domingo, 18 de dezembro de 2016

Natal do Senhor


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“NO MISTÉRIO DO NATAL RECORDAMOS O GRANDE MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO DO VERBO”.

A celebração do nascimento de Jesus é sempre um momento de muita alegria que invade o coração dos cristãos do mundo inteiro. Natal é uma celebração onde as famílias se reúnem em torno de Jesus que nasce pobre para nos enriquecer. Deus se fez homem para que possamos ter a oportunidade de uma convivência com o divino. A partir do mistério do Natal começamos a ver nossa vida de forma diferente. A divinização do humano em Cristo nos leva a uma dimensão mais solidária e fraterna. Nesta solenidade pensamos no gesto profundo de amor e pobreza que o Senhor teve para conosco em querer viver como nós. Jesus nasce pobre para nos indicar que é pela santa humildade que alcançaremos a felicidade. A busca do essencial nem sempre se encontra no que vemos, mas no mais profundo centro de nosso ser.


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EVANGELHO (Lc 02, 01-14):
Aconteceu que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal. Por ser da família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria. Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu rebanho. Um anjo do Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo. O anjo, porém, disse aos pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura”. E, de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da coorte celeste. Cantavam louvores a Deus dizendo: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.

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“Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor”.

A festa do Santo Natal é uma grande lição de humildade porque não somos nós que recorremos ao imenso amor de Deus. É Ele que toma iniciativa. Vem até nós para nos reconciliar com o Pai. Vem pobre para nos enriquecer. A mensagem da gruta de Belém é de grande atualidade para o homem moderno inserido em seu próprio egoísmo. Lutando por um desenvolvimento que na realidade está lhe afastando de seus princípios vitais. Percebemos que a verdadeira realização ultrapassa o sucesso material. Jesus nasceu em uma gruta pobre para nos dizer que o essencial está longe do que nós olhamos materialmente. Existe o imperecível que está acima do perecível.
A paz e a alegria interior que nos levam até a felicidade são os grandes ideais que devemos buscar em nossa peregrinação. Muitos têm tudo e não tem nada, pois o que temos de essencial é a paz que nasce dentro de nosso coração. As coisas materiais desviadas de sua função se tornam para nós maldição e não bênção.
Os anjos anunciam o grande objetivo da vinda de Cristo: são novos valores que nascem em favor da pessoa deficiente em sua autonomia. O fenômeno do Natal de Jesus é uma luz que resplandece na escuridão do egoísmo humano. É a esperança de vencermos a nós mesmos para concretizarmos a vontade de Deus em nossas vidas.
Jesus nos mostra no presépio que não adianta apegos as coisas transitórias.  É interessante percebermos que Jesus nasce e morre pobremente para depois ressuscitar. O início e o fim da vida terrena de Jesus se resumem na palavra “desapego”. Para sermos glorificados e entrarmos na presença inefável de Deus não podemos ter nada que nos impeça de visualizarmos o essencial. A vaidade e o orgulho destroem a pessoa, lhe desviam a atenção para as coisas perecíveis.
Somos peregrinos em direção ao eterno. Deus se doa por nós que somos fragilizados pela mancha do pecado original. Ele prova que ama suas criaturas. O amor não é mais uma subida como pensavam os gregos. Jesus nos mostra que ele também é uma perda (descida) para se alcançar a vitória. Deus vem até nós. Desce para que nós possamos subir.
Devemos reunir as nossas famílias para rezarmos nesta festa e pedirmos à paz que vem do Senhor. Lutar pelos valores que nos unem e nos fortalecem no essencial. A realidade nos mostra uma grande crise nas instituições. Esta acontece porque o homem não sabe dar razão para sua existência se apegando ao que não é essencial. O cristão deve lutar pelos valores e pelas estruturas que os mantêm firmes na esperança. Não podemos perder a alegria que provém de nossa crença em Deus e no seu infinito amor por nós. Ele nos ama com um amor cheio de ternura e humildade. Vêm numa gruta aonde os animais se abrigavam a noite. Não veio em um palácio cheio de riquezas. Isto nos prova que o que vale é o nosso interior. A conexão com Deus é que nos traz a paz.
Natal é um tempo de abertura ao Espírito Santo. Tempo de oração e reconciliação. Maria nos dá o exemplo no sentido que devemos aceitar a vontade de Deus em nossa vida. Nós não sabemos o que é melhor para nós. Sem Deus a nossa vida perde sentido. Passamos a nos ocupar com o que não é essencial. Desviamo-nos do bem e obedecemos ao que a ditadura das relações comerciais e do relativismo nos impõe.
A lição de humildade do Natal é muito importante para nós na medida em que nos ensina a apreciar o que tem sentido para a nossa vida. Não importa os nossos títulos e honrarias se o nosso coração não estiver cheio de amor e de paz. Como cristãos sempre estaremos remando contra a correnteza. Sendo sempre criticados por não querermos aceitar o que a maioria aceita com tranqüilidade.
Que possamos nos preparar com alegria para este Santo Natal com o sacramento da reconciliação e com a celebração da eucaristia promovendo a união de nossas famílias.

