terça-feira, 10 de novembro de 2015

ESTAMOS A ESPERA DO SENHOR NA SIMPLES PRÁTICA DO BEM


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“FAZENDO O BEM NOS PREPARAMOS PARA A VINDA DO SENHOR”.

Estamos esperando o dia em que todas as coisas serão restauradas em Cristo. Temos a esperança de que esta realidade empobrecida pelo egoísmo humano será transformada pela glória de Deus. Enquanto passamos por este mundo devemos ser construtores de um mundo de paz e alegria vivendo na solidariedade da fé. Se nós não tivéssemos a esperança da vinda do Senhor a nossa vida neste mundo perderia seu sentido. Hoje somos “derrotados” pelos que seguem a ideologia materialista, mas no futuro seremos vitoriosos em Cristo. Estamos preparados para sua vinda fazendo tudo de forma mais correta possível vivendo na justiça e na solidariedade.

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EVANGELHO (Mc 13, 24-32):

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: “Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer, e a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céus serão abaladas. Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra. Aprendei, pois da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo, às portas. Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isto aconteça. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai”.

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“Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória”.
O seguimento de Jesus Cristo sempre questiona nossos valores. Devemos estar sempre preparados para a vinda de Jesus. Não com uma atitude de medo, mas com muita esperança e alegria no coração. Fomos batizados para este encontro. Deus nos ama de uma forma infinita e ninguém mais do que Ele deseja que façamos parte de sua felicidade definitivamente.
A vida do cristão é uma peregrinação rumo à eternidade. Devemos estar sempre preparados para o grande encontro definitivo com o Senhor. Como pode ser feita esta preparação? Através da aplicação dos valores que Cristo nos apresenta no anúncio do Evangelho dentro da nossa vida concreta. Precisamos refazer constantemente nossos planos para nos adequarmos ao plano de Deus. O amor é sempre transformante e transformador. Se estivermos em conexão com Deus estamos sempre sendo reformados desde dentro. A missão do cristão começa em seu coração na aceitação da grande realidade de que é profundamente amado por Deus. Reconhecendo-se amado o cristão se torna agente operante do bem no meio do mundo.
Esta preparação não nos pode causar medo ou desespero, mas deve nos encher da verdadeira alegria que é fruto da ação do Espírito Santo em nós. Não podemos perder tempo em reparar no negativo dos nossos irmãos ou falar mal deles. Devemos fazer o possível para vermos sempre o bem em todos e trazer este bem para a nossa vida.
Por que hoje há tanta “separação”? Não só de casais, mas há muita dificuldade de relacionamento interpessoal. As pessoas se perdem em suas próprias idéias e nos seus juízos particulares em relação aos outros e não observam a fragilidade de nossa vida terrena. O materialismo materializa o coração das pessoas fazendo-as que elas se esqueçam das raízes de sua existência. Nós somos um grande mistério. Somos uma bomba de afeto que precisa de um constante reconhecimento do amor.
A verdadeira poupança é o bem que fizemos nesta vida. Devemos aproveitar todas as “brechas” ou pequenas oportunidades que surgem para fazermos sempre o bem. Sempre tem algo a fazer para melhorar o ambiente onde nos encontramos. Para este fim se faz necessário a virtude da humildade que nos faz lermos à realidade na nossa volta de uma forma diferente.
A palavra de Deus não vai passar porque Ele é o nosso criador e conhece toda a realidade através de sua Onipotência. Muitas vezes queremos “inventar” muitas coisas e idéias que não estão relacionadas com o crescimento totalizante da pessoa. A pessoa só será feliz quando se desenvolver em todos os níveis. Não podemos crescer em uma parte e deixarmos de lado as outras dimensões que são básicas para crescermos em nossa felicidade já nesta vida em preparação para a eternidade.

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 “Senhor Jesus nós queremos te amar acima de nossas limitações”.








terça-feira, 3 de novembro de 2015

A OFERTA DA VIÚVA




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“DEVEMOS OFERECER A DEUS TODO NOSSO AMOR E TUDO O QUE TEMOS”.

