segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O ADMINISTRADOR INFIEL


“SOMOS ADMINISTRADORES DOS DONS QUE DEUS NOS CONCEDE PARA FAZERMOS O BEM”.

A liturgia da Palavra neste próximo domingo nos fala da capacidade administrativa que precisamos ter para fazermos o bem em todos os ambientes. O maior dom que recebemos é a nossa própria vida. Deus nos dá a existência para direcionarmos ela na prática do Bem para nos unirmos a Ele que é o Sumo Bem. Os aspectos negativos de nossa vida, aquilo que ultrapassa nossa capacidade de decidir, devemos entregar ao Senhor. A nossa administração deve ser baseada naquilo que escolhemos como fundamental que é na realidade para nós o projeto de Deus manifestado em sua palavra.
Em todos os momentos de nossa vida temos que fazer escolhas. O maior tesouro que temos para ser administrado é o amor de Deus por nós. O que temos de mais precioso deve ser partilhado para sentirmos paz em nosso coração.



EVANGELHO (Lc 16, 01-13):

Naquele tempo, Jesus dizia aos seus discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele  respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinqüenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. E o senhor  elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. E eu vos digo: Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.




“Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes”.

O problema administrativo de nossa existência é fundamental para todas as religiões e filosofias da história. O cristianismo é a resposta mais verdadeira para este questionamento. Isto porque vai de encontro aos desejos mais profundos da pessoa. Pois é o próprio Deus que se revela a nós e seu amor nos compromete. A vida que temos é um dom de Deus que recebemos d’Ele para participarmos de sua felicidade. Somos administradores da graça de Deus. Se praticarmos o bem, estaremos nos assemelhando a Ele e após esta vida estaremos para sempre com o Criador. Para nos unirmos a Deus precisamos nos desapegar de tudo que não é d’Ele.
Santa Teresinha do Menino Jesus em sua doutrina da “Infância Espiritual”, nos ensina que podemos colher das pequenas obras que fazemos verdadeiros tesouros para nossa salvação e para o bem da Igreja, desde que saibamos oferecer a Deus com amor toda nossa ação. O importante não é o que fazemos, mas sim o “como” fazemos.
A fidelidade é um dos maiores desafios que temos em nossa história. Ser fiel a Deus significa fazer o possível para concretizar a sua vontade em nossa vida. Estamos em um processo contínuo de busca do que o Senhor quer de nós para podermos concretizar em nossa vida.
Estamos fartos de ouvir fatos negativos em relação ao mundo e as pessoas que nos cercam. Não sabemos o motivo, mas nos sentimos muitas vezes, desmotivados a viver a mensagem que Jesus nos deixou de procurarmos melhorar o mundo através da Caridade. Nós só poderemos ser bons administradores de tudo o que Deus nos deixou se estivermos olhando sempre com clareza para o nosso ideal. Em várias situações de nossa vida somos obrigados a julgar aquilo que se nos apresenta e temos um grande medo de não fazer exatamente o que o Senhor nos pede.
O único remédio para a humanidade é o olhar de profundidade em relação a todas as coisas. Perdemos-nos no superficial, ficamos longe de nós mesmos e nos iludimos com facilidade. O mundo precisa melhorar através do testemunho de todos os cristãos. Um testemunho de busca de autenticidade na correspondência ao amor de Deus.
Podemos nos perguntar quem é realmente o Senhor de nossa vida. Para quem estamos nos dirigindo quando rezamos, trabalhamos, estudamos e nos divertimos? A reforma de nossa vida deve acontecer no assumir cada dia o essencial.
Devemos buscar constantemente as pequenas fidelidades a Deus, pois os pequenos sins é que formam o grande Sim da aceitação plena da Vontade de Deus em nossa vida. Se a humanidade utilizasse todo seu conhecimento pra a verdadeira promoção da pessoa, teríamos uma sociedade nova, um mundo de alegria e felicidade para todos.
Vamos nos unir na tentativa de conhecermos mais o que Deus planejou para nós através de sua Palavra e assim melhorar a realidade que nos encontramos.


"Senhor Jesus necessitamos de sua graça para sempre sabermos administrar os dons que nos dás constantemente”.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

FILHO PRÓDIGO


“QUANTO MAIS NOS AFASTAMOS DE DEUS MAIS INFELIZES NOS TORNAMOS”.

