segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

EIS O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO

 


“JESUS CRISTO É O CORDEIRO QUE TIRA O PECADO DO MUNDO”.

Estamos no segundo Domingo do tempo Comum. Na liturgia João Batista apresenta Jesus como o cordeiro de Deus que tira o pecado, ou seja, consome com o mal existente na terra. Hoje devemos apontar para Jesus, como fez João Batista, e tê-lo presente em nossa vida para podermos vencer as dificuldades que vão surgindo naturalmente em nossa caminhada cristã. Jesus é o centro de nossas vidas. Ele é o ponto de referência que devemos seguir. Se seguirmos a Cristo como caminho, verdade e vida seremos felizes nas maiores tribulações.


 

EVANGELHO (Jo 01, 29-34):

Naquele tempo, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: ‘Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim’. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: Àquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”




"Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”

Quando falamos na palavra testemunho, estamos nos referindo ao que aparece de imediato na pessoa. Testemunho vem da palavra testa que logo apresenta a feição que temos. Quando nos mostramos aparece inicialmente o nosso semblante e o que temos por de trás dele. Uma pessoa que cultiva permanentemente a presença de Deus terá um semblante de amor e alegria. Vemos esta realidade quando Moisés desce do monte Sinai ao trazer as tábuas da Lei (Ex 34, 29-30). Assim era a face de todos os mártires da Igreja que surpreendiam os seus algozes com a certeza da ressurreição. O testemunho é algo que aparece automaticamente.
Quem segue as receitas do mundo terá um semblante marcado pela tristeza e pelo sofrimento de estar longe de Deus. Ninguém poderá ser feliz longe dos olhos amorosos do Criador. Nisto percebemos o grande número de remédios que são fabricados para diminuírem a depressão das pessoas.
Há uma grande diferença entre o batismo de João e o batismo de Cristo, pois neste temos a ação direta do Espírito Santo que vem renovar todas as coisas. O batismo de João era penitencial. Tinha um caráter de fé no plano de Deus que seria concluído com a vinda do Messias. Jesus Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus. Nele se manifesta o grande desejo que Deus tem de nos salvar da ação do pecado em nossa vida. O batismo de Cristo é um sacramento que leva à salvação recordando no interior da pessoa a realidade do amor de Deus. Devemos renovar constantemente nosso batismo clamando ao Espírito Santo uma nova efusão de sua graça sobre nossa vida para nos tornarmos novas criaturas.
Hoje somos convidados a termos a mesma atitude de João Batista. Devemos colocar em nossa vida o grande ideal que é o Cristo vivo, presente e amigo no meio de nós. A nossa vivência religiosa não consiste só na prática de ritos, mas sim na busca do amor de Deus.
Somos convidados a praticar o bem em todas as categorias de nossa vida. Precisamos aproveitar todas as oportunidades para promovermos o bem. O mistério de um Deus presente deve fazer parte de nossa vida se queremos ser felizes. “Ele está no meio de nós” – esta afirmação deve ser a mola propulsora de nossa vida na prática e na descoberta do que o Senhor deseja de nós.
João Batista apresenta o “Cordeiro de Deus”. É a luz em meio às trevas do pecado. Crendo na presença do Cristo como luz que dissipa as trevas, nos transformamos em agentes de renovação do mundo a partir de nossa fé. Seremos perseguidos automaticamente porque passamos a amar o que o mundo odeia e a odiar o que o mundo ama. A humanidade caminha com velocidade para sua própria autodestruição, pois se torna cada vez mais indiferente ao projeto de amor que Deus tem em relação as suas criaturas.
Os cristãos são responsáveis pela melhoria da humanidade a partir de seu testemunho. Devem se tornar células boas que praticam o bem no meio da injustiça. Não importa os nossos títulos e cargos se eles não estiverem em vista do amor que Deus transmite para nós. Vamos seguir com coragem, alegria e perseverança dentro deste mundo transitório nos preparando para o mundo definitivo.


“Queremos Senhor Jesus a força que vem do Espírito Santo para vivermos constantemente o amor que nos transforma”.





segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

BATISMO DE JESUS





 “A SANTÍSSIMA TRINDADE SE MANIFESTA NO BATISMO DE JESUS”.

