quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“JESUS É O CRISTO, NOSSO SALVADOR E REDENTOR”.



O mundo procura nos manipular com suas idéias. Tenta nos levar para a valorização das coisas que passam. Jesus anuncia a Boa Nova da Salvação que vem ao encontro dos que são oprimidos. Neste terceiro domingo do tempo comum meditamos na pessoa de Jesus que vem anunciar o Reino para os que querem aceitar com humildade o projeto de Deus. Jesus é o Cristo, o ungido é o Filho de Deus. Quando aceitamos esta realidade ocorre uma mudança em nossos valores e atitudes.


EVANGELHO (Lc 1, 1-4; 4, 14-21):

Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra. Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo. Deste modo, poderás verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste. Naquele tempo, Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabaste de ouvir”.

“Hoje se cumpriu esta passagem da escritura que acabaste de ouvir”.

Jesus ao ler a passagem do profeta Isaías (61, 01-03), está afirmando os fatos que irão acontecer aos que aceitarem o anúncio do Reino: serão libertados das prisões que são consequência do egoísmo humano. A aceitação do projeto de Deus faz com que a pessoa encontre o sentido último de sua existência: amar e servir a Deus e aos irmãos vivendo uma vida nova livre das amarras do pecado. A desobediência a Deus só causa consequências dramáticas para o homem. O mal presente no mundo teve sua origem na forma errada do homem exercer sua liberdade.
O Reino de Deus é anunciado dentro de um processo. Desde o antigo testamento já estava sendo preparado pelos profetas e em Jesus Cristo chega ao seu ápice. Agora cabe a nós aceitarmos o Reino e sermos anunciadores da Boa Nova da salvação. O Espírito Santo caminha conosco para nos auxiliar neste processo. Quando somos movidos por Ele não erramos em nossas opções.
Os cristãos devem transformar o mundo através da alegria que sentem em seu interior por se sentirem profundamente amados por Deus. Ele é nosso Papaizinho (Aba). Deus participa de nossa vida. Não estamos longe de nosso Criador. Ele nos ama, nos chama e nos envia dentro do mundo para sermos sua extensão no amor. O amor de Deus deve passar em nós e ir de encontro dos que não se sentem amados. Amar é fazer o outro crescer (Dra Zilda Arns).
Jesus é o ungido, é o Cristo. No Antigo Testamento os reis e soldados se preparavam para a batalha se enchendo de óleo. Esta forma de preparação tomou um aspecto espiritual e os grandes reis eram ungidos para se encherem da Graça de Deus pela missão profunda que Ele lhes confiava. Jesus é o Cristo, Ele retém toda a vontade do Pai por ser verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
O Filho de Deus traz consigo toda a mensagem de salvação para nós. Ele anuncia o que devemos viver dentro da sociedade. Inicialmente seremos “perdedores” por tentarmos concretizar o Evangelho dentro do mundo. Este oferece muitas vantagens para os que confiam em si mesmos e se esquecem dos outros. Mas esta vantagem é superficial. Leva o ser humano a ser o autor de seu próprio fracasso. Quando o homem pensa poder tudo ele perde tudo. Quando nos afastamos de nosso princípio vital somos conduzidos a morte pelo efeito de nosso próprio egoísmo.
Somos convidados a fazer os cegos enxergarem. Especialmente os que são manipulados pela ditadura da grande mídia que nos arrasta ao consumismo e nos afasta de nossa cultura libertadora. Ela tem o poder de transformar o mal em bem e o bem em mal fazendo que as pessoas se afastem cada vez mais do sentido solidário de nossa existência que é o centro da pregação de Jesus. Devemos ser juízes da mídia e não simples espectadores passivos dela colocando o Evangelho de Cristo como fórmula para iniciarmos a sermos felizes neste mundo em preparação para a vida eterna.

