domingo, 11 de dezembro de 2016

Maria e José foram provados na Fé

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“QUANDO NOS ENTREGAMOS AO SENHOR SOMOS PROVADOS EM NOSSA FÉ.”

A vida do cristão consiste em reconhecer-se amado por Deus na pessoa de Jesus Cristo. Ele é o Emanuel, Deus conosco, que nos garante a salvação a partir da prática dos valores contidos no Evangelho. Neste quarto Domingo do Advento percebemos o mistério de Deus que acontece em meio as nossas fragilidades. Maria e José vivem numa perspectiva de Fé. Eles querem fazer a vontade de Deus em primeiro lugar se esquecendo de suas próprias comodidades. A fórmula para alcançarmos a verdadeira felicidade consiste em nos esquecermos de nós mesmos e procurarmos concretizar a vontade de Deus em nossa vida. Ao nos tornarmos verdadeiros amigos de Jesus passamos a amar o que o mundo odeia e a odiar o que o mundo ama. Não somos pessimistas frente a realidade mas buscamos algo mais profundo, uma alegria permanente que culminará na eternidade.

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EVANGELHO (Mt 01, 18-24):
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem concederá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado, e aceitou sua esposa.

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“Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

Não é nada fácil aceitar o mistério do plano de Deus em nossa vida. Percebemos na figura de José um homem de profunda Fé que não quer ofender ninguém. Coloca-se à inteira disposição de Deus em seu plano de amor. Estamos cheios de convenções puramente humanas baseadas em valores superficiais. José foi chamado a colaborar com Deus no grande mistério da Encarnação. Deus estava trabalhando no coração de Maria assim como no seu coração de forma simultânea. Os dois participaram de forma direta do plano salvífico de Deus.
O Senhor não viria de qualquer forma até nós. Maria recebe a graça da encarnação e José se torna o cooperador direto da obra de Deus. Seu plano passa pelas nossas limitações, mas precisa de nossa liberdade na aceitação de seu projeto. Quando nos colocamos na situação de Maria, que concebe de uma forma extraordinária e de José que aceita este fato na Fé. Este grande exemplo no faz perceber que temos muito a acrescentar em nossa vida, especialmente na descoberta do que Deus quer de nós. O maior desafio é saber ler os sinais de Deus.
Maria permanece virgem, pois para Deus nada é impossível. Para os homens limitados pelas suas vaidades, é muito difícil superar o lado humano e perceber o quanto Deus pode fazer em favor dos homens. O nada é impossível não é compreendido por aqueles que não entendem o mistério da presença do Senhor em nossas vidas.
Deus está conosco sempre, em todas as situações de nossa existência. A história mudou a partir da vinda do Emanuel. Ele vem comprovar que Deus jamais irá nos abandonar em nossa própria mediocridade. A tomada de consciência de que para Deus tudo é possível e que este possível é a medida de seu amor por nós, se torna essencial para nossa salvação.
Precisamos confiar em Deus em todos os momentos de nossa vida. Ele é responsável pelas suas criaturas. É o maior interessado pela nossa salvação. Agora precisamos tentar corresponder ao seu imenso amor. Estarmos disponíveis ao que o Senhor nos pede.
A nossa atitude de cristãos consiste em tentar viver esta vida como Jesus viveu. Colocar o bem em todas as nossas ações em primeiro lugar. José fez conforme o anjo havia mandado. Como poderemos ser felizes vivendo os nossos planos particulares desconhecendo totalmente o que Deus deseja de nós?
Não somos autores de nossa existência e de nossa realização. O Criador nos fez para Ele e não podemos teimar com nossa cegueira. Maria e José buscaram uma profunda comunicação com o Criador. Eles não quiseram fugir ao ouvir seus passos. Não encontraremos resposta para as coisas de Deus em nosso imediatismo. Quando passamos a viver uma vida de oração começamos a entender a realidade de nossa vida.
O Emanuel nos ajuda nesta peregrinação rumo ao eterno mostrando o caminho através dos valores contidos em seu ensinamento.
“Vem Senhor Jesus nos ensinar o caminho da paz e da verdadeira alegria.”


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ler os sinais dos tempos

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“NOSSO MAIOR DESAFIO É SABER LER OS SINAIS QUE DEUS NOS MOSTRA DURANTE NOSSA VIDA”.

