terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A SANTÍSSIMA EUCARISTIA




O cristianismo se diferencia de todas as outras religiões por ter um contato de intimidade com Deus. Ele se torna alimento de salvação para nós. Jesus na eucaristia vem de encontro as nossas fraquezas e limitações. O homem desde que começa a se utilizar do raciocínio, pensa sobre o sobrenatural. Nenhum tipo de relação com a divindade se assemelha ao que o cristianismo oferece.
O crer na eucaristia é um divisor de águas. Após o surgimento do protestantismo a visão sobre a eucaristia foi deturpada de sua originalidade. Devemos recorrer ao que o Senhor nos deixou para entendermos com mais fé este grande tesouro de amor nos dado por Jesus, alimento para a eternidade.


1 – A SANTÍSSIMA EUCARISTIA NO NOVO TESTAMENTO:

A Palavra de Deus se complementa com a eucaristia. Deus se revela ao povo de Israel de uma maneira peculiar. Todo o Antigo Testamento se refere a esta revelação.
Quando Deus veio fazer parte da nossa história em Jesus Cristo temos o gesto mais concreto de amor da parte d’Ele. Vendo que éramos fracos e incapazes de andarmos com nossas próprias formas, Jesus desejou permanecer em nosso meio através da eucaristia.
Existem muitos textos no Novo Testamento que falam direta ou indiretamente da eucaristia. Vamos iniciar pelo capítulo 06 do Evangelho de São João que é todo ele referente ao Pão da Vida. Este capítulo não nos deixa dúvida sobre a presença de Jesus na eucaristia e da necessidade de recebê-lo para alcançarmos a eternidade.
“Quem comer deste pão viverá eternamente”(Jo 06, 51). Todos nós desejamos a eternidade, sentimos em nosso íntimo o desejo de nos eternizarmos, mesmo dentro de muitas limitações, queremos ser melhores. Desejamos viver eternamente, pois a vida é o maior dom que temos. Se existimos é porque somos amados neste instante por Deus.
Quando aceitamos a presença de Jesus em nós, assumimos os seus valores, somos modificados por este alimento que nos cura e nos liberta.
Outro texto fundamental sobre a eucaristia é o capítulo 11 da primeira carta de São Paulo aos Coríntios. No versículo 23 e seguintes, Paulo narra a consagração eucarística que até hoje é utilizada na liturgia. O gesto de Jesus, para quem crê realmente nele é fundamental.
Os evangelhos sinóticos todos eles narram o momento da consagração: Mt 26, 26-29; Mc 14, 22-25; Lc 22, 19-20).
 Nós somos muito limitados para entendermos este mistério, precisamos confiar na Palavra do Senhor que é infalível. É o Espírito Santo que age em favor de nossas limitações. A Eucaristia está ligada a Palavra de Deus, uma consolida a outra na busca de perfeição.


2 – RENOVAÇÃO DO SACRIFÍCIO DE JESUS:

O sacrifício da cruz e o sacrifício do altar: tem tanto valor a celebração da missa, como a morte de Cristo na Cruz. É o maior contato com Deus que podemos ter nesta vida.
Cada celebração eucarística renova o sacrifício de Jesus. Todo o mistério da salvação vem em socorro da fragilidade humana. “Fazei isto em minha memória”. O amor de Deus se renova constantemente para que possamos ser livres de nossos pecados e possamos evoluir em nossa vida espiritual.
A instituição da eucaristia é um mistério que só poderemos entender quando percebemos que Deus tem um amor inefável (misterioso) pelas pessoas. Estamos dentro de um mundo poluído pelo imediatismo que não nos deixa raciocinar sobre o sentido último de nossa vida. este imediatismo nos arrasta para o relativismo onde todas as coisas são aceitas em favor de nosso egoísmo. Este relativismo nos leva a renovação do pecado original nos tornando individualistas.
Jesus deu a sua vida por nós. Não existe amor sem sacrifício. Quem ama sofre pelo amado. O amor exige saída de nós mesmos em relação aos nossos irmãos. A eucaristia renova o gesto de amor de Jesus por nós. Através dela somos resgatados novamente de nossos pecados e nos entregamos a verdade de nossa vida.
Em cada celebração que participamos estamos abertos ao mistério de amor de Deus que nos cria, nos salva e nos santifica. Fomos criados para participarmos da felicidade que Deus vive. Não estamos nesta vida para obedecer aos meios de comunicação que são governados pelas relações comerciais.
Deus mergulha em nossa miséria através da eucaristia que atinge o passado, o presente e o futuro da história. Através da renovação do sacrifício de Jesus as pessoas que morrem são resgatadas para a eternidade. Quando oferecemos uma missa por um defunto, se ele tiver merecimento diante de Deus,  imediatamente ele terá a visão de Deus na eternidade.
Não podemos nunca faltar a missa, especialmente nos domingos e dias santos de guarda. O ideal seria a participação na missa diariamente. Receber Jesus todos os dias para nos fortalecermos na Fé. Somos desafiados a perseverar diante das dificuldades que o mundo oferece. Precisamos abrir o nosso coração para a graça de Deus. Devemos oferecer o que estamos vivendo em nossa celebração para crescermos em nossa adesão a Deus.