“Nós lhe pedimos Senhor Jesus a força da sua graça para vencermos o pecado e sermos instrumentos de seu amor no mundo”.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

NO MILAGRE DAS BODAS DE CANÁ SE PERCEBE QUE A MÃE DE JESUS SEMPRE INTERCEDE POR NÓS”.



A passagem do Evangelho deste segundo domingo do tempo comum nos recorda o milagre das bodas de Caná. A figura de Maria aparece neste momento importante da vida de Jesus. Ela intercede pelos noivos que passariam por um vexame se não houvesse mais vinho para ser servido aos convidados da festa. Hoje Maria continua intercedendo por nós para que possamos ser fiéis ao plano de salvação que Deus elaborou para cada um de nós. A presença de Maria é inerente ao mistério da presença de Deus em nossa vida. O sim de Maria dado na Encarnação do Verbo permanece dentro da história. O mistério mariano complementa o mistério de Cristo e vice versa.


EVANGELHO (Jo 02, 01-11):

Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. O mestre-sala chamou o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho pior. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Cana da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

“Fazei o que ele vos disser”.

Com o milagre das bodas de Caná começa a vida pública de Jesus. É interessante perceber que surge uma dificuldade e a mãe de Jesus está atenta. Assim como nas bodas de Caná, Maria está presente em todos os momentos mais importantes de nosso processo de salvação. Através de seu sim ela favorece a missão salvífica de Cristo. Maria é sensível nos mínimos detalhes. Percebe a vergonha que os noivos iriam passar pela falta de vinho e recorre a Jesus para que ele realize o primeiro milagre que irá fazer que os discípulos comecem a crer na sua missão.
Deus está presente em nossa vida. Em todos os momentos nos reveste de sua infinita bondade. Hoje estamos “insensibilizados”. Desligados do essencial de nossa vida. Preferimos as alegrias momentâneas à felicidade permanente. Jesus estava participando de um momento de felicidade dos noivos. Ele não fugia das situações humanas. Procurava humanizar aquilo que havia se perdido. Jesus nos quer libertar de nosso próprio egoísmo, de nosso fechamento que jamais irá ter como conseqüência a verdadeira felicidade. Percebemos hoje muitas pessoas que não conhecem o sentido do cristianismo. Vivem sem entender que ser cristão é ser especialista na arte de amar. O amor é capaz de construir tudo, ele nasce do coração de Deus.
Jesus transforma a água em vinho. Quando entramos em contato com ele também somos transformados. Passamos de uma vida de egoísmo para uma vida de altruísmo. A preocupação exagerada com nós mesmos passa a ser transformada na preocupação com os nossos irmãos. Quando somos imbuídos pelo Espírito Santo a nossa atenção muda de rumo. Somos mais interessados pela propagação da vontade de Deus no grande objetivo de que todos sejam salvos.
Devemos sempre confiar na intercessão de Maria. Ela é incansável na tentativa de que nós façamos tudo o que seu filho nos pede. Maria não é concorrente de Jesus. Ela é aquela que nos ajuda a superar as nossas angústias e sofrimentos para fazermos o que o Senhor nos pede. 


“Obrigado Senhor Jesus por nos terdes dado a sua mãe como nossa mãe”.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

“O BATISMO DE JESUS RECORDA A IMPORTÂNCIA DE NOSSO BATISMO”.



A festa do batismo do Senhor nos recorda o nosso batismo. Como cristãos temos o compromisso de “cristianizar” o mundo através do amor. O sacramento do batismo é o ingresso na vida nova nos dada pela salvação em Jesus Cristo. É um verdadeiro impulso para a prática do bem em todas as circunstâncias de nossa vida. O que diferencia os que seguem a Cristo é a tentativa de fazer o bem no meio do mal. Praticar o amor dentro do mundo mesmo sendo rejeitado. Os verdadeiros seguidores de Cristo sempre terão inimigos, especialmente aqueles que amam os bens perecíveis do mundo.