A vida do cristão é uma constante luta contra seu próprio egoísmo. Estamos para celebrar o 3º Domingo do Advento, conhecido como o domingo “Gaudete” (domingo da alegria e esperança). No evangelho Jesus elogia João Batista e o sentido verdadeiro que dá para sua vida. Não podemos pensar que todos irão nos valorizar no seguimento de Cristo. Seremos muitas vezes perseguidos e desprezados. João nos deixa um exemplo a ser seguido de entrega total a Deus sem buscar uma valorização social ou puramente humana. Ler os sinais de Deus é um grande desafio de uma postura forte na fé. Precisamos ser “sábios”, ou seja, sabermos exatamente aonde estamos e para onde iremos para não nos deixarmos manipular pela falsa mídia.

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EVANGELHO (Mt 11, 02-11):
Naquele tempo, João estava na prisão. Quando ouviu falar das obras de Cristo, enviou-lhe alguns discípulos, para lhe perguntarem: “És tu, aquele que há de vir, ou devemos esperar um outro?” Jesus respondeu-lhes: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados. Feliz aquele que não se escandaliza por causa de mim!” os discípulos de João  partiram, e Jesus começou a falar às multidões, sobre João: “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Então o que fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos afirmo, e alguém que é mais do que profeta. É dele que está escrito: ‘Eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele vai preparar o teu caminho diante  de ti’. Em verdade vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no reino dos céus é maior do que ele”.

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“Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados”.

A pergunta encomendada por João Batista a Jesus recebe uma resposta que significa o sentido do que é e será o Reino de Deus. A pessoa humana deve ser vista como um todo. Somos criaturas de Deus. Somos dotados de uma profunda capacidade de receber e dar amor. Quando Deus reina em nossa vida somos curados no sentido físico e espiritual. Jesus vem trazer a verdadeira libertação aos filhos de Deus. Quando Ele ocupa o centro de nossa existência estamos muito felizes por nos sentirmos amados e termos a capacidade de vencer nosso egoísmo e amarmos os nossos semelhantes.
Podemos estar cegos dentro de nossos sistemas. Inventamos muitas coisas que podem nos desviar do eixo de nossa vida. Podemos estar surdos ao que Deus nos apresenta pela sua Palavra, podemos estar paralisados pelo nosso próprio egoísmo.
A figura de João Batista nos surpreende. Especialmente pela afirmação que o próprio Jesus faz sobre ele. João não se deixa manipular pelas vantagens que teria se colocando ao lado dos poderosos. É coerente com sua missão até o fim. Muitos hoje estão se agitando com o vento como caniços porque não tem uma expressão de fé ligada ao que se professa no batismo. Deixam-se levar pelo imediatismo às vezes até renunciando a sua fé original e adotando outras religiões e filosofias. O católico que não reza e não estuda muda de religião e quem não é católico e começa a entender o que é a Igreja se torna católico.
Devemos ser assim como João Batista, mensageiros da boa nova do Evangelho. Colocar todo o nosso esforço na concretização dos valores que o Senhor nos deu. O amor não é fácil de ser vivido na realidade. Amar significa sofrer ou despojar-se de tudo que temos para sermos instrumentos do Senhor na construção do seu reino.
Não podemos nos deixar quebrar pelos ventos da sociedade, precisamos nos manter firmes dentro da instabilidade da nossa vida. Só o amor é capaz de construir. O homem isolado se perde e faz os outros se perderem. João nos ensina pela sua vida a vivermos uma conversão diária, cheia de humildade e abertura ao que Deus nos pede.
O reino de Deus está no meio de nós. Jesus deixou tudo para construirmos um mundo novo cheio de solidariedade. O homem continua sofrendo as consequências de seu próprio egoísmo. Através da oração feita com o coração e da ação evangelizadora o cristão vai transformando a realidade.
Somos convidados a sermos como João Batista. Não podemos nos conformar com a nossa realidade. Devemos lutar para que a realidade nova trazida pelo Evangelho seja implantada dentro do mundo.

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 “Senhor Jesus vem renovar a vida de cada um de nós”.





domingo, 27 de novembro de 2016

Voz que clama no deserto

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“OS CRISTÃOS DENTRO DO MUNDO SÃO A VOZ QUE CLAMA NO DESERTO”.