Celebramos neste próximo domingo, a festa do Batismo do Senhor. Podemos nos perguntar sobre a necessidade de Jesus ser batizado e qual era sua relação com João Batista. Ele é o próprio autor do Batismo como sacramento e não mais como um sinal penitencial. Os planos de Deus perpassam nossas limitações. Jesus o Filho de Deus quer viver em sua vida os valores essenciais que levam a um profundo relacionamento com o Pai. Após sua morte e ressurreição o batismo de penitência passará a ser uma nova vida na Graça do Espírito Santo. Todos que quiserem viver a felicidade que Deus nos proporciona terão que negar a si mesmo e vencer seu egoísmo. Quem recebe o Batismo é convidado a testemunhar a presença de Jesus Cristo no mundo.



EVANGELHO (Mt 03, 13-17):

Naquele tempo, Jesus veio da Galiléia para o rio Jordão, a fim de se encontrar com João e ser batizado por ele. Mas João protestou, dizendo: “Eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” Jesus, porém respondeu-lhe: “Por enquanto deixa como está, porque nós devemos cumprir toda a justiça!” e João concordou. Depois de ser batizado, Jesus saiu logo da água. Então o céu se abriu e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e vindo pousar sobre ele. E do céu veio uma voz que dizia: “Este é meu Filho muito amado, no qual eu pus o meu agrado”.




“Este é meu Filho muito amado, no qual eu pus o meu agrado”.

Não é tarefa fácil descobrir o que o Senhor tem planejado para a nossa salvação e qual é o significado dos gestos de Jesus. Deus tem um plano de amor para com a humanidade e podemos dizer que se coloca no próprio plano do homem, muitas vezes em deterioração, para salvá-lo de seu próprio egoísmo. A festa do batismo do Senhor nos recorda o nosso batismo.
Os cristãos têm o compromisso de “cristianizar” o mundo através do amor. O sacramento do batismo é o ingresso na vida nova nos dada pela salvação em Jesus Cristo. É um verdadeiro impulso para a prática do bem em todas as circunstâncias da vida. O Batismo é uma auto consagração a Deus na tentativa de cumprir com sua vontade. O óleo dos catecúmenos que somos ungidos no peito quer elevar o nosso coração ao plano de Deus.
Qual é o sentido que estamos dando ao batismo que recebemos? Através dele nos abrimos mais a realidade de sermos filhos muito amados de Deus. Todos os santos da Igreja tomaram o batismo como ponto de referência para suas vidas, especialmente na comunhão íntima com a Santíssima Trindade. No momento do batismo de Jesus a Trindade se revela. O Pai entrega seu Filho pela ação do Espírito Santo. Precisamos redescobrir o mistério trinitário que age em nós para podermos começar a viver já nesta vida uma felicidade muito mais estável. Deus quer se comunicar conosco na parte mais íntima de nosso ser. Devemos evitar a superficialidade e descobrir dentro do poço de nosso coração a verdadeira vida na comunicação íntima com o Senhor. O mundo odeia aquilo que passamos a amar e ama aquilo que odiamos. Por esta razão os cristãos nunca serão “aceitos” pela sociedade por se tornarem automaticamente uma pedra no sapato dos que buscam as alegrias momentâneas que o mundo cultiva de forma errônea para si mesmo. Ocorre uma seleção automática dos que fazem o bem e são altruístas e os que se deixam levar pelo mal e são egoístas. Que fim levaram os que só fizeram o mal?
O batismo que recebemos exige cultivo e abertura. Ele precisa de uma constante manutenção. De uma vida de oração para que possamos nos tornar mais humildes e vivermos na Fé. O cristão é um promotor da verdade. Deve estar constantemente em busca da mesma para poder ser um sinal de altruísmo no mundo individualista que se alimenta das coisas que passam. Ser especialista na vivência do amor sem interesse. É a partir desta realidade que estaremos vivendo a nossa vocação mais profunda. Pelo amor desinteressado configuramos a nossa vida com a vida de Jesus.
A Fé exige entrega ao mistério de Deus. É um passo de amor dado muitas vezes na escuridão. O amor exige saída de nós mesmos. Quando nos desacomodamos estamos amando. Jesus mostra isto através de seu gesto de humildade ao pedir o batismo de penitência que João se utilizava como forma de reconhecimento do essencial.