EVANGELHO (Lc 03, 15-16.21-22):

Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos se perguntavam no seu íntimo se João não seria o messias. Por isso, João declarou a todos: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Quando todo o povo estava sendo batizado, Jesus também recebeu o batismo. E, enquanto rezava, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.


“O Espírito Santo desceu sobre Jesus em forma visível, como pomba. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.

Conhecemos a vida de Jesus através do relato das primeiras comunidades cristãs e do testemunho apostólico. Cada fato da vida de Jesus nos foi passado através da experiência dos Apóstolos e da fé dos primeiros cristãos. Não temos informações históricas da pessoa e dos fatos da vida de Jesus como nos dias de hoje em plena era da informática. Todos os escritos bíblicos estão cheios de simbolismos numa linguagem e cultura diferente da nossa.
Jesus aceita o batismo de João que era de penitência e renovação. Neste momento é revelado a sua missão através da própria ação do Espírito Santo. A Trindade se manifesta através da voz do Pai e da Pomba representando o Espírito Santo com a presença de Jesus o Filho de Deus. Todo o mistério cristão gira em torno do mistério da Trindade. A nossa liturgia recorda constantemente que somos criados pelo Pai, salvos pelo Filho e santificados pelo Espírito Santo. Quando somos batizados começamos a fazer parte deste grande mistério. Começamos a configurar a nossa vida com a vida de puro amor que vive Deus. Por esta razão ser cristão é amar dentro do mundo.
A festa do batismo de Jesus deve fazer recordar o nosso batismo e o compromisso de cristãos de sermos solidários e mensageiros da Boa Nova da salvação a todos os povos. Devemos ser especialistas na arte de amar.  Ser formados no amor dentro das adversidades da vida.
Precisamos renovar a graça que recebemos em nosso batismo. Devemos pedir constantemente uma nova efusão do Espírito Santo sobre nós para podermos administrar a nossa vida com sabedoria e fé. O batismo que recebemos deve nos levar a uma vida de altruísmo em contrapartida do egoísmo implantado pelas relações comerciais.
O que seria do mundo sem a presença daqueles que acreditam no mistério cristão? Por esta razão a missão que nos cabe é cada vez maior. Estamos em um mundo de competição. Somos convidados a partilhar tudo que temos. Devemos nos preocupar com a promoção da pessoa humana em todas as dimensões de sua existência.
Será que todos recordamos a data de nosso batismo? Sabemos quem são nossos padrinhos e qual foi o sacerdote que nos batizou? Acho que merece a pena saber estes dados de nossa vida para valorizarmos constantemente este sacramento que nos faz participar do mistério da Santíssima Trindade.


“Senhor Jesus, que possamos viver constantemente em nossa vida a missão de cristãos dentro da realidade em que nos encontramos”.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

“A VINDA DE JESUS É PARA TODAS AS PESSOAS DE BOA VONTADE”.




A festa da Epifania (revelação ou manifestação), que celebramos no domingo após a festa da Sagrada Família, nos faz refletir sobre a grande finalidade da vinda de Jesus. Ele não vem salvar só o povo de Israel, mas sim todas as pessoas que se abrem ao Reino de Deus. No menino Jesus deitado na manjedoura e adorado pelos reis magos vemos a concretização da grande promessa de Deus feita a Abraão (Gn 17, 01-07). Em Jesus Abraão será pai de todas as pessoas da face da terra. Jesus Cristo irá expandir o Reino de Deus para todas pessoas de boa vontade, ou seja, para os que são humildes e se abrem a Graça de Deus. Somos convidados a seguir a estrela de Jesus rumo a um mundo mais solidário e fraterno. Quando Jesus vem participar de nossa vida somos transformados pelo seu amor e buscamos uma profunda conversão. Estar com Jesus significa acolher a todos e levá-los a uma conversão de vida.