3 – SACRAMENTO DA EUCARISTIA E DA RECONCILIAÇÃO:

O que entendemos sobre sacramento? Por que a eucaristia é considerada um sacramento. São sinais visíveis da graça invisível que vem em favor das pessoas para se encontrarem com Deus. Os sacramentos existem para edificarem o homem perdido pelo seu próprio egoísmo. Cada sacramento tem a ver com momentos fortes de nossa vida.
O início da vida cristã acontece com o batismo que é um novo nascimento na graça de Deus. É o reconhecimento da pessoa em relação ao mistério da Santíssima Trindade que habita em nós.
No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, por conseguinte, o Cristo todo (DS 1651). Esta definição dogmática da Igreja está ligada ao desejo de permanência contínua de Jesus Cristo com a nossa fragilidade.
O sacramento da Eucaristia é o ápice de toda a vida cristã. É a comprovação de que Deus nos ama e nunca nos abandonará. É o gesto concreto e misterioso do amor de Deus por nós. Jesus permanece realizando no meio de seu povo, um povo novo da aliança nova, os mesmos milagres que realizava através da Eucaristia. Nós temos este presente de maior importância em nossa vida. Em cada celebração Jesus se serve da fragilidade do sacerdote ordenado para estar conosco e para que nós possamos comungá-lo.
O mundo seria melhor se os cristãos que já recebem Jesus levassem a sério esta realidade: “Nós nos tornamos a extensão viva do Cristo vivo que celebramos”. O mundo tem que ser melhor a partir de nossa vivência eucarística.
A Eucaristia nos ampara nas dificuldades, na luta pela pureza, no combate aos vícios e, sobretudo, aumenta em nós a Fé, a Esperança e a Caridade. É a saúde da alma e do corpo, remédio para todas as enfermidades espirituais.
No momento em que o sacerdote profere as palavras da Consagração Jesus está presente. Vivo para nos livrar de todos os males e nos ajudar para que a nossa vida se associe com a Vontade de Deus. Por esta razão precisamos estar sempre preparados para recebê-la com todo amor e dignidade possível. A preparação para receber este sacramento deve ser feito através da Reconciliação freqüente. Este sacramento está ligado a Eucaristia como uma forma de estarmos totalmente disponíveis ao amor de Deus.
A adoração ao Santíssimo é um gesto que nos enche de graças e pode ser um meio de profunda conversão para sabermos em que ponto de nossa vida devemos melhorar. Esta prática deve acontecer em todas as igrejas do mundo inteiro, pois é uma fonte de graças. Quando feita com devoção pode nos alcançar a indulgência plenária (durante no mínimo de trinta minutos), em favor de nós ou de uma pessoa que está no purgatório com o desejo de alcançá-la e com orações pelo Santo Padre o Papa. 


Padre Giribone - OMIVICAPE

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A FÉ


A Fé

 


A fé remove montanhas. Já ouvimos muitas vezes este ditado com base do que Jesus falou a seus discípulos. Mas como poderíamos encontrar uma definição sobre ela? Ela é um processo de aceitação do mistério de Deus em nossa vida. Processo porque ela não cresce de uma hora para outra. Ela é lenta e progressiva na medida em que queremos obedecer a Deus. Para crescemos em nossa fé necessitamos de um diálogo profundo de amizade com aquele que nos ama. Sem a oração não descobrimos o que o Senhor quer de nós e não temos a coragem de optar pelo que ele nos solicita. A fé nos leva a verdade da humildade que vai aos poucos transformando nossa vida.