Pedir favores a Deus de acordo com nossas necessidades é mais comum do que agradecer pelos benefícios recebidos em todos os momentos de nossa vida. O pequeno óbolo ou oferta da viúva passa a ter um sentido maior do que as grandes ofertas oferecidas por ser o único que possuía oferecido a Deus com amor. Quem ama mais é mais feliz. Quem se entrega mais, recebe mais do Senhor. Ainda estamos muito fechados em nosso egoísmo precisamos de uma abertura maior a Deus e a nossos irmãos. A humanidade sofre as dores do seu próprio egoísmo.
                                                                 


EVANGELHO (Mc 12, 38-44):

Naquele tempo, Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

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“Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

Estar ao lado de Jesus significa se despojar de tudo o que nos impede de reconhecermos que somos profundamente amados por Deus. Quanto mais nos aproximamos do mistério de Deus somos convidados a nos superarmos e abrirmos nosso coração ao que o Senhor nos pede. Cristianismo e comodismo são duas realidades antagônicas. Deus não se conforma com nossa mediocridade. Quer nos renovar desde dentro até a realidade social onde vivemos.
A viúva ofereceu a Deus o que tinha de mais precioso. Talvez o necessário para sua sobrevivência. Esta atitude foi reconhecida por Jesus que exige de nós uma profunda conversão ao projeto de Deus. Isto indica que não podemos nos conformar com o que somos. Precisamos fazer mais para que Deus seja mais amado dentro do mundo. Quanto maior a revelação, maior é a missão. Quanto mais sentimos o Senhor perto de nós, mais somos convidados a fazer algo por ele.
O conhecimento e a ciência que possuímos não nos pertence. Deve ser utilizado para a edificação da comunidade. Quanto mais conhecemos mais responsabilidade temos de ajudar nossos irmãos a crescerem na fé. Os doutores da lei estavam empedernidos em sua teologia achando que tinham a chave do Reino dos Céus pelo simples fato de conhecerem intelectualmente mais do que o povo.
Jesus exige uma experiência de amor que se realiza na ação do Espírito Santo dentro de nosso coração. O conhecimento sem a conversão se torna uma maldição para aqueles que o detêm. É preferível conhecer menos a conhecer e não experimentar o amor de Deus em nossa vida. O conhecimento é necessário, mas deve ser acompanhado pela experiência transformante do amor. A razão deve estar a serviço da verdade e da fé.
Jesus quer em primeiro lugar a nossa opção por ele, pelo Reino, pela missão. Quando somos iluminados pela graça de Deus nos tornamos seus instrumentos de prática do bem no meio do mau presente na história. Nós cristãos temos uma grande responsabilidade de amorizar o mundo através de nossa amizade com Cristo.
Que possamos oferecer, assim como a viúva do evangelho, tudo o que temos e somos ao Senhor para nos tornarmos instrumentos de salvação para os nossos irmãos.



“Senhor Jesus aumentai em nosso coração o desejo de vos seguir com alegria com nossas qualidades e limitações”.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS E FIÉIS FALECIDOS


“OS SANTOS SÃO OS AMIGOS FORTES DE DEUS QUE INTERCEDEM POR NÓS”.