 


EVANGELHO (Mt 02, 01-12):

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.
Ao saber disto, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: e tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”. Então Herodes chamou em segredos os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia diante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

 

“Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.

A vinda de Jesus é repleta de mistério. Ele nasce numa pobreza extrema e atrai personagens desconhecidos. Os reis magos surgem misteriosamente dos diferentes continentes do então mundo conhecido da época para adorá-lo. Jesus é o centro de toda cultura e de toda história. Poderíamos afirmar que a epifania é como se fosse o que será no futuro Pentecostes onde todas as pessoas “abertas” a vontade de Deus serão renovadas pelo sentimento do amor profundo de Deus em suas vidas. O fato da “baixada” de Deus até nós em Jesus Cristo sempre será surpreendente. Jesus vivo e ressuscitado será foco da pregação de diversas pessoas fora do âmbito do judaísmo.
Como poderemos hoje ver a estrela de Jesus em meio à humanidade dividida em contínua discórdia? Percebemos as pessoas afastadas de seu centro. Perdidas na busca do corruptível, aquilo que não é essencial. Assim como os reis magos somos atraídos à gruta de Belém. Para a humildade que nos revelará aquilo que somos. O homem jamais será feliz enquanto pensar que é autor de sua própria felicidade. Deus nos criou como suas criaturas. Estamos aqui para irmos em direção ao seu chamado. A vida dentro da iniquidade ou indiferença para as coisas de Deus já provou sua falência dentro de um mundo depressivo e cheio de sinais de morte.
Percebemos na figura de Herodes um rei ambicioso que não cumpre com sua função de ajudar na salvação de seu povo. Tem poder, mas não sabe direcioná-lo no sentido da justiça e fraternidade. Todos nós, embora sendo profundamente limitados, podemos fazer algo para que este mundo seja melhor. Devemos utilizar todos os dons e bens que o Senhor nos concede para que o mundo seja transformado pelo amor de Deus derramado em nossos corações. Não podemos ficar cegos na busca das coisas materiais porque elas não nos pertencem. Só o que nos pertence é a vida definitiva que é conquistada pela aceitação da vontade de Deus em nossa vida.
Os reis levam presentes relacionados com o que Jesus representa para nós. O ouro da realeza, o incenso da divindade e a mirra da humanidade. Jesus irá entregar sua vida por cada um de nós. Ele vem libertar o coração de todos os que se sentem oprimidos. Nós quando somos batizados também assumimos estes três múnus: o sacerdócio, a profecia e o reinado. Isto nos é dado para concretizarmos o Reino de Deus no mundo. Não o reino de Herodes, mas sim o reino de solidariedade que Jesus nos ensinou a viver através de sua Palavra e do alimento Eucarístico. Os reis magos nos dão exemplo que precisamos nos desacomodar para sermos felizes. Eles sentem uma grande alegria quando se encontram com o menino Jesus. A mesma alegria que sentimos quando temos a certeza que estamos fazendo a vontade de Deus.
Para seguir a estrela de Jesus precisamos esquecer-nos de nós mesmos e percebermos o quanto somos importantes para Deus e para nossos irmãos. Não podemos parar em nossa peregrinação na tentativa de construir um mundo de paz, de amor e de solidariedade.

 

“Senhor fazei que nos desacomodemos de nossa apatia para irmos ao seu encontro com amor”.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

“SE CRERMOS QUE JESUS É DEUS, MARIA É MÃE DE DEUS E INTERCEDE POR TODOS NÓS”.