Deus vos abençoe...

Padre Giribone - OMIVICAPE

ESTAMOS NA PRESENÇA DE DEUS






Estamos todos na presença de Deus porque Ele é o nosso Criador e nos ama acima de nossas fraquezas e limitações. São João da Cruz fala que o olhar de Deus é amar. Esta afirmação está no presente. Isto significa que o nosso Criador jamais nos abandona. Somos amados profundamente por Deus. Ele jamais se esquece de nós. O mundo vive uma carência muito grande de amor e afeto. Muitas pessoas estão doentes por falta de amor. Se tomarmos consciência de que somos amados pelo Criador de todas as coisas iremos experimentar uma alegria interior que nos faz muito  felizes já nesta vida.
Deus abençoe a todos...


Padre Giribone - OMIVICAPE

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A ORAÇÃO MATUTINA





A Obra Missionária tem uma "locomotiva" que é a Oração Matutina. Por meio deste método de oração Deus vai nos mostrando por onde devemos ir. Este tesouro não pertence só aos consagrados da Obra. Por esta razão estamos expondo a todos que quiserem se servir deste verdadeiro tesouro de santidade.

Método de Oração da Obra: Recomendamos além da Santa Missa diária com a freqüência do Sacramento da Reconciliação e nossas devoções particulares o nosso método de oração. Pela nossa experiência solicitamos aos nossos missionário(a)s o seguinte método de oração que servirá como um “antídoto” na Fé, na Esperança e na Caridade que irá  combater o imediatismo, o relativismo e o individualismo presentes em nosso mundo.
Devemos levantar uma hora antes de iniciar todas as atividades do dia. Como temos muitas atividades durante o dia, percebemos que a oração matutina é fundamental para nossa vida por esta razão nenhum membro da Obra poderá negligenciar nesta matéria.
No sentido prático podemos apresentar como exemplo: se alguém tinha o costume de levantar-se às sete horas de agora em diante deverá se levantar às cinco horas e cinqüenta minutos. Pensamos que dez minutos sejam necessários para a higiene pessoal.
A nossa oração poderá ser feita individualmente ou em comunidade no período de uma hora. Esta hora será dividida nestas etapas:

A) Momento de Reconhecimento da Presença de Deus: Ter a certeza da Presença do Senhor. Que Ele está presente com seu amor. Procurar tomar consciência de que este momento é de suma importância para nossa vida, para a Igreja e para nossa Obra. Podemos fazer uma oração espontânea de louvor ou a oração da Cruz Missionária.

B) Momento de Leitura e Reflexão da Palavra de Deus: A Palavra de Deus nos revelará o que o Senhor deseja de nós em nossa vida concreta. Esta leitura poderá ser da Liturgia Diária ou conforme o que a pessoa sentir em seu coração.

C) Momento Contemplativo: Em silêncio deixar-se olhar pelo Senhor e perceber o que Ele deseja através de sua Palavra. Nesta etapa da oração nos comunicamos com Deus no íntimo de nosso coração e descobrimos o que Ele deseja de nós. É nosso diálogo de amizade com aquele que sabemos que nos ama.

D) Momento Carismático: Através da Efusão do Divino Espírito Santo pedimos a coragem de concretizarmos em nossa vida o que Senhor nos inspirou no momento contemplativo. Se a oração for feita em comunidade a Palavra poderá ser partilhada antes deste momento.

E) Momento Final: Oração do Pai Nosso: Conforme o ensinamento de Jesus rezamos a oração que Ele mesmo nos ensinou. Esta oração deverá ser feita de forma pausada para entendermos exatamente o que estamos rezando.
Oração Mariana: Pedir a intercessão de nossa padroeira a Virgem do Carmo Peregrina em favor da Obra e de seus membros. Se estiver algum sacerdote presente no caso de ser uma oração comunitária ele dará a todos os presentes a bênção sacerdotal.

NORMA DE OURO [ “Se o missionário(a) não rezar nem ele(a) nem ninguém irá se restaurar. Por esta razão esta oração deverá ser feita diariamente sem exceção”.