Não podemos falar de conversão sem termos uma profunda experiência da misericórdia infinita do Senhor. A liturgia deste domingo nos apresenta uma passagem do Evangelho de São Lucas bastante conhecida e refletida na história da igreja. Na parábola do Filho Pródigo Jesus nos explica a necessidade de sabermos aceitar a todos como nossos irmãos e vivermos o perdão. Na realidade ele se utiliza de três parábolas. Começa com a parábola da ovelha perdida, depois a da moeda perdida e finalmente apresenta a belíssima parábola do filho pródigo. Há um pensamento presente nas três parábolas que é a alegria do retorno. Deus fica feliz com o regresso do pecador. Ele só quer promover a vida do ser humano, fazendo o possível para que ele participe de sua felicidade. Como disse o Papa Francisco no início de seu pontificado: "Deus não cansa de perdoar. Nós é que nos esquecemos de pedir perdão a Ele".









EVANGELHO (Lc 15, 01-32):

Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. Então Jesus contou-lhes esta parábola: “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? Quando a escolha, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando à casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura, até encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte’. E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.
Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do teu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.
O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado.”

“Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converta”.


O tema sobre a conversão é constante em todos os evangelhos. O que significa se converter? Podemos afirmar que a conversão é um “retorno à fonte”. A fonte da vida é o próprio Deus que pensou em cada um de nós antes mesmo de nosso nascimento. A conversão é um processo de retorno ao amor que Deus sente por nós. Ele nos criou à sua imagem e semelhança. Isto significa que fomos criados para participarmos de sua felicidade. A conversão é um processo sistemático de deixar-se amar por Deus.
Nas parábolas apresentadas acima, especialmente a do filho pródigo, percebemos o quando Deus quer que sejamos felizes ao seu lado. O filho mais novo, à medida que se afastava do pai, mais infeliz se encontrava. A conversão é o retorno ao convívio do pai que é justo e ama os seus filhos. O homem procura sempre “inventar” meios para encontrar a felicidade por sua própria capacidade e isto sempre acaba em frustração. O lado mais fácil sempre se torna o mais difícil.
A conversão exige de nossa parte uma profunda humildade e o reconhecimento do imenso amor que Deus sente por nós. Ele é misericordioso, busca o homem em todas as situações para realizá-lo. Na parábola do Filho Pródigo percebemos o momento forte em que o filho mais jovem caiu em si, ou seja, percebeu que o pai era bom. Descobriu a verdade que longe dele jamais seria feliz. O filho se alegra em saber que o pai lhe acolhe da mesma maneira. O pai de uma forma surpreendente estava lhe esperando no alto, ansioso pelo seu retorno. Deus nos ama com um amor maior que o nosso por isto Ele vive a misericórdia. Para que a conversão aconteça em nossa vida precisamos ter uma profunda experiência da misericórdia de Deus.
Sem perdão não há conversão. Este perdão tem três dimensões. Precisa ser aceito por nós na certeza que Deus nos perdoa, precisamos saber nos perdoar e finalmente perdoar aos nossos irmãos.
A conversão e a misericórdia caminham juntas. Sem a certeza de que somos amados por Deus acima das nossas limitações, não podemos nos voltar para Ele. Hoje enfrentamos diversas situações de falta de misericórdia. Não nos comunicamos com Deus e nem com os irmãos, por esta razão está presente mais o espírito de competição do que o de promoção do ser humano. O pai ama o filho sem interesse, por isto ele só será feliz ao seu lado.
A parábola do Filho Pródigo com as outras duas parábolas nos indicam um caminho: precisamos nos esquecer de nós mesmos, de nossos pré conceitos e irmos de encontro dos que realmente precisam de nós. Não podemos ser como o filho mais velho, que vive um perfeccionismo sem amor. Ninguém se salva sozinho, somos responsáveis pela salvação uns dos outros.
Nós todos temos defeitos, mas devemos evitar a visão negativa dos nossos irmãos, pois esta não é a visão que Deus tem em relação a nós. O olhar de Deus é um olhar de amor e promoção de cada filho perdido pelo mal uso de sua liberdade.


"Obrigado Senhor Jesus por sempre nos ensinar que devemos viver a nossa vida na grande esperança de que somos profundamente amados”.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

SABER RENUNCIAR A SI MESMO PARA SEGUIR JESUS


 


“PARA SEGUIR A CRISTO É PRECISO SABER RENUNCIAR AS COISAS QUE NÃO SÃO DELE”.