Iniciamos o novo ano com a solenidade da Mãe de Deus. A devoção a mãe de Jesus como nossa mãe começou desde o momento em que Jesus a entregou a nós quando doava sua vida para nos salvar (Jo 19, 26-27). Os cristãos da Igreja Primitiva sempre cultivaram uma grande devoção a Maria, pois foi através de seu sim que nos foi dado o Filho de Deus. A primeira afirmação dogmática sobre Maria a declara Mãe de Jesus que é Deus e nossa Mãe. A grande intercessora e o grande exemplo de obediência que nos leva ao encontro de Jesus. Quando os cristãos perderam a noção da presença de Maria no projeto de salvação de Deus começaram a acontecer todas as divisões entre as igrejas cristãs. Quando perdemos a mãe nos dividimos. Quando seguimos o exemplo de humildade, obediência, oração e fé de Maria nos tornamos verdadeiros discípulos e missionários de Jesus.


Evangelho (Lc 02, 16-21):


Naquele tempo, os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura. Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração. Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.




“Maria guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração”.


Deus nos ama com um amor inefável e misterioso. Jamais poderemos nesta vida entender o seu plano de amor por nós porque Ele nos ama como Criador e não como criatura. Deus tem sua própria forma de se comunicar conosco sendo ouvido só por aqueles que são humildes e abertos ao seu mistério. Ele deseja profundamente que façamos parte de sua felicidade. Dentro deste plano de amor está a figura de Maria. Ela é a serva do Senhor. Faz parte deste mistério de salvação o sim que Maria proferiu ao plano de Deus dentro da obscuridade do que seria de seu futuro. Aceitar ser a mãe do Salvador era um grande privilégio acompanhado de um grande sofrimento e da futura glorificação. Fazer o que Deus nos pede é ir contra o nosso próprio projeto que muitas vezes pensamos ser o mais perfeito para a nossa vida. Devemos lutar constantemente contra nós mesmos para descobrir o que o Senhor quer de nós e tentar, com as nossas limitações, fazer a sua vontade.
É difícil guardar todas as coisas em nosso coração. Muitas vezes falamos mal de nossos irmãos. Sentimos ciúmes de seus sucessos. Estamos em um mundo agitado pela competição. Todos querem ser mais do que os outros. Há falta de solidariedade em todos os âmbitos da sociedade. Maria é uma mulher solidária. Dá-nos um grande exemplo que só seremos felizes fazendo os outros felizes. Seremos livres quando nos libertarmos para libertar os outros.
Muitas vezes como cristãos católicos somos criticados pela nossa devoção a mãe de Jesus. Muitos pregadores menosprezam esta atitude afirmando que só Jesus salva. Isto realmente é verdade, mas Maria “participa” da salvação que Jesus nos traz. Ela foi entregue por ele a nós no momento em que dava à vida para nos salvar. Ela é a nova Eva, a nova mãe que trás a salvação a humanidade.
O mistério de Cristo passa pelo mistério de Maria. As mulheres receberam de Deus o dom de gerar vida. Isto não pode ser esquecido pela humanidade. O mundo atravessa um período obscuro de individualismo por falta da figura da mãe. É ela que transmite afeto para o filho, lhe prepara para o mundo com sua afetividade. Os meios de comunicação sabem disto por isto desfazem a figura da mãe para poderem dominar a humanidade fazendo que se torne dependente do consumismo por ele pregado. Um falso feminismo afasta as mulheres de seu sentido mais profundo que é a maternidade.
 São diversos os fatos que comprovam o grande amor de mãe que Maria tem por toda à humanidade. As diversas aparições e milagres que aconteceram e acontecem constantemente comprovam esta realidade. O verdadeiro devoto de Maria jamais se perderá nas ilusões que o mundo apresenta.
Devemos seguir o exemplo de Maria para sermos felizes. Quando nos tornamos devotos de Maria, automaticamente fazemos o que Jesus nos pede. Quando amamos Maria, amamos a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento e na Palavra.


 “Maria, mãe de Jesus e nossa mãe, intercedei a Deus por nós”.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

“JESUS, MARIA E JOSÉ SÃO EXEMPLOS FORTES DE AMOR E UNIÃO”.