Padre Giribone - fundador da OMIVICAPE

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

REGRA DE VIDA DA OBRA MISSIONÁRIA DE EVANGELIZAÇÃO E ACOLHIDA SOCIAL VIRGEM DO CARMO PEREGRINA




I - CARISMA: Ser missionário(a)s do Cultivo da Presença de Deus na Efusão do Espírito Santo através da Oração e da Vida Fraterna.

Ser missionário(a) significa ter uma experiência de amor com Jesus e querer expandir esta experiência para o mundo. Estamos chamados a “Reconhecer” o amor de Deus em nós e em nossos irmãos. Somos peregrinos, não temos morada permanente em nossa vida. Por isto mesmo desejamos nos “despojar” de tudo o que nos impede de valorizarmos o amor de Deus.
Cultivo significa “processo”. É algo para toda a vida com altos e baixos tendo a certeza de que Deus nos ama acima de nossas limitações. Ele manifesta sua misericórdia para nos “restaurar” e sermos agentes de restauração.
A presença de Deus é a realidade de nossa existência. Estamos sobre o seu olhar desde o momento em que fomos concebidos até a eternidade.
A Efusão do Espírito Santo é o exercício carismático que irá nos fazer descobrir o que o Senhor deseja de nós e ao mesmo tempo nos dará força pra concretizarmos sua vontade em nossa vida. Percebemos aí a importância do exemplo de Maria a serva obediente que nos acompanha como Peregrina em nossa vida.
A Oração é a base de nossa consagração. Ela é responsável pela manutenção de nossa fé e nossa entrega na confiança.
A Vida Fraterna é a concretização do amor de Deus em nossa vida. Somos todos irmãos vivendo um amor de respeito e edificação.

II - FUNÇÃO: Viver a missionariedade no cultivo interior e na propagação da Fé aonde a Obra é solicitada, especialmente nos locais onde há carência de evangelização. Assistir aos necessitados, crianças e encarcerados com suas famílias.

III - CRUZ DA OBRA MISSIONÁRIA: Somos identificados como membros da Obra por portarmos a Cruz Missionária. Ela foi criada para cultivar a Presença Amorosa e Permanente de Deus e de sua Mãe a Virgem do Carmo Peregrina em nossa vida. Deverá estar sempre exposta em nosso peito para dar testemunho desta grande verdade. É nosso “símbolo máximo” que indica que somos consagrados e que nos sentimos amados por Deus restaurando o mundo com o nosso amor. Onde nossos missionários estiverem darão testemunho da presença de Deus. É um privilégio de graças estar com ela. A Cruz é ungida com o Santo Óleo do Crisma para nos proteger e ajudar no combate espiritual, na luta pelo bem e pelo testemunho de vida cristã.

1 - Imposição da Cruz: Diante do Sacrário, após ser abençoada e ungida com o Óleo do Crisma, a Cruz é imposta pela primeira vez pelo sacerdote na pessoa, que de joelhos, a recebe com dignidade após promoter fidelidade ao seu objetivo. Esta cruz é de uso exclusivo do portador e não poderá ser usada por outra pessoa sem a devida licença do sacerdote.
O portador da Cruz é inscrito no livro de atas e deverá rezar todos os dias na intenção do Santo Padre o Papa e dos que portam a Cruz três Ave-Marias e a seguinte oração segurando com devoção a Cruz em seu peito:

2 – Oração: “Deus Eterno e todo poderoso, eu reconheço a vossa presença amorosa em minha vida e de vossa Mãe a Virgem Santíssima e quero neste dia e sempre viver conforme o ensinamento de vosso Filho Jesus Cristo que vive e reina para sempre”. Amém.

3 – Promessa: “Prometo Reconhecer a Presença de Deus em minha vida e obedecê-lo através da oração matutina perene e o uso da Cruz da Obra Missionária até a morte”.


IV - TRÊS AMORES DOS MISSIONÁRIO(A)S DA VIRGEM DO CARMO PEREGRINA:

[ EUCARISTIA: Viver o Mistério da Eucaristia. Celebração diária da Eucaristia. Cultivar com amor profundo a presença de Jesus na Hóstia Consagrada. Adorar o Santíssimo Sacramento como fonte de descoberta da vontade de Deus em nossa vida e ajuda em nossa missão. Unido ao amor a Eucaristia está o Sacramento da Reconciliação que deverá ser buscado pelos missionários a cada quinze dias.