A conversão é meta de todo cristão. Quando fomos batizados iniciamos nosso processo de conversão que perdura toda nossa existência. Neste segundo Domingo do Advento nos é apresentada a figura de São João Batista que veio preparar os caminhos do Senhor. A nossa tarefa é muito semelhante à dele: anunciar a verdade da presença de Deus em nossa vida, na sociedade e no mundo. Devemos estar atentos aos sinais dos tempos e não nos preocuparmos por sermos a minoria que procura ressaltar os valores do Evangelho através de nosso testemunho. O deserto representa toda secura produzida pelo relativismo que precisa ser regada com o amor real e absoluto de Deus que perpassa nossa existência.


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EVANGELHO (Mt 03, 01-12):

Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”. João foi anunciado pelo profeta Isaías, que disse: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!” João usava uma roupa feita de pêlos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins; comia gafanhotos e mel do campo. Os moradores de Jerusalém, de toda a Judéia e de todos os lugares em volta do rio Jordão vinham ao encontro de João. Confessavam os seus pecados e João os batizava no rio Jordão. Quando viu muitos fariseus e saduceus vindo para o batismo, João disse-lhes: “Raça de cobras venenosas, quem vos ensinou a fugir da ira que vai chegar? Produzi frutos que provem a vossa conversão. Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é nosso pai’, porque eu vos digo: até mesmo destas pedras Deus pode fazer nascer filhos de Abraão. O machado já está na raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e jogada no fogo. Eu vos batizo com água para a conversão, mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de tirar-lhe as sandálias. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo. Ele está com a pá na mão; ele vai limpar sua eira e recolher seu trigo no celeiro; mas a palha ele a queimará no fogo que não se apaga”.

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“Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”

A missão de João Batista consistia em anunciar a vinda do Reino de Deus que seria implantado a partir da pregação da Boa Nova de Jesus. João é extremamente coerente com sua missão. Ele não se importava com os elogios e ainda menos com as vaiais que estava sujeito. A sua única preocupação era anunciar a verdade que vai nos tornar livres por dentro. O que adianta as honras da sociedade em razão da paz  no coração e a nossa  felicidade eterna?
Estamos em um processo de conversão, de retorno à fonte que é Deus. Não seremos felizes sem nos comunicarmos com o nosso Criador que nos criou para Ele. O homem vive criando coisas para substituir sua grande realidade: ser amado por Deus.
Devemos estar atentos ao que o Senhor nos pede no meio da história. O cristão não é um alienado. Busca soluções no sentido comunitário iluminado pelos valores do Evangelho. João Batista é uma voz que clama no deserto. Hoje somos sufocados pelos meios de comunicação que reduzem o homem como meio de consumo, de compra e venda. As relações comerciais tomaram o lugar das relações afetivas. Necessitamos cada vez mais de cristãos que levem a sério suas existências. A radicalidade de João Batista hoje se faz necessária num mundo marcado pelo individualismo. Não podemos viver uma duplicidade de vida. Ou somos de Deus ou somos do mundo individualista.
Precisamos preparar os caminhos do Senhor. Melhorar a concepção sobre o sentido de nossa vida. Sabemos do final que João irá ter por levar a sério os planos de Deus. Se quisermos fazer a vontade de Deus seremos automaticamente rejeitados. A maioria das pessoas buscam alegrias momentâneas sendo que o projeto de Deus é um projeto de Felicidade que se é construída pelo processo de conversão que se faz durante toda  vida. O caminho da oração sistemática é o único meio que pode nos aumentar a fé e nossa decisão por Deus.
A nossa conversão só será possível pela aceitação do mistério de Deus em nossa existência. Precisamos da efusão do Espírito Santo para que isto aconteça. Devemos invocar sempre esta graça que recebemos no dia de nosso batismo para optarmos sempre pelo bem.
Para pertencermos ao Reino de Deus devemos viver uma experiência de solidariedade. Todos os bens sejam eles materiais ou espirituais devem ser colocados em comum para que todos possam experimentar com antecipação o que viveremos na eternidade.


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“Ajudai-nos Senhor Jesus a buscar cada vez mais uma conversão profunda”.