A festa da Sagrada Família de Nazaré é de suma importância para nós especialmente porque vivemos em um período histórico de muitas separações. A pessoa humana foi feita para o amor. Quando começa a se amar, ama a Deus e o próximo. São três engrenagens inseparáveis. A família é o local onde se forma a pessoa. Onde aprendemos a ser solidários e fraternos. A história da humanidade atravessa um período de muita crise devido à perda dos valores fundamentais que são aprendidos na família.



EVANGELHO (Lc 02, 41-52):

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, porque agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens.

 


"JESUS DESCEU COM SEUS PAIS PARA NAZARÉ, E ERA-LHES OBEDIENTE”.

A família é a célula da sociedade, nela se forma todos os valores que a pessoa irá seguir em sua vida. Jesus nos dá prova de que é dentro desta convivência familiar que nos estruturamos, pois ele mesmo quis vir de uma família para depois iniciar a pregação do Reino.
A obediência é a principal virtude que nos leva a verdadeira santificação. Descobrir qual é a vontade de Deus e buscar sua concretização em nossa vida é nosso maior desafio. A união familiar acontece em um princípio de obediência. Este é um forte desafio para nossa sociedade que precisa de família sólidas em valores que permaneçam e não sejam alienadas pela grande mídia.
Quando somos criados em um ambiente de amor que é exigente, estamos aptos a enfrentar as dificuldades que a vida nos oferece. O amor é a base da vida familiar. Hoje enfrentamos uma relativização do amor pelo investimento dos meios de comunicação que são manipulados pelas relações comerciais. Para vender mais se faz necessário que as pessoas pensem menos nos valores fundamentais da vida.
Há alguns anos atrás está se fazendo um grande investimento para destruir as famílias. Os jovens estão sendo manipulados para pensarem que o amor não existe e que somos máquinas de consumo. Por esta razão existe um grande investimento no abuso da sexualidade que tem seu fim último na procriação. O comércio das drogas cresce cada vez mais quando as pessoas não têm nenhum referencial afetivo. Sentem um imenso vazio existencial. Tentam preenche-lo com alguma espécie de droga.
A vivência familiar em um ambiente fortemente religioso e afetivo se torna o verdadeiro antídoto para o veneno do egoísmo implantado na sociedade de hoje. Quando temos raízes fortes podemos enfrentar várias tempestades.
Dentro das famílias é que irão surgir as vocações sacerdotais e religiosas que são fundamentais para a evangelização dos povos. Vamos nesta grande festa religiosa nos unir e rezar para nos mantermos sempre unidos mesmo na imposição das divisões do mundo moderno.


“Jesus, Maria e José ajudem nossas famílias a serem firmes na Fé.”

domingo, 23 de dezembro de 2012

JESUS NASCEU POBRE PARA NOS ENRIQUECER


A celebração do nascimento de Jesus é sempre um momento de muita alegria que invade o coração dos cristãos do mundo inteiro. Natal é uma celebração onde as famílias se reúnem em torno de Jesus que nasce pobre para nos enriquecer. Deus se fez homem para que possamos ter a oportunidade de uma convivência com o divino. A partir do mistério do Natal começamos a ver nossa vida de forma diferente. A divinização do humano em Cristo nos leva a uma dimensão mais solidária e fraterna. Nesta solenidade pensamos no gesto profundo de amor e pobreza que o Senhor teve para conosco em querer viver como nós. Jesus nasce pobre para nos indicar que é pela santa humildade que alcançaremos a felicidade. A busca do essencial nem sempre se encontra no que vemos, mas no mais profundo centro de nosso ser.



EVANGELHO (Lc 02, 01-14):

Aconteceu que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal. Por ser da família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria. Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu rebanho. Um anjo do Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo. O anjo, porém, disse aos pastores: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura”. E, de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da coorte celeste. Cantavam louvores a Deus dizendo: “Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados”.



 “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor”.