Neste próximo domingo celebramos a festa de todos os santos da Igreja. É a nossa festa antecipada. Pela graça de Deus estaremos todos um dia na Glória. Iremos viver a alegria permanente do eterno convívio com aqueles que procuraram ser fiéis ao que o Senhor lhes pediu. A santidade consiste na descoberta e na concretização da vontade de Deus em nossa vida. É uma busca constante de estabilidade no amor na constante instabilidade da vida. É o grande desafio de se obedecer a Deus na humildade da Fé.
Estamos dentro de um mundo fortemente marcado pelo individualismo. Quem busca a santidade busca a fraternidade vivendo no altruísmo. Dividindo sua vida com a vida dos irmãos. Em meio a tudo isto: o que significa ser santo? Os santos podem interceder por nós que peregrinamos neste mundo em direção a eternidade?
Santo é toda pessoa que está no convívio com Deus na eternidade. Existe um grande número de santos que não foram canonizados. A Igreja canoniza somente 0,01% dos cristãos que faleceram. Considerando eles como modelo e intercessores para os cristãos que estão na Igreja Peregrina. Após um longo processo de beatificação e canonização, com a confirmação dos milagres de forma científica, determinado cristão é canonizado pelo Santo Padre o Papa. A partir deste momento podemos pedir graças por meio desta pessoa, pois são grandes amigos de Jesus. Há muita confusão em outras confissões religiosas que acham que nós católicos adoramos os santos. O que na realidade não é verdade. Temo-los como intercessores no Céu. Eles já foram provados definitivamente na Fé e hoje por estarem na Glória de Deus rezam por nós que ainda estamos nesta instabilidade da vida.
A Igreja tem uma visão comunitária da fé. Não nos salvamos e não nos condenamos sozinhos. Quando alguém, por meio da Graça de Deus, se santifica passa a ajudar aos seus irmãos a se santificarem. Isto se pode perceber claramente na Sagrada Escritura em seus grandes personagens, mesmo no Antigo Testamento.
A mãe de Jesus é a grande intercessora que foi-nos dada por Ele no momento crucial que dava a sua vida para nos salvar (Jo 19, 25-27). Maria quer que todos se salvem por saber da maravilha de se estar constantemente na presença de Deus.
Buscar a santidade é buscar a concretização dos valores do Evangelho em nossa vida numa constante tentativa de se fazer o bem e evitar o mal. O mundo individualista precisa ser recheado com o amor de Deus que é passado pelas pessoas virtuosas que procuram amar a todos sem exceção.
Santidade é a busca constante da estabilidade no amor na constante instabilidade da vida. Não temos nesta existência uma vida plana, somos limitados. Temos a certeza que Deus nos ama acima de nossas limitações. Devemos nos empenhar em direcionar nossa liberdade na aceitação da vontade de Deus. Sermos seus amigos fortes. Estamos todos em um processo de conversão. O imediatismo presente em nossa sociedade é prejudicial para a vivência cristã porque faz que valorizemos os bens temporais acima dos bens eternos.
Nenhum santo foi reconhecido pela sociedade quando estava neste mundo, mas isto não nos deve desanimar na prática do bem. Devemos nos animar e lutar para que este mundo seja melhor através do amor, da justiça e da solidariedade que são a essência do Evangelho.


 


“ESTA VIDA NOS PREPARA PARA A VIDA DEFINITIVA”.

No dia dois de novembro celebramos a memória de todos os fiéis falecidos. São todos os irmãos que já foram para eternidade, que já cumpriram com sua trajetória limitada nesta vida. Ela é o maior dom que recebemos do Criador. Vamos rezar pelos nossos falecidos. Podemos aproveitar este dia para alcançarmos a graça da Indulgência Plenária em favor de algum falecido.
A nossa existência é um grande mistério de amor. Estamos neste mundo para amar e servir a Deus e aos nossos irmãos. Encontramos o sentido de nossa vida na prática do bem e no evitar o mal. A morte física é um filtro muito importante que sempre deve questionar nossas atitudes: o que estamos fazendo com o tempo mortal que Deus está nos dando? Ela nos ajuda a perceber que a maioria das pessoas se acostuma a mentir para elas mesmas se esquecendo que tudo passa. As vaidades do mundo caem por terra diante da realidade da morte. Para o que vale a fama? As honras e títulos do mundo se tudo passa e logo não estaremos mais neste mundo?
A maioria das pessoas que pensam sobre a morte sentem certa insegurança. O que aconteceu com esta pessoa íntima que conviveu várias vezes comigo? O que vem depois desta vida? Será que vamos continuar existindo depois desta existência terrena?
Durante a história o homem sempre tentou encontrar respostas para estes questionamentos. Alguns quiseram dizer que depois desta nossa existência reencarnamos. Outros afirmavam que os diversos deuses tomariam conta da pessoa enquanto o seu cadáver estivesse incorrupto etc. Foram surgindo muitas idéias sobre a vida após a morte. Até o dia em que um homem que foi crucificado (morreu certamente); aparece para os seus amigos depois de três dias de seu sepultamento. O curso da história mudou após a ressurreição de Jesus Cristo. A partir deste momento, através do testemunho de seus amigos (apóstolos), temos a certeza de que nós também iremos ressuscitar após esta vida.
O cristianismo não é uma ideia ou uma teoria, é um fato histórico que mudou o pensamento sobre a vida após a morte. Após o dia de Pentecostes, os apóstolos começaram a anunciar o grande conteúdo da fé cristã: Jesus está vivo e ressuscitado.
Cristo deixou uma fórmula para o nosso processo de ressurreição que é a prática do bem vivendo em profundidade o mandamento do amor que sempre será um grande desafio para quem vive neste mundo.
Esta existência que estamos vivendo é uma “segunda gestação” que nos prepara para a vida definitiva. Deus não nos criou para a morte, mas para a vida. Ele é que nos salva e nos santifica. Devemos fazer o possível para correspondermos à graça de Deus para progredirmos em nosso processo de ressurreição. Nesta vida devemos nos preocupar com a nossa conversão concretizando em nossa vida o que o Senhor nos pede.
É necessário que neste dia de finados rezemos pelos nossos falecidos. A Igreja nos concede o dom da indulgência plenária para quem vai ao cemitério ou a uma igreja rezar na intenção do Santo Padre o Papa uma oração que pode ser um Creio, um Pai Nosso e uma Ave Maria. Junto é necessária a Confissão e a Santa Missa com comunhão conforme a Igreja nos prescreve. Você poderá oferecer esta oração pela salvação de uma alma que esteja no purgatório e esta pessoa irá ter a salvação imediata. É evidente que para que isto aconteça se faz necessário que estejamos em estado de graça. Com confissão e celebração da eucaristia.
Recomendamos a leitura do capítulo 15 da primeira carta de São Paulo aos Coríntios. Todo ele fala sobre a ressurreição.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