[ PALAVRA DE DEUS: Viver o Mistério da Palavra. Leitura Orante e Reflexiva da Palavra sempre iluminada pelo Magistério da Igreja. Da reflexão da Palavra nasce o amor aos empobrecidos especialmente as crianças, os encarcerados e as pessoas que precisam ser restauradas.

[ VIRGEM SANTÍSSIMA: Viver o Mistério Mariano. Seguir o grande exemplo de Maria mãe de Jesus e nossa mãe na Obediência, Humildade e Oração. Divulgar a devoção do título de Virgem do Carmo Peregrina.


V - QUATRO PILARES DA OBRA: Apresentamos aos nossos missionário(a)s os quatro pilares de nossa vida. Cada missionário(a) da Virgem do Carmo Peregrina deverá fazer uma avaliação sistemática com seu diretor espiritual sobre a vivência destas quatro realidades que são fundamentais para nossa vida e pertença a Obra. A maioria de nossos consagrado(a)s vivem inseridos na realidade do mundo. Por esta razão devemos ter um grande cuidado nesta matéria.

1 - ORAÇÃO: A oração dos missionário(a)s é a fonte de toda nossa vida. Sem oração não existe missão. Seguimos o conceito teresiano de oração como trato de amizade com Aquele que sabemos que nos ama. Esta oração Contemplativa é unida a leitura e reflexão da Palavra de Deus, Adoração ao Santíssimo Sacramento, quando possível, e Efusão do Espírito Santo. Percebemos que sem a oração associada à disciplina não existe crescimento em nossa vida espiritual e nem em nossa ação evangelizadora.

Método de Oração da Obra: Recomendamos além da Santa Missa diária com a freqüência do Sacramento da Reconciliação e nossas devoções particulares o nosso método de oração. Pela nossa experiência solicitamos aos nossos missionário(a)s o seguinte método de oração que servirá como um “antídoto” na Fé, na Esperança e na Caridade que irá  combater o imediatismo, o relativismo e o individualismo presentes em nosso mundo.
Devemos levantar uma hora antes de iniciar todas as atividades do dia. Como temos muitas atividades durante o dia, percebemos que a oração matutina é fundamental para nossa vida por esta razão nenhum membro da Obra poderá negligenciar nesta matéria.
No sentido prático podemos apresentar como exemplo: se alguém tinha o costume de levantar-se às sete horas de agora em diante deverá se levantar às cinco horas e cinqüenta minutos. Pensamos que dez minutos sejam necessários para a higiene pessoal.
A nossa oração poderá ser feita individualmente ou em comunidade no período de uma hora. Esta hora será dividida nestas etapas:

A) Momento de Reconhecimento da Presença de Deus: Ter a certeza da Presença do Senhor. Que Ele está presente com seu amor. Procurar tomar consciência de que este momento é de suma importância para nossa vida, para a Igreja e para nossa Obra. Podemos fazer uma oração espontânea de louvor ou a oração da Cruz Missionária.

B) Momento de Leitura e Reflexão da Palavra de Deus: A Palavra de Deus nos revelará o que o Senhor deseja de nós em nossa vida concreta. Esta leitura poderá ser da Liturgia Diária ou conforme o que a pessoa sentir em seu coração.

C) Momento Contemplativo: Em silêncio deixar-se olhar pelo Senhor e perceber o que Ele deseja através de sua Palavra. Nesta etapa da oração nos comunicamos com Deus no íntimo de nosso coração e descobrimos o que Ele deseja de nós. É nosso diálogo de amizade com aquele que sabemos que nos ama.

D) Momento Carismático: Através da Efusão do Divino Espírito Santo pedimos a coragem de concretizarmos em nossa vida o que Senhor nos inspirou no momento contemplativo. Se a oração for feita em comunidade a Palavra poderá ser partilhada antes deste momento.

E) Momento Final: Oração do Pai Nosso: Conforme o ensinamento de Jesus rezamos a oração que Ele mesmo nos ensinou. Esta oração deverá ser feita de forma pausada para entendermos exatamente o que estamos rezando.
Oração Mariana: Pedir a intercessão de nossa padroeira a Virgem do Carmo Peregrina em favor da Obra e de seus membros. Se estiver algum sacerdote presente no caso de ser uma oração comunitária ele dará a todos os presentes a bênção sacerdotal.