A festa do Santo Natal é uma grande lição de humildade porque não somos nós que recorremos ao imenso amor de Deus. É Ele que toma iniciativa. Vem até nós para nos reconciliar com o Pai. Vem pobre para nos enriquecer. A mensagem da gruta de Belém é de grande atualidade para o homem moderno inserido em seu próprio egoísmo. Lutando por um desenvolvimento que na realidade está lhe afastando de seus princípios vitais. Percebemos que a verdadeira realização ultrapassa o sucesso material. Jesus nasceu em uma gruta pobre para nos dizer que o essencial está longe do que nós olhamos materialmente. Existe o imperecível que está acima do perecível.
A paz e a alegria interior que nos levam até a felicidade são os grandes ideais que devemos buscar em nossa peregrinação. Muitos têm tudo e não tem nada, pois o que temos de essencial é a paz que nasce dentro de nosso coração. As coisas materiais desviadas de sua função se tornam para nós maldição e não bênção.
Os anjos anunciam o grande objetivo da vinda de Cristo: são novos valores que nascem em favor da pessoa deficiente em sua autonomia. O fenômeno do Natal de Jesus é uma luz que resplandece na escuridão do egoísmo humano. É a esperança de vencermos a nós mesmos para concretizarmos a vontade de Deus em nossas vidas.
Jesus nos mostra no presépio que não adianta apegos as coisas transitórias.  É interessante percebermos que Jesus nasce e morre pobremente para depois ressuscitar. O início e o fim da vida terrena de Jesus se resumem na palavra “desapego”. Para sermos glorificados e entrarmos na presença inefável de Deus não podemos ter nada que nos impeça de visualizarmos o essencial. A vaidade e o orgulho destroem a pessoa, lhe desviam a atenção para as coisas perecíveis.
Somos peregrinos em direção ao eterno. Deus se doa por nós que somos fragilizados pela mancha do pecado original. Ele prova que ama suas criaturas. O amor não é mais uma subida como pensavam os gregos. Jesus nos mostra que ele também é uma perda (descida) para se alcançar a vitória. Deus vem até nós. Desce para que nós possamos subir.
Devemos reunir as nossas famílias para rezarmos nesta festa e pedirmos à paz que vem do Senhor. Lutar pelos valores que nos unem e nos fortalecem no essencial. A realidade nos mostra uma grande crise nas instituições. Esta acontece porque o homem não sabe dar razão para sua existência se apegando ao que não é essencial. O cristão deve lutar pelos valores e pelas estruturas que os mantêm firmes na esperança. Não podemos perder a alegria que provém de nossa crença em Deus e no seu infinito amor por nós. Ele nos ama com um amor cheio de ternura e humildade. Vêm numa gruta aonde os animais se abrigavam a noite. Não veio em um palácio cheio de riquezas. Isto nos prova que o que vale é o nosso interior. A conexão com Deus é que nos traz a paz.
Natal é um tempo de abertura ao Espírito Santo. Tempo de oração e reconciliação. Maria nos dá o exemplo no sentido que devemos aceitar a vontade de Deus em nossa vida. Nós não sabemos o que é melhor para nós. Sem Deus a nossa vida perde sentido. Passamos a nos ocupar com o que não é essencial. Desviamo-nos do bem e obedecemos ao que a ditadura das relações comerciais e do relativismo nos impõe.
A lição de humildade do Natal é muito importante para nós na medida em que nos ensina a apreciar o que tem sentido para a nossa vida. Não importa os nossos títulos e honrarias se o nosso coração não estiver cheio de amor e de paz. Como cristãos sempre estaremos remando contra a correnteza. Sendo sempre criticados por não querermos aceitar o que a maioria aceita com tranqüilidade.
Que possamos nos preparar com alegria para este Santo Natal com o sacramento da reconciliação e com a celebração da eucaristia promovendo a união de nossas famílias.


“Senhor Jesus que nasceste pobre para nos enriquecer. Transformai nossos corações neste Santo Natal.”