“Olhai Senhor para todos os cristãos do mundo inteiro para que vivam sua consagração batismal com alegria e entusiasmo”.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

EPIFANIA DO SENHOR



“JESUS É O SINAL DE UNIDADE A TODAS AS PESSOAS DE BOA VONTADE”.

A festa da Epifania (revelação ou manifestação), que celebramos neste próximo domingo, nos faz refletir sobre a grande finalidade da vinda de Jesus. Ele não vem salvar só o povo de Israel, mas sim todas as pessoas que se abrem ao Reino de Deus. Somos convidados a seguir a estrela de Jesus rumo a um mundo mais solidário e fraterno. Quando Jesus vem participar de nossa vida somos transformados pelo seu amor e buscamos uma profunda conversão. Estar com Jesus significa acolher a todos e levá-los a uma conversão de vida.




EVANGELHO (Mt 02, 01-12):

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disto, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: e tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia diante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.




“Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.

A vinda de Jesus é repleta de mistério. Ele nasce numa pobreza extrema e atrai personagens desconhecidos como os reis magos que surgem misteriosamente dos diferentes continentes para adorá-lo. Cada um deles representa uma parte do mundo então conhecido como civilizado na época. Jesus é o centro de toda cultura e de toda história. Poderíamos afirmar que a epifania é como se fosse o que será no futuro Pentecostes onde todas as pessoas “abertas” a vontade de Deus serão renovadas pelo sentimento do amor profundo de Deus em suas vidas. O fato da “baixada” de Deus até nós em Jesus Cristo sempre será surpreendente. Jesus vivo e ressuscitado será foco da pregação de diversas pessoas fora do âmbito do judaísmo.
Como poderemos hoje ver a estrela de Jesus em meio à humanidade dividida em contínua discórdia? Assim como os reis magos somos atraídos à gruta de Belém. Para a humildade que nos revelará aquilo que somos. O homem jamais será feliz enquanto pensar que é autor de sua própria felicidade. Deus nos criou como suas criaturas. Estamos aqui para irmos em direção ao seu chamado. A vida dentro da iniquidade ou indiferença para as coisas de Deus já provou sua falência dentro de um mundo depressivo e cheio de sinais de morte.
Percebemos na figura de Herodes um rei ambicioso que não cumpre com sua função de ajudar na salvação de seu povo. Tem o poder mais não sabe direcioná-lo no sentido da justiça e fraternidade. Todos nós, embora sendo profundamente limitados, podemos fazer algo para que este mundo seja melhor. Devemos utilizar todos os dons e bens que o Senhor nos concede para que o mundo seja melhor. Não podemos ficar cegos na busca das coisas materiais porque elas não nos pertencem. Só o que nos pertence é a vida definitiva que é conquistada pela aceitação da vontade de Deus em nossa vida.
Os reis levam presentes relacionados com o que Jesus representa para nós. O ouro da realeza, o incenso da divindade e a mirra da humanidade. Jesus irá entregar sua vida por cada um de nós. Ele vem libertar o coração de todos os que se sentem oprimidos. Nós quando somos batizados também assumimos os três múnus: sacerdócio, profecia e o reinado. Isto nos é dado para concretizarmos o Reino de Deus no mundo. Não o reino de Herodes, mas sim o reino de solidariedade que Jesus nos ensinou a viver através de sua Palavra e do alimento Eucarístico.
Para seguir a estrela de Jesus precisamos esquecer-nos de nós mesmos e percebermos o quanto somos importantes para Deus e para nossos irmãos. Não podemos parar em nossa peregrinação na tentativa de construir um mundo de amor e solidariedade.




“Maria nossa querida mãe, ajuda-nos a entender o sentido da vinda de vosso Filho que vem salvar toda à humanidade”.