: “O reino dos céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos deste homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. Porque muitos são os chamados, e poucos são escolhidos”.

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“Muitos são os chamados, e poucos são escolhidos”.

Muitas vezes escutamos esta afirmação que já se tornou um dito popular. Na realidade nos esquecemos que Deus ama a todos da mesma forma e oferece constantemente sua salvação as suas criaturas. Ele permanece nos amando mesmo que não sejamos sensíveis ao seu amor.
Nesta parábola, o banquete representa o desejo de Deus de que todos participem de sua felicidade. O diferencial acontece na nossa forma de acolher o seu convite. Ele preparou tudo para sermos felizes. Ao sermos criados já somos convidados a participar de sua alegria. A graça de Deus vai de encontro a todos.  Infelizmente tem muitas pessoas que desprezam o seu amor e vão à busca de suas próprias felicidades dentro de um caminho de egoísmo e auto-suficiência.
Existem dois caminhos a serem percorridos. Um deles é o caminho do egoísmo que nos leva a pensar que somos autores de nossa própria felicidade. Este caminho nos torna independentes do Criador. Estes representam os convidados que negaram o convite do rei por pensarem que podem construir sua vida sem se recordar que nós vivemos sempre em relação a Deus e aos irmãos.

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Outro caminho é o caminho da partilha ou da aceitação da presença de Deus que nos leva a sermos solidários. Quando nos sentimos criaturas de Deus queremos dar o que recebemos de graça. Estamos sempre disponíveis a fazer o que Cristo nos ensinou. Quando conhecemos o Sumo Bem estamos aptos a viver a prática do bem.
Havia um homem sem o traje oficial da festa. Ele representa aqueles que querem se aproveitar da situação do Reino de Deus sem terem nenhum compromisso. Vemos hoje tantas religiões que falam muito de Cristo, mas que transformam o seguimento em um verdadeiro comércio empresarial. O verdadeiro seguimento de Cristo envolve a cruz e o sofrimento. O cristão que se afasta da presença real de Cristo na Eucaristia e da devoção a Maria Santíssima está pondo em risco sua salvação.
O banquete é a partilha do próprio Cristo na comunidade. Devemos “cristianizar” os ambientes. Passar o testemunho da alegria de estarmos sempre em festa, recebendo Jesus em nosso coração. Tudo deve passar pela amorização dos valores deixados por Jesus. Estes valores são eternos. Não são momentâneos como o “pregado” pelas relações comerciais do mundo de hoje que afirma ser muito evoluído.

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“Senhor Jesus, lhe entregamos nossa vida para fazermos unicamente o bem”.