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“Senhor Jesus que nasceste pobre para nos enriquecer. Transformai nossos corações neste Santo Natal.”

domingo, 11 de dezembro de 2016

Maria e José foram provados na Fé

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“QUANDO NOS ENTREGAMOS AO SENHOR SOMOS PROVADOS EM NOSSA FÉ.”

A vida do cristão consiste em reconhecer-se amado por Deus na pessoa de Jesus Cristo. Ele é o Emanuel, Deus conosco, que nos garante a salvação a partir da prática dos valores contidos no Evangelho. Neste quarto Domingo do Advento percebemos o mistério de Deus que acontece em meio as nossas fragilidades. Maria e José vivem numa perspectiva de Fé. Eles querem fazer a vontade de Deus em primeiro lugar se esquecendo de suas próprias comodidades. A fórmula para alcançarmos a verdadeira felicidade consiste em nos esquecermos de nós mesmos e procurarmos concretizar a vontade de Deus em nossa vida. Ao nos tornarmos verdadeiros amigos de Jesus passamos a amar o que o mundo odeia e a odiar o que o mundo ama. Não somos pessimistas frente a realidade mas buscamos algo mais profundo, uma alegria permanente que culminará na eternidade.

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EVANGELHO (Mt 01, 18-24):
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem concederá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.

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“Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

Não é nada fácil aceitar o mistério do plano de Deus em nossa vida. Percebemos na figura de José um homem de profunda Fé que não quer ofender ninguém. Coloca-se à inteira disposição de Deus em seu plano de amor. Estamos cheios de convenções puramente humanas baseadas em valores superficiais. José foi chamado a colaborar com Deus no grande mistério da Encarnação. Deus estava trabalhando no coração de Maria assim como no seu coração de forma simultânea. Os dois participaram de forma direta do plano salvífico de Deus.
O Senhor não viria de qualquer forma até nós. Maria recebe a graça da encarnação e José se torna o cooperador direto da obra de Deus. Seu plano passa pelas nossas limitações, mas precisa de nossa liberdade na aceitação de seu projeto. Quando nos colocamos na situação de Maria, que concebe de uma forma extraordinária e de José que aceita este fato na Fé. Este grande exemplo no faz perceber que temos muito a acrescentar em nossa vida, especialmente na descoberta do que Deus quer de nós. O maior desafio é saber ler os sinais de Deus.
Maria permanece virgem, pois para Deus nada é impossível. Para os homens limitados pelas suas vaidades, é muito difícil superar o lado humano e perceber o quanto Deus pode fazer em favor dos homens. O nada é impossível não é compreendido por aqueles que não entendem o mistério da presença do Senhor em nossas vidas.
Deus está conosco sempre, em todas as situações de nossa existência. A história mudou a partir da vinda do Emanuel. Ele vem comprovar que Deus jamais irá nos abandonar em nossa própria mediocridade. A tomada de consciência de que para Deus tudo é possível e que este possível é a medida de seu amor por nós, se torna essencial para nossa salvação.
Precisamos confiar em Deus em todos os momentos de nossa vida. Ele é responsável pelas suas criaturas. É o maior interessado pela nossa salvação. Agora precisamos tentar corresponder ao seu imenso amor. Estarmos disponíveis ao que o Senhor nos pede.
A nossa atitude de cristãos consiste em tentar viver esta vida como Jesus viveu. Colocar o bem em todas as nossas ações em primeiro lugar. José fez conforme o anjo havia mandado. Como poderemos ser felizes vivendo os nossos planos particulares desconhecendo totalmente o que Deus deseja de nós?
Não somos autores de nossa existência e de nossa realização. O Criador nos fez para Ele e não podemos teimar com nossa cegueira. Maria e José buscaram uma profunda comunicação com o Criador. Eles não quiseram fugir ao ouvir seus passos. Não encontraremos resposta para as coisas de Deus em nosso imediatismo. Quando passamos a viver uma vida de oração começamos a entender a realidade de nossa vida.
O Emanuel nos ajuda nesta peregrinação rumo ao eterno mostrando o caminho através dos valores contidos em seu ensinamento.
“Vem Senhor Jesus nos ensinar o caminho da paz e da verdadeira alegria.”