O mês de setembro é dedicado a Palavra de Deus. A Bíblia é uma herança de Deus para nossa salvação. Ela unida ao magistério da Igreja nos fala exatamente o que Deus planejou para nossa felicidade real. Não é um livro de ciência ou de história. É a revelação de Deus Trindade que nos ama acima de tudo e quer que façamos parte de sua felicidade. Quando nos dispomos a seguir a Cristo devemos nos desapegar de tudo que nos impede de viver a nossa profunda relação com Ele, conosco mesmos e com nossos irmãos. Seguir Jesus é empreender uma grande batalha contra si mesmo para se reconhecer a verdade última de nossa existência.


 


EVANGELHO (Lc 14, 25-33):

Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ Ou ainda, qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”


“Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”

Falar em cruz nos dias de hoje parece ser algo fora de cogitação. O homem da era atômica, informatizado, se considera estar muito além da cruz. Quer buscar soluções imediatas para seus problemas. O que importa é a satisfação do momento. Até mesmos falsos cristianismos renunciam a Cruz para pregarem uma prosperidade nesta vida em nome de Jesus. A vida eterna fica em segundo plano. O fato é que somos peregrinos e a nossa meta é um dia habitarmos a casa do Pai.
A cruz sempre será um sinal de contradição que vai passar por todas as fases da história como algo incompreensível. Foi um método de tortura romano importado da África para servir de propaganda ao poder “perpétuo” do grande império romano. Este objeto de morte e tortura só foi alterado no momento em que Jesus foi crucificado. Ele morreu fisicamente, e após três dias aparece ressuscitado. A cruz passa a ser na história o sinal sagrado de maior importância, ela é vista em todos os continentes. Os cristãos passam a se identificar com ela. Os que desejam a vida eterna terão que passar pelo caminho da cruz.
Através da interpretação mística dos primeiros discípulos de Jesus, ela passou a ser considerada como método de redenção. Não é mais a cruz material, mas sim a somatória de todos os enfrentamentos que os cristãos terão com a sua realidade pessoal, social e comunitária. Ela se torna uma condição para aqueles que querem seguir a Cristo de forma real em suas vidas.
Quando assumimos os valores de Cristo, somos crucificados pela maioria esmagadora. O problema é que esta maioria não consegue definir o sentido profundo de sua própria existência. Nós morremos para viver. Nascemos para a morte física, mas pela fé, através da prática do bem, iremos ressuscitar. Fica o questionamento ao mundo: se sua auto suficiência é capaz de torná-lo feliz. Vemos muitas pessoas depressivas fazendo exatamente o que o mundo prega.
Somos desafiados no seguimento de Cristo a deixar tudo o que possa impedir a plena adesão ao seu projeto de amor. Jesus no Evangelho percebe uma grande multidão que o seguia. Talvez um tipo de seguimento que buscava compensação e honras humanas. Quem vier a Ele deve desapegar-se de tudo que parece ser natural na vida humana até mesmo de sua própria vida para abraçar a causa do Reino. Ser discípulo de Cristo é sofrer as consequências do seguimento. Não podemos amar o nosso interesse ao mesmo tempo em que procuramos concretizar o Plano de Santificação de Deus.
O grande desafio de nossa vida é sabermos administrar os dons que Deus nos dá. O alicerce de nossa vida é o amor de Deus. O cristão é sempre chamado a deixar algo para concretizar a Vontade de Deus em sua vida.
Deus não nos criou para vivermos uma auto satisfação. Somos criados para transmitir o seu amor aos nossos irmãos. Quando o homem se fecha em si mesmo cai em um grande engano. Não seremos felizes enquanto não nos desapegarmos de nós mesmos para nos apegarmos a grande verdade dos valores apresentados no Evangelho. A pergunta que fica é sobre a felicidade apresentada hoje pela maioria das pessoas.
O homem quer o tudo para si e esquece que depende do seu Criador que é o seu Tudo. Fomos criados para uma comunicação profunda com Ele que nos dá a razão de nossa vida. Quanto mais nos apegarmos aos nossos princípios, pensando que somos autores de tudo, mais iremos nos afastar da felicidade.
Não é fácil seguir a Cristo, pois Ele sempre vem acompanhado da Cruz. Podemos pensar que isto seja algo radical ou que tenha uma tendência de obrigação, de busca do sofrimento, mas na realidade, para praticarmos o bem precisamos renunciar a nós mesmos. Devemos redimensionar a nossa vida colocando-a em um amor universal.


"Senhor Jesus, nós queremos assumir em nossa vida os sofrimentos que fazem parte do seu seguimento”.