CURA DO CEGO BARTIMEU


“PARA SERMOS CURADOS POR JESUS PRECISAMOS PERSEVERAR NA FÉ”.

O ato de fé exige que superemos nosso próprio egoísmo. O cego de Jericó é curado por Jesus. Soube superar-se para receber a graça de ser curado. Nós somos peregrinos nesta vida e a fé nos ajuda a descobrir o que Deus quer de nós. Somos convidados a sairmos de nossa cegueira para concretizarmos a vontade de Deus em nossa vida. O amor verdadeiro é provado na superação de nossa pequena vontade em favor da verdadeira realização para a qual fomos criados. A pior cegueira é aquela que nos faz ver as coisas do mundo acima das coisas de Deus.



EVANGELHO (Mc 10, 46-52):

Naquele tempo, Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. Quando ouvir dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.


“O que queres que eu te faça? O cego respondeu: Mestre, que eu veja! Jesus disse: Vai, a tua fé te curou”.

Esta passagem do evangelho é cheia de significado para nós. Percebemos, em primeiro lugar, a auto superação do cego. Mesmo diante das críticas das pessoas que estavam ao seu lado, ele é movido por uma força interior que lhe diz que Jesus é capaz de lhe curar de sua cegueira interior e exterior. Aí percebemos que precisamos criar uma forte motivação para sermos salvos. Lutar contra nossas limitações para vivermos o que o Senhor nos pede. Ele quer a nossa verdadeira realização. Não só nos bens temporais, mas em primeiro lugar nos bens eternos. Por esta razão percebemos que a preocupação de Jesus está ligada mais a fé do cego do que de sua deficiência física.
A situação do cego é muito semelhante a situação que vivemos hoje. Precisamos dar o primeiro passo para nossa conversão em favor da Graça de Deus que sempre quer nos levar ao encontro do eterno. Não podemos ouvir as falas que dos que estão ao nosso lado que muitas vezes nos impedem de darmos o passo decisivo para nossa santificação.
A confiança na cura, a fé como aceitação real do amor de Deus nos faz superar nossas limitações. O cego pede para Jesus a graça de “ver”. A visão não só física, mas a visão do amor que Deus tem pelas suas criaturas. Nós até podemos ter boa visão exterior, mas podemos estar cegos na visão interior da realidade sobrenatural de nossa existência. Quando nos entregamos a Deus sem nenhuma restrição somos curados de todos os males. A nossa parte física até não é tão importante como a nossa consciência de que somos amados pelo nosso Criador, a grande realidade de que Deus não se esquece de suas criaturas.
A fé está associada a nossa entrega e ao nosso processo de perdão. Muitas vezes nos acusamos de nossas próprias faltas. Somos nossos próprios acusadores e nos esquecemos que Deus nos ama como somos e que devemos nos recuperar a partir de seu amor. A maioria das pessoas é doente por não se reconhecerem amadas.
A cegueira pode ser o estar de acordo com a maioria que se afasta dos princípios fundamentais da vida. Hoje estamos sendo dominados pelas imagens e pelas vozes que nos jogam para trás do objetivo de nossa vida. Estamos sendo seduzidos pelo transitório. Quando somos movidos pela fé somos capazes de vencer todos os obstáculos que surgem em nossa vida para irmos ao essencial. Quando amamos de verdade somos uma bomba de força que jamais poderá ser detida.
O ato de fé do cego fez que Jesus parasse e realizasse o milagre. Podemos perceber que Deus está sempre a nossa disposição se formos conscientes em relação ao essencial. O comodismo não nos leva a nada. Precisamos fazer sempre o que o Senhor nos pede, sairmos de nós mesmos para nos superarmos. O desafio de nossa vida consiste em não nos conformarmos com nossa condição. Devemos sempre lutar pelo melhor e pela prática do bem dentro da comunidade.