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ler os sinais dos tempos

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“NOSSO MAIOR DESAFIO É SABER LER OS SINAIS QUE DEUS NOS MOSTRA DURANTE NOSSA VIDA”.

A vida do cristão é uma constante luta contra seu próprio egoísmo. Estamos para celebrar o 3º Domingo do Advento, conhecido como o domingo “Gaudete” (domingo da alegria e esperança). No evangelho Jesus elogia João Batista e o sentido verdadeiro que dá para sua vida. Não podemos pensar que todos irão nos valorizar no seguimento de Cristo. Seremos muitas vezes perseguidos e desprezados. João nos deixa um exemplo a ser seguido de entrega total a Deus sem buscar uma valorização social ou puramente humana. Ler os sinais de Deus é um grande desafio de uma postura forte na fé. Precisamos ser “sábios”, ou seja, sabermos exatamente aonde estamos e para onde iremos para não nos deixarmos manipular pela falsa mídia.

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EVANGELHO (Mt 11, 02-11):
Naquele tempo, João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, para lhe perguntarem: “És tu, aquele que há de vir, ou devemos esperar um outro?” Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!” os discípulos de João  partiram, e Jesus começou a falar às multidões, sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Então o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante  de ti’. Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no reino dos céus é maior do que ele”.

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“Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”.

A pergunta encomendada por João Batista a Jesus recebe uma resposta que significa o sentido do que é e será o Reino de Deus. A pessoa humana deve ser vista como um todo. Somos criaturas de Deus. Somos dotados de uma profunda capacidade de receber e dar amor. Quando Deus reina em nossa vida somos curados no sentido físico e espiritual. Jesus vem trazer a verdadeira libertação aos filhos de Deus. Quando Ele ocupa o centro de nossa existência estamos muito felizes por nos sentirmos amados e termos a capacidade de vencer nosso egoísmo e amarmos os nossos semelhantes.
Podemos estar cegos dentro de nossos sistemas. Inventamos muitas coisas que podem nos desviar do eixo de nossa vida. Podemos estar surdos ao que Deus nos apresenta pela sua Palavra, podemos estar paralisados pelo nosso próprio egoísmo.
A figura de João Batista nos surpreende. Especialmente pela afirmação que o próprio Jesus faz sobre ele. João não se deixa manipular pelas vantagens que teria se colocando ao lado dos poderosos. É coerente com sua missão até o fim. Muitos hoje estão se agitando com o vento como caniços porque não tem uma expressão de fé ligada ao que se professa no batismo. Deixam-se levar pelo imediatismo às vezes até renunciando a sua fé original e adotando outras religiões e filosofias. O católico que não reza e não estuda muda de religião e quem não é católico e começa a entender o que é a Igreja se torna católico.
Devemos ser assim como João Batista, mensageiros da boa nova do Evangelho. Colocar todo o nosso esforço na concretização dos valores que o Senhor nos deu. O amor não é fácil de ser vivido na realidade. Amar significa sofrer ou despojar-se de tudo que temos para sermos instrumentos do Senhor na construção do seu reino.
Não podemos nos deixar quebrar pelos ventos da sociedade, precisamos nos manter firmes dentro da instabilidade da nossa vida. Só o amor é capaz de construir. O homem isolado se perde e faz os outros se perderem. João nos ensina pela sua vida a vivermos uma conversão diária, cheia de humildade e abertura ao que Deus nos pede.
O reino de Deus está no meio de nós. Jesus deixou tudo para construirmos um mundo novo cheio de solidariedade. O homem continua sofrendo as consequências de seu próprio egoísmo. Através da oração feita com o coração e da ação evangelizadora o cristão vai transformando a realidade.
Somos convidados a sermos como João Batista. Não podemos nos conformar com a nossa realidade. Devemos lutar para que a realidade nova trazida pelo Evangelho seja implantada dentro do mundo.

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 “Senhor Jesus vem renovar a vida de cada um de nós”.