NORMA DE OURO [ “Se o missionário(a) não rezar nem ele(a) nem ninguém irá se restaurar. Por esta razão esta oração deverá ser feita diariamente sem exceção”.


2 – FORMAÇÃO: Devemos ter um cuidado todo especial nesta área do estudo e da formação. Cada membro deverá sempre estar lendo algum livro de formação conforme a orientação do Diretor Espiritual. O conhecimento deve estar unido à vida pelo contrário ele se tornará vazio e improdutivo. Além da leitura e do estudo pessoal devemos participar dos “Momentos Missionários” em que a comunidade se reúne para rezar, estudar e se organizar.

3 - TRABALHO: Nossa atividade é fruto de nossa oração. Neste pilar estão incluídos os trabalhos do dia a dia, o trabalho profissional e nossa ação missionária que será decidida pelo Diretor Espiritual com o consentimento do Conselho da Obra. Conforme o estado de vida de cada consagrado(a) devemos estar atentos ao nosso trabalho. A preguiça é um vício que pode ser a porta para todos os demais vícios. Sem disciplina não há restauração. Cada membro deve se esforçar por oferecer o seu trabalho pela Igreja de forma que ele não se torne pesado, mas nos auxilie em nossa conversão.

4 – VIDA FRATERNA: O recreio diário e os demais encontros dos missionários são importantíssimos para a vida fraterna que nos propomos viver. A nossa convivência e amizade deve ser uma conseqüência imediata de nossa oração. Cada missionário(a) deve sentir-se obrigado na “edificação” de seu irmão(a). Devemos sempre que necessário descobrir momentos de lazer e descontração, passeios, diversões sadias entre nós e nossos familiares. A Obra Missionária é uma Obra de Acolhida, portanto lugar de amor e simplicidade. Não estamos na Obra em vista de cargos políticos, bajulações e jamais devemos “falar mal” de algum dos membros ou de qualquer pessoa.

VI - MEMBROS: Os Irmãos e Irmãs Missionário(a)s são discípulos de Jesus com Maria e José. Poderão fazer parte da Obra Missionária: Sacerdotes, Religioso(a)s e Leigo(a)s que aceitem como compromisso o Carisma da Obra e queiram vivê-lo com alegria. Os membros poderão viver dentro (vida integral) ou fora da comunidade de vida e fazer parte da organização.


VII - DIREÇÃO: Todas as nossas decisões devem ser fruto de nossa oração e jamais de interesses particulares. Para que todos ganhem todos devem perder. Cada missionário(a) que for escolhido para uma missão de governo deverá aceitar o seu cargo como mandato divino para a edificação da Obra e de seus membros. Somos uma família da Virgem do Carmo Peregrina. Nosso sistema hierárquico está dividido da seguinte forma:

1) Superior Geral: Aquele que o Senhor determinar para ser o pastor e grande Diretor Espiritual da Obra. Todos devem amá-lo de todo coração.

2) Conselho Geral: Composto pelo Geral, co-fundadores, sacerdotes e alguns membros que serão escolhidos conforme sua missão. As decisões mais importantes são decididas por ele. Como inclusão e exclusão dos membros. Bem como a escolha dos diretores espirituais e formadores para os membros.

3) Representantes: São os membros que estão em outras cidades ou dioceses auxiliando na extensão de nossa Obra.

4) Formadores: Escolhidos pelo Conselho são membros idôneos para esta função. Devem ter um programa de estudo e reflexão com os membros especialmente de nossa espiritualidade e do magistério da Igreja.

5) Consagrado(a)s: São todos os membros que depois de uma caminhada de discernimento recebem a Cruz Missionária.

6) Vocacionado(a)s: São as pessoas que desejam viver nosso estilo de vida. Cada membro da Obra deve se considerar responsável pela promoção de nossas vocações.











quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ESQUADRÃO DA VIDA - OMIVICAPE




O "Esquadrão da Vida" é um grupo de pessoas da Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina que passaram pela noite escura da dependência química e que hoje estão trabalhando para libertar outras pessoas desta doença. Tudo começou com um grupo que sentiu no coração que havia necessidade de se orientar pessoas, desde crianças até adultos sobre o problema grave da ingestão de substâncias que prejudicam a saúde humana.
Além do trabalho de conscientização hoje está sendo concretizado o sonho de uma comunidade terapêutica inteiramente gratuita que se encontra aqui em Rio Grande no distrito do Povo Novo. Os irmãos que lá se encontram fazem a experiência da Oração Matutina e percebe-se uma mudança radical em suas vidas.
Peço orações a todos para que este grupo continue com amor e alegria e que muitos irmãos sejam recuperados. Vamos nos unir nesta Obra de Restauração.

Autor: Padre Giribone - fundador da OMIVICAPE

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO E A INDULGÊNCIA PLENÁRIA




A Igreja tem a autoridade de Jesus Cristo para auxiliar os cristãos no seu processo de salvação (Mt 16, 18). Deus deseja que todos se salvem e façam parte da sua felicidade. As adorações ao Santíssimo Sacramento feitas em nossas comunidades são um momento de profunda renovação. Além de rezarmos pelas vocações, como já é de costume, podemos aproveitar melhor esta presença salvadora de Jesus orando pela salvação nossa ou de uma pessoa que esteja no purgatório.
Irei me servir neste momento de uma pesquisa feita no livro do Prof. Felipe Aquino: "O que são as Indulgências" da Editora Cléofas. Que merece ser lido para maiores informações.
O uso das indulgências é muito antigo na Igreja, desde o início ela usou o seu poder de remir a pena temporal dos pecadores. O sacramento da Reconciliação teve uma evolução. No início as penitencias dadas aos penitentes eram muito severas. Os penitentes recorriam à intercessão dos que aguardavam presos se preparando para o martírio na época das perseguições. Neste período eram escritas as "cartas de paz" onde o penitente pedia ao bispo a absolvição da pesada penitência pública que o confessor lhe impusera, e também da dívida para com Deus; a pena temporal que a penitência satisfazia. Deste modo era transferido para o pecador arrependido, o valor satisfatório dos sofrimentos do mártir. Foi nesta prática que se deu início ao uso da indulgência na Igreja.
Aos poucos a Igreja reconheceu oficialmente este gesto de solidariedade que recebeu o nome de "obras indulgenciadas". A remissão da pena temporal, ou seja, daquilo que ficou como cicatriz do pecado, tomou o nome de Indulgência. Este gesto sempre foi exigido da igreja um grande desejo de reconhecimento do amor de Deus e repúdio radical de todo pecado.
A doutrina das Indulgências foi revitalizada na Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, que esclarece o sentido profundo e teológico das indulgências.
A indulgência é "remissão", isto é, livra, liberta, da "pena temporal" devida aos pecados já perdoados. Ela pode ser parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados. Ninguém pode lucrar indulgências a favor de outras pessoas vivas sendo que qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos como sufrágio.
A indulgência plenária pode se ganhar uma vez por dia, para si mesmo ou para as almas; realizando uma das seguintes obras:

1 - Adoração ao Santíssimo Sacramento pelo menos por meia hora.

2 - Leitura espiritual da Sagrada Escritura ao menos por meia hora.

3 - Piedoso exercício da Via Sacra.

4- Recitação do Rosário de Nossa Senhora na igreja, no oratório, na família ou na comunidade religiosa ou associação.

Para se lucrar a indulgência plenária, a cada dia, além de cumprir uma dessas quatro obras acima citadas, são também necessárias àquelas exigidas para todas as formas de indulgências plenárias: Confissão sacramental, Comunhão Eucarística e Oração pelo Papa (Pai-Nosso e Ave-Maria, no mínimo). Além disso, um desejo forte de conversão e o desejo de ganhar a indulgência plenária. Um belo e santo costume é oferecer a Nossa Senhora esta indulgência para que ela aplique a alma do purgatório que ela desejar.
Como todas as coisas de Deus acontecem em nível de Fé, precisamos pedir ao Santo Espírito que nos ajude a vivermos uma vida de profunda solidariedade para entendermos o sentido profundo das indulgências.
Através de nosso gesto solidário podemos ajudar muitos irmãos que só iremos conhecer na eternidade. 


Autor: Padre Giribone - OMIVICAPE