“Senhor Jesus aumentai a nossa fé para sermos curados da cegueira de nosso egoísmo”.




segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O MAIOR É O QUE SERVE MAIS

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“A RESPONSABILIDADE MAIOR CABE AO QUE SERVE MAIS”.

O mês de outubro é dedicado as missões, especialmente neste próximo domingo em que rezamos e fazemos nossa doação aos missionários que são verdadeiros heróis na divulgação da Boa Nova de Cristo. O conceito de missão e de missionário está mudando devido aos grandes desafios que se apresentam em nossa sociedade. Hoje devemos evangelizar os evangelizados. Anunciar o Cristo vivo aos que ainda não tem uma fé que brota de uma experiência interior. O santo batismo que recebemos nos compromete com uma vida de expansão do Reino de Deus em todos os locais aonde Jesus Cristo ainda não é conhecido.




EVANGELHO (Mc 10, 35-45):

Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que eu devo ser batizado?” Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

“Quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

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O trabalho solidário faz parte essencialmente da vida do cristão. Como cristãos não buscamos “lucro” ou grandes vitórias apoteóticas. Estamos a serviço do Senhor em todas as circunstâncias de nossa vida. Não importa o nosso cargo e o que fazemos, mas sim o “como fazemos”. Para sermos grandes deveremos ser os servos de todos. Parece que esta afirmação não interessa muito em um mundo de competição onde as relações comerciais sufocam tremendamente as relações de fraternidade e solidariedade. Seremos felizes se nossa vida estiver construindo a felicidade de nossos irmãos. A ideia de Cristo não bate com a lei daqueles que querem levar vantagem em tudo. Somos felizes obedecendo a Deus e ajudando as outras pessoas a fazerem o mesmo. O missionário é aquela pessoa apaixonada por Cristo e pelo seu Reino. Por causa desta grande alegria interior quer levar os outros a viverem a paz interior.
Quando seguimos a Cristo de verdade somos convidados por ele a beber seu cálice. O que será que isto significa para nós? Vamos passar pelo desprezo do mundo, pela solidão do seguimento, aparentemente seremos derrotados várias vezes. O que irá nos guiar é a luz do amor de Deus que sentimos no fundo de nosso coração. É esta luz que deve ser o referencial de nossa vida. A felicidade que Deus nos transmite é muito maior que as alegrias momentâneas que alimentam a sociedade moderna. Somos desafiados a olhar para dentro de nosso coração e sairmos de nosso próprio egoísmo. Aqui neste mundo não vamos encontrar nada permanente. Ele está reservado para nós no Céu.
O serviço do cristão acontece dentro da humildade e da fé. Somos simples instrumentos do verdadeiro “Dínamo” que produz amor e felicidade. Todo cristão batizado é missionário. O nosso batismo é um compromisso de entrega ao amor de Deus que se expande em nossa vida. Somos convidados a transmitir as verdades fundamentais de nossa fé a todas as pessoas que nos encontrarmos especialmente pelo nosso testemunho. Os cristãos devem ser reconhecidos pela alegria de ter encontrado o amor de Deus em seus corações e devem anunciar este amor a todos, inclusive aos que já são batizados.

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 “Fazei Senhor Jesus que possamos nos sentir evangelizadores de nossos irmãos a partir da alegria de nossa experiência convosco”.