segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O valor do perdão

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“O PERDÃO É RESULTADO DA EXPERIÊNCIA CONCRETA DO AMOR DE DEUS EM NOSSA VIDA”.



Dentro do mês da Bíblia, neste domingo, somos questionados sobre o sentido profundo de libertação que ocorre em nossa vida a partir do perdão. O perdão tem três dimensões fundamentais: recebemos de Deus, perdoamos a nós mesmos e perdoamos os nossos irmãos. Quando acontece esta experiência de perdão sentimos em nosso coração uma tremenda alegria. Quando falamos que o amor deve superar o ódio dentro do cristianismo, estamos falando na concretização do perdão que se torna para nós cristãos fonte da verdadeira felicidade.



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EVANGELHO (Mt 18, 21-35):

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com o que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei’. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti? O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.”    

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“Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

O perdão sincero é um dos desafios mais fortes que enfrentamos em nossa caminhada cristã. O gesto de perdão está ligado intimamente ao nosso contato com a verdade e humildade. Quando somos verdadeiros temos a coragem de perdoar. Somos também desafiados a vivermos hoje a antiga “correção fraterna”, que parece que está esquecida hoje devido ao profundo relativismo que vivemos.
Esta parábola contada por Jesus tem um significado muito atual para nós. Todos foram perdoados da grande dívida do pecado original e não temos direito de cobrar nada de nossos irmãos, pois somos devedores de nossa própria vida.
O perdão está relacionado com a palavra perda. Ele exige a perda de algo que temos para a realização de nosso próximo. O mundo em que vivemos está sobre uma forte tensão de falta de entendimento entre as pessoas. Este é o grande desafio universal que enfrentamos hoje. A falta de comunicação entre as pessoas faz que elas não se perdoem mais. Isto vai nos levando a um forte vazio existencial que nos leva a sucumbir em nossos empreendimentos.
A experiência cristã é experiência de misericórdia e perdão. Quando recebemos o perdão de Deus, nos perdoamos e sabemos perdoar a nossos irmãos. Quando isto acontece a nossa vida é transformada. Não podemos amar e odiar ao mesmo tempo. Deus já nos deu seu perdão definitivo com a entrega de seu Filho para nos salvar. Nada pode se comparar a esta atitude de entrega e misericórdia.
Estamos numa sociedade de cobranças. Cada um deve produzir para si mesmo a fim de alcançar uma realização pessoal. A proposta cristã é uma proposta comunitária essencialmente. É na partilha que o homem se realiza. Enquanto nossos relacionamentos não forem melhorados estaremos sempre na superficialidade.
Todos somos endividados em relação à misericórdia de Deus. Somos limitados pela nossa própria administração do que Deus nos proporciona. Pedro imagina que sete vezes seria suficiente no sentido de um perdão perfeito, legal e não um perdão misericordioso que não se recorda mais da dívida. Deus é capaz de nos perdoar desta forma por nos amar de um jeito absoluto. Ele nos ama como somos e em conjunto dentro de nossas relações.
O que recebe perdão tem a responsabilidade de perdoar. Todos fomos perdoados, por esta razão não podemos querer exigir de nossos irmãos aquilo que recebemos de graça. Na realidade o perdão é um processo que faz parte da amorização que o Senhor quer que vivamos nesta vida.
Quando estamos imbuídos do Espírito Santo nosso amor se torna comunitário. Começamos a valorizar a existência dos outros que passam pelo mesmo processo que o nosso. Todo cristão é desafiado pela prática do perdão que só será possível na abertura e aceitação da realidade do amor de Deus presente em nós desde a nossa origem.

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“Senhor Jesus ajudai-nos a entender o quanto temos que perdoar para sermos felizes.”













segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Oração e misericórdia


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“A ORAÇÃO UNIDA A MISERICÓRDIA FAZ QUE O CRISTÃO SEJA UM AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO DA HISTÓRIA”.


Estamos no mês da Palavra de Deus. A Bíblia unida ao ensinamento do magistério da Igreja é a grande fonte onde encontramos o que Deus deseja de cada um de nós em particular e na nossa vivência comunitária. Jesus nos pede no evangelho deste domingo que sejamos autênticos com nossos irmãos sabendo viver a “correção fraterna” quando necessária. O tema da oração também se faz presente. Pela oração somos fortificados em nossa fé. Quando oramos em conjunto este nosso clamor chega a Deus e Ele nos atende.

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EVANGELHO (Mt 18,15-20):

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou aí, no meio deles”.

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“Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou aí, no meio deles”.

O tema da fraternidade sempre esteve presente no cristianismo desde Pentecostes. A presença do Espírito Santo na comunidade apostólica foi a força permanente de unidade que percebemos ainda hoje na Igreja. Quando absorvemos com alegria o que o Senhor nos pede somos imbuídos de espírito fraterno. Esta fraternidade cristã só é possível no momento em que somos verdadeiros consigo mesmos e com nossos irmãos. A humanidade caminha para sua própria ruína se não perceber o seu valor comunitário. Jesus veio até nós para nos ensinar que a essência de nossa vida é nos construirmos construindo os outros. O ensinamento de Jesus serve para todo ser humano. Devemos praticar o bem e evitar o mal. Descobrir a alegria do despojamento em nossa vida. Saber perder para ganhar. Hoje muitas pessoas querem ganhar e acabam perdendo. O egoísmo não oferece nada ao ser humano.
Não existe pai que não queira ver seus filhos felizes entre si em comum acerto. A grande consequência do pecado original foi a competição entre os irmãos. Infelizmente estamos sendo preparados para competir e não para promover o outro. Esta é uma fonte de infelicidade e frustração que a maioria das pessoas assume em suas vidas. Percebemos na vida dos santos que a experiência de Deus leva imediatamente a experiência dos irmãos. Quando nos amamos de verdade participamos da felicidade que Deus preparou para nós.
A grande característica de que estamos concretizando a vontade de Deus acontece quando partilhamos nossa vida dentro da comunidade. Deus está no meio daqueles que procuram ser igual a Ele.
Deus Trindade é a verdadeira comunidade. Nosso Criador nos fez para a partilha. Nela encontramos a nossa razão de ser. Somos participantes do mistério de Deus à medida que buscamos a solidariedade de nossa existência. Através da vida de oração descobrimos quem é Deus e quem somos nós.
O conhecimento e a técnica devem estar a serviço da verdadeira realização do homem. Notamos cada vez mais uma grande evolução na humanidade em alguns aspectos. Por outro lado ainda vemos pessoas que morrem de fome, que não tem o básico para sua sobrevivência. Somos irmãos, não podemos esquecer-nos desta realidade.
Estamos dentro de um surto fortíssimo de depressão, há um grande consumo de remédios para regular nossas ansiedades. Percebemos a grande crise afetiva em todas as partes. O vazio absoluto que existe em nosso coração só pode ser preenchido pelo absoluto de Deus, do contrário, caminhamos para a verdadeira morte que é o isolamento.
Quando amamos o próximo estamos nos amando, sendo que o amor é exigente. É promoção do outro dentro de sua realidade. Amar também é sofrer e ser mártir. As crises nas famílias têm suas raízes no esquecimento de que toda vocação é um desafio. Colocar Deus em primeiro lugar é retirar todo egoísmo de nossas intenções.
Vamos nos utilizar da Palavra de Deus para encontrarmos a fonte dos verdadeiros valores que irão nos levar a viver uma vida nova no desafio do espírito comunitário.

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“Senhor Jesus que possamos entender cada vez mais o significado de sua vinda até nós.”




segunda-feira, 28 de agosto de 2017

O valor da renúncia de si mesmo

           
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“SEGUIR A CRISTO É RENUNCIAR A SI MESMO PARA IMPLANTAR O AMOR NO MUNDO”.


No evangelho deste próximo domingo Jesus nos fala do sofrimento que terá que passar para concretizar o plano do Pai. Não existe amor sem perda. Ele é uma saída de nós mesmos para a edificação do próximo. Quando Pedro percebe o fato do sofrimento de Jesus e sua “aparente derrota” faz uma espécie de falsa profecia dizendo que Deus jamais iria permitir isto. Ele fala isto sem pensar devido ao grande amor que devotava ao seu mestre. Pedro nesta ocasião representa a nossa fraqueza diante do desafio do seguimento. É repreendido pelo mestre que lhe ensina que precisamos perder a vida se queremos salvá-la. Não há como separar a Cruz do Cristo e o Cristo da Cruz. São duas realidades que se unem para nossa salvação. A conclusão que chegamos é que se queremos seguir ao Senhor até a eternidade iremos passar inevitavelmente por ela.

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EVANGELHO (Mt 16,21-27):

Naquele tempo, Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!” Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”.

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“Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la”.

A partir deste evangelho podemos refletir sobre as coisas de Deus e as coisas dos homens. Qual é a diferença entre as duas? Deus nos ama como Criador e nós amamos de forma limitada como criaturas. As coisas de Deus são eternas. Deus no vê já na eternidade ao seu lado. Nós ainda somos limitados e muitas vezes nos enganamos pensando que a vida é só aqui neste mundo e somos enraizados no materialismo. Os nossos instintos nos dominam levando-nos para fora de nós mesmos. A crise afetiva mundial que a humanidade atravessa tem aí sua origem.
A resposta dura de Jesus a Pedro nos apresenta um forte radicalismo no objetivo que ele tem de dar sua vida para nos salvar. Talvez este seja o ponto de difícil aceitação do cristianismo por parte de um bom número de pessoas da sociedade que querem um Cristo do conforto e não o conforto do Cristo. Muitos fogem do comprometimento com a missão que Jesus nos pede.
A cruz é inerente ao seguimento de Cristo. Não é uma busca de sofrimento voluntário. É a conseqüência dos que dizem sim a Deus. A visão limitada de Pedro era incapaz de perceber a dimensão sobrenatural do Mestre que veio ao mundo para dar sua vida em resgate da nossa. O despojamento se faz necessário para descobrirmos a realidade do amor de Deus e sairmos de encontro aos nossos irmãos. Devemos imitar a Cristo se quisermos alcançar a felicidade, o mundo já provou a muito tempo o seu fracasso em buscar a felicidade com seu método egoísta.
Quando nos tornamos cristãos assumimos a vida de Cristo em nossa vida. Ele foi desprezado, nós também não seremos aceitos por todos especialmente por aqueles que são manipulados pela grande mídia e que caem no relativismo.
O processo de adesão à verdade fará que comecemos neste mundo uma experiência da verdadeira liberdade. Não adianta ter tudo se não termos nada. A felicidade se encontra dentro de nosso coração. Não nos elogios e valores que possam nos dar por aspectos externos de nossa vida. O ter está em função do ser. Se ele estiver fora de sua função se torna um aguilhão da morte.
O amor exige saída e desconforto. É uma tarefa árdua, exercício de puro altruísmo de nossa parte. Se nos esquecermos e colocarmos a missão em primeiro plano seremos mais felizes. A fonte de sofrimento que existe no mundo vem pelo egoísmo implantado pelo pecado pessoal e social que torna as pessoas indiferentes ao Criador.
A vida é o maior dom que recebemos de Deus. Ela deve ser preservada no sentido positivo: na tentativa de direcioná-la na concretização da vontade de Deus. A nossa existência já é um chamado para se alcançar a verdadeira felicidade.
Nesta linguagem paradoxal de Jesus, percebemos que o buscar a si mesmo leva o homem a sua própria ruína. O ser humano foi criado para uma relação com o “outro”. Depois de se descobrir amado pelo Criador, ele passa a se amar e vai de encontro aos seus semelhantes.
Pedro ainda não entendia o valor do mistério da Redenção que estava para acontecer com o sacrifício de Jesus seu mestre que era seu amigo e Messias com a missão de ser o Salvador da humanidade. A compreensão total só irá acontecer após a graça de Pentecostes com a força do Espírito Santo.
Muitas pessoas hoje mudam de religião toda hora procurando aquela que possa lhe “satisfazer” mais. Isto acontece por falta de uma verdadeira assimilação da missão de Jesus. Vemos o aumento das facções que se dizem cristãs. O nome de Cristo é usado para se conseguir uma prosperidade para esta vida terrena se esquecendo totalmente da realidade da vida eterna. O encontro com a cruz da renúncia vai evitar qualquer tipo de relativismo. Somos convidados a uma luta constante contra nosso próprio egoísmo para concretizarmos a vontade de Deus.
Jesus chama a Pedro de Satanás, porque seus sentimentos em relação a sua pessoa são simplesmente humanos. São de alguém que busca a si mesmo numa amizade terrena com Jesus. Com a experiência de pentecostes, Pedro vai entender que a morte leva à vida quando se busca a verdade de Deus. Ele mesmo será martirizado para confirmar que o individualismo não se casa com o altruísmo cristão.
Percebemos nas obras de São João da Cruz, o grande místico carmelita, que o homem para ser feliz precisa estar totalmente desnudado de seu egoísmo. “Aquele que quiser chegar ao Tudo deverá ir pelo caminho do nada”. Quando somos queimados pela chama do amor de Deus percebemos o verdadeiro valor de nossa vida. Infelizmente, hoje somos manipulados a buscar nosso próprio prazer. Justificamos prazer com prazer e vamos nos afastando cada vez mais de nosso princípio existencial.
Quando vivemos o verdadeiro romance de um Criador que busca as suas criaturas, nossa vida muda de perspectiva: somos canais de transmissão do amor de Deus. Já não nos preocupamos com nós mesmos. Passamos a ser instrumentos de amorização da humanidade.

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“Senhor Jesus, fazei que possamos aceitar a cruz do despojamento